A IGNORÂNCIA NOS
FAZ SOFRER
Através dos
profetas Deus
nos alertou que
seu povo padecia
por falta de
conhecimento.
Esta informação
foi de novo
sugerida quando
nos visitou
pessoalmente
como Filho de
Deus, sob o nome
de Jesus de
Nazaré.
Conheceríamos a
verdade depois
da sua partida,
dizia, e essa
verdade nos
faria livres.
Dessa verdade
ele nunca falou
durante aquela
estadia, pois
veio com outro
propósito. Veio
na qualidade de
um judeu para
cumprir a Lei
deixada por
Moisés e dá-la
por terminada
com sua morte.
Depois
de se
ressuscitar e
ascender, já não
como um judeu de
nome Jesus de
Nazaré mas sim
como Jesus
Cristo, o
Ressuscitado,
chamou ao
terceiro céu um
eminente doutor
na Lei de Moisés
chamado Saulo de
Tarso, mais
conhecido como
Paulo. Aí no
terceiro céu
Cristo lhe
revelou os
conhecimentos em
volta daquela
verdade
libertadora a
qual ele mesmo
anunciara. Eram
conhecimentos
até então
ocultos,
informações de
longe
transcendentes
aos recebidos
por Paulo nos
longos estudos
da sinagoga.
O
Apóstolo Paulo
começava a
compreender os
mistérios atras
do plano da
salvação da
humanidade.
Recebeu com isso
a chamada de
dedicar energia
na tarefa de por
os fundamentos
da tal verdade
nas suas
cartas.
Escreveu-as
todas no antigo
grego, a língua
franca da
intelectualidade
internacional
daqueles dias,
pois tal
verdade estava
dirigida ao
mundo inteiro.
Dizia ele que o
evangelho,
no falar luso a
boa notícia,
difundida e
veementemente
defendida por
ele, era o poder
de Deus para a
salvação dos
crentes.
Gente da
minha terra, já
se pode ver que
até a salvação
está baseada em
conhecimentos.
Espero que os
políticos das
ilhas do Amador,
e africanos em
geral, já não
tenham dúvidas
sobre o meu
critério
educativo em
vários escritos
anteriores. Sem
conhecimentos
não podemos
manejar nosso
diário viver, e
muito menos as
riquezas, sejam
elas a
cana-de-açúcar,
o café, o cacau,
o petróleo, o
turismo, ou
qualquer outra
coisa. Há que
educar-se, e
educar-se
continuamente.
Para prosperar,
uma nação está
obrigada a
adquirir
informação de
qualidade. Deve
buscar
conhecimentos
amplos, variados
e
especializados,
conhecimentos
normalmente
conseguidos por
meio do sistema
educativo
formal.
Reitero, estamos
fritos e lixados
se não nos
aferramos à
educação como a
primeira
prioridade de
investimento.
As Mensagens
No meio dessa
tarefa tão
prioritária que
é a nossa
educação,
devemos
sobretudo
expor-nos aos
conhecimentos
deixados pelo
Criador, pois
Ele, como antes
havia indicado,
é aquele que
está encima da
educação. Dizia
Jesus de Nazaré,
‘’busquem
primeiro o Reino
dos céus e todas
as outras coisas
lhes serão
dadas’’.
O Reino
dos céus tem um
portão de
entrada, e esse
portão não está
lá em cima nas
nuvens como os
religiosos nos
fazem pensar.
Está aqui na
terra e agora.
Esse portão,
senhores e
senhoras, é o
conhecimento da
tal verdade
libertadora
cujos
fundamentos
foram deixados
por Paulo.
Um inventor mais
sabe do
funcionamento da
sua invenção
que o operador.
Este deve ler o
manual de uso
emitido pelos
vinculados à
informação
deixada pelo
inventor. Da
mesma maneira,
por mais
inteligente que
seja o homo
sapiens, sem as
directrizes do
seu Criador, ele
não pode fazer
nada que valha
ou perdure, já
que a capacidade
da criatura já
léguas abaixo da
sabedoria
daquele que a
criou. Sem a
sua presença o
ser humano,
fracassa. Com
Ele, o homem se
destina ao
êxito. Dia a
dia, devemos
estar regidos
por um contacto
permanente com
os conhecimentos
enviados por
Ele.
Esse corpo de
conhecimentos
muito contrasta
com as ciências
humanas, pois
não se baseiam
em experiências
nem em
evidencias
provadas ou
verificáveis,
nem no
pensamento
lógico. Se
fundamentam na
sabedoria divina
revelada aos
humildes que
reconhecem a
veracidade e
superioridade da
informação
divina sem se
dependerem de
provas, homens e
mulheres
predestinados
antes da
fundação do
mundo físico
para chegar a
entender os
mistérios.
‘’Abençoados são
aqueles que
crêem ainda sem
ter visto’’,
disse Cristo a
Tomé, um dos
onze apóstolos
cujo nome foi
dado a uma das
nossas ilhas. A
verdade é que
Tomé nunca soube
acerca da graça
de Deus, pois
naqueles dias
tal informação
foi dada somente
a Paulo.
Pois
bem, os que
buscam provas
funcionam com a
mente carnal,
como funcionou
Tomé na sua
incredulidade.
Querem ver para
crer, uma
atitude
desagradável a
Deus, porque não
parte da fé. O
homem carnal
quer provas, mas
onde há provas
ou busca de
provas não há
fé, já que fé
significa crer
sem ter
evidencias.
Para a
lógica carnal
amadurecida
estes
conhecimentos
soam muito fora
de série e
parecem difícil
de entender.
Parecem
irracionais.
Porém, para os
que sabem pôr a
lógica humana
aparte, para os
que tēm a mente
como a de uma
criança, tais
conhecimentos
são sumamente
fáceis. Dizia
Jesus de Nazaré
que o Reino dos
céus era para
gente dessa
qualidade.
Mas só parecem
ilógicos os
pensamentos
divinos. Por
exemplo, a
lógica humana
não aceitava até
há uns escassos
séculos que a
Terra era
redonda, a pesar
de que alguns
cientistas já
falavam do
assunto como
sendo as suas
tímidas
conclusões. Mas,
muito antes
dessas
conclusões,
cabalmente
rejeitadas pelo
mundo
‘’lógico’’, o
facto da Terra
ser redonda já
nos havia sido
dado pelos
profetas
milénios antes!
Outro
exemplo da
superioridade
dos
conhecimentos
dados por Deus é
que só
recentemente na
história os
cientistas
concluíram que a
água sai do mar,
forma as nuvens,
cai sobre a
terra em forma
de chuva, corre
em forma de rio,
e outra vez
regressa ao mar,
formando um
ciclo completo.
Mas disso falam
as escrituras
quando se
referem ao
ciclo da agua.
Outra vez, está
na Bíblia, num
dos referidos
livros, obras
entre as mais
antigas da
historia.
Deus bem nos
alertou, ‘’Meus
pensamentos não
são vossos
pensamentos.’’
Na
Bíblia estão
também
estruturados a
ciência divina
quanto a
salvação do
homem aqui e
agora, e isto é
o que mais nos
deve
interessar.
Essa informação
se encontra, não
obstante, como
que codificada,
para só a
entenderem os
crentes
escolhidos como
filhos de
salvação, e que
só a entendam
quando ouçam a
mensagem chave
que a
descodifica, uma
mensagem
proferida da
boca de um homem
eleito por Deus
e anunciado há
dois mil anos
por Paulo como
aquele que
edifica sobre os
seus
alicerces.
Essa entidade
falaria com base
nos fundamentos
deixados pelo
primeiro, e
clarificaria
tudo. Ele seria
o construtor
enquanto Paulo
era o
arquitecto.
Os
eleitos filhos
da salvação,
também
denominados
filhos de Deus,
escolhidos mesmo
antes da
fundação do
universo físico
são os homens e
mulheres que ao
ouvirem a tal
verdade
proferida pelo
edificador,
acham-na clara,
lógica, e
congruente com
as declarações
de Paulo, pois
nasceram com
este
conhecimento no
seu interior.
Já o haviam
aprendido antes
da criação do
universo físico
e, quando o
ouvem pregar,
tudo soa
agradável.
Jesus
falava em
parábolas,
melhor dizendo,
em mensagens
codificadas,
precisamente
para que os não
eleitos, os
filhos de
perdição, não
tivessem a
mínima ideia
sobre o grande
plano
desenhado. Os
filhos de
perdição,
sementes
directas de
Adão, nunca
gostarão da tal
verdade
libertadora, nem
aceitarão o
edificador da
mensagem de
Paulo. Nascem
para um
propósito
definido e bem
diferente ao dos
escolhidos.
Quando terminam
esse propósito,
tudo para eles
chega ao fim, e
unicamente
esperam a sua
morte. Morrem,
literalmente,
tal como passa a
um animal
qualquer, ao
contrario com o
que passa com os
escolhidos.
A raça
humana viu
vários exemplos
dos filhos da
perdição,
claramente
citados na
Bíblia, como
foram, por
exemplo, Caím e
Judas Escariotes.
Não mencionarei
muitos porque
creio não ser
meu dever
identificá-los,
nem estou
qualificado para
faze-lo.
Quero,
porém, deixar
claro que os
filhos de
perdição sempre
existiram junto
com os filhos de
salvação, e
muitas vezes
como irmãos
sanguíneos.
Sabemos, por
exemplo, de Caim
e Abel, dois
irmãos. Sabemos
de Esaú e Jacob,
dois gémeos,
sendo Jacob o
escolhido,
irmãos que
brigavam quando
ainda estavam no
ventre materno.
Os
escolhidos,
contrário aos
filhos de
perdição, são
imortais. Quando
‘’falecem’’,
abandonam o
corpo físico e
vão a um lugar
chamado paraíso,
onde formam uma
nuvem de
testemunhas
esperando por um
corpo novo e
glorificado, com
propriedades
jamais vistas
desde a
ressurreição de
Jesus.
Trata-se
dum corpo capaz
de cruzar
paredes e
realizar viagens
a velocidade da
luz. Chegará o
dia em que todos
os filhos de
Deus o terão. Os
que estão no
paraíso não
sairão das
tumbas como nos
fizeram crer os
religiosos, mas
sim, a partir
dos seus
espíritos sairão
corpos novos.
Naquele dia, os
filhos de Deus
que não tenham
saído dos seus
corpos de barro,
sofrerão
fisicamente uma
metamorfose que
terminará com um
corpo
glorificado.
Entre os
filhos de
salvação já
‘’falecidos’’
estão, por
exemplo, homens
como Abel, Noé,
Job, Abraão,
Jacob e todos
os outros homens
de fé
mencionados no
evangelho.
Chamo a atenção
aos religiosos
de que esses
homens bíblicos
eram espíritos
escolhidos desde
antes de
entrarem a um
útero, sem ter
que ver com o
que obraram ou
não obraram
durante as suas
vidas na carne,
porquanto a
salvação não é
por obras da Lei
de Moisés.
Para
ilustrar, um dos
dois ladroes na
cruz ao lado de
Jesus, é um
filho de
salvação, e
actualmente está
no paraíso. Não
foi exactamente
porque se
arrependeu como
dizem. Foi que
expressou uma
reconciliação
com Deus,
talvez
erroneamente
interpretado
como
arrependimento,
porque, para
começar, era um
filho de Deus,
predestinado
antes da
fundação do
universo físico.
O outro
ladrão não foi
ao paraíso, já
que era filho de
perdição. Os
dois cumpriram
pena como
ladrão, mas um
era filho de
Deus e outro era
filho de
perdição. O de
perdição morreu
naquela cruz e
tudo para ele
terminou. Nas
prisões,
senhores, há
tanto os filhos
de perdição como
os filhos de
Deus cumprindo
penas por algo
cometido contra
a lei da
humanidade.
São
deuses, réplicas
do Deus vivo e
criador,
vestidos
temporariamente
de corpos de
barro, e
enquanto estejam
nesses corpos,
cometem erros e
fazem coisas
inconvenientes,
coisas que
muitas vezes os
privam de viver
no Reino dos
céus, ou seja,
uma vida plena,
rica, e feliz.
Os
fundamentos
destas verdades
que acabo de
esboçar
constituem em
essência a
mensagem
evangélica pouco
ou nada
entendida pelos
teólogos até
agora. Não está
destinada
necessariamente
aos teólogos,
mas sim aos
escolhidos
quando estes
sejam
iluminados. Por
certo, há
teólogos,
sacerdotes,
pastores, e
muitos
religiosos
laicos que são
escolhidos, mas
que não se dão
conta disso por
ainda não terem
ouvido a
mensagem
descodificadora
daquele que
edifica sobre os
alicerces de
Paulo.
Senhores, a
Bíblia em mãos
mal informadas,
vira um material
sumamente
perigoso. Se
converte numa
pistola
carregada na mão
de um bebé. Se
a folheamos sem
entender as
divisões
internas, tudo
nos sairá fora
do foco. Sem
nos aperceber,
usamos a nossa
mente carnal, a
qual nos mantém
na escuridão.
As mensagens
estariam mal
interpretadas, o
que nos levaria
a cair na
maldição, daí o
perigo.
É que,
reitero, a
mensagem nos
chega como se
fosse em código,
primordialmente
em base dumas
divisões. Mesmo
as metáforas e
os simbolismos
não podem ser
entendidos sem o
bom
discernimento
das tais
divisões. O
primeiro
trabalho para
poder começar a
apreciar e
entender todo o
assunto do que
diz respeito a
Bíblia é,
portanto, o de
aprender a
dividi-la,
guiado por
pessoas
portadoras das
mensagens
daquela entidade
tão crucial que
é o edificador
anunciado por
Paulo.
Sem as
explicações
emanadas do
seguidor de
Paulo, estaremos
limitados a
interpretar a
Bíblia com a
mente carnal,
uma mente que
não pode
entender as
coisas divinas
por mais que as
estudemos.
O leitor
carnal da
Bíblia, sem
dar-se conta, se
mergulha em
estado de
confusão. Não
importa por
quantos meses,
anos ou décadas
ele leia, ou
memorize todos
os versículos
das Escrituras,
a verdade
permanece
oculta. Os
leitores e
religiosos mais
dedicados,
pensam cada vez
mais que a
Bíblia é toda
ela a palavra de
Deus com o mesmo
peso e propósito
em todas as
páginas. Se
mergulham,
então, não só em
confusão, mas
também no
caminho a plena
paranóia,
lutando, por
exemplo contra
um diabo
inexistente.
Ademais, há
partes que nos
trazem maldição
e outras que nos
trazem bênçãos,
partes que não
devem em nenhuma
circunstancia
ser misturadas.
Julgo
oportuno marcar
a linha entre
maldição e
bênção, para os
que talvez não
entendam bem os
termos e os
podem explicar
melhor que eu.
Maldição ou
condenação, quer
dizer,
rusticamente
falando, uma
vida de mal a
pior. Significa
problemas atrás
de problemas,
miséria,
doenças,
desastres, em
suma, o
inferno. Por
outro lado,
bênção significa
uma vida cada
vez melhor,
prosperidade,
saúde, isto é, o
Reino dos céus.
Na bênção não há
problemas, mas
sim obstáculos
para serem
superados a
devido tempo.
Ambas vertentes
estão expressas
na Bíblia, e o
leitor, sem ser
edificado, não
terá a sabedoria
para poder
distingui-las.
Não saberá onde
termina a
maldição e onde
começam as
bênçãos. Terá um
pensar
aparentemente
lúcido mas
realmente
confuso e, por
conseguinte, da
sua boca
brotarão
palavras
inconsistentes
com a salvação.
Estará condenado
fora do Reino
dos céus.
Como
livrar-se do
fracasso que nos
parece
embrulhar? Como
sair da vida
infernal e
entrar no Reino
dos céus? Como
respirar o ar
das bênçãos e
ver dias mais
felizes para as
nossas nações?
Temos que
definitivamente
fazer com que se
manifestem os
filhos de Deus
nas nossas
nações. Mas
para isso é
preciso que
reconsideremos
todo esse
assunto da
religião, da
leitura bíblica,
e do
cristianismo
como o
conhecemos.
A gente
tem que repensar
as crenças e as
práticas
religiosas
seguidas através
dos séculos.
Depois de tantas
rezas sem ver
resultados ao
nosso favor,
temos que ver
que algo passa
mal. Temos que
dar conta que
essa
quilométrica
trajectória de
rezas, rosário,
festas aos
santos, jejuns,
baptismos,
incenso, aguas
‘’benditas’’,
crucifixos,
cruzes, sinal da
cruz, lavagem
aos pés,
hóstias, jambí,
baiá, exorcismo,
e todas as
outras formas de
macumba ou obras
da lei, tem sido
basicamente
infrutuoso, para
não dizer
prejudicial.
Com o passar do
tempo, a
natureza tem
sofrido uma
constante
invólucro, com
mais desastres,
secas,
terramotos, e
maremotos. O
homicídio, a
guerra, a fome,
e as doenças têm
sido a ordem do
dia, tudo porque
até agora a
verdade do
evangelho não
foi dada a
conhecer por
causa da
apostasia.
As Divisões da
Bíblia
Torna-se
importante
saber, em
primeiro lugar,
que a Bíblia não
é um livro, mas
sim uma colecção
de livros.
Condensada num
só volume, ela é
realmente uma
biblioteca
portátil, daí o
nome Bíblia.
A formam livros
originariamente
escritos em
papiro por
diferentes
homens, uns
inspirados por
Deus, outros
segundo
observação, e
ainda um
singular autor
como uma
excepção entre
todos os outros,
nomeadamente o
apóstolo Paulo,
segundo a
revelação divina
de forma
directa.
Esses
livros foram,
através dos
séculos
incluídos na
colecção. Outros
foram excluídos
com o passar dos
tempos. Para
dar uma ideia,
se o leitor
compara a Bíblia
católica com
qualquer das
versões
protestantes,
notará que a
católica tem
mais livros,
como por exemplo
o livro de
Eclesiástico e o
de Sabedoria,
para nomear dois
que me vem em
mente. A
protestante tem
ao todo 66
livros, todos
naturalmente
existente na
católica. Por
provisão divina,
de qualquer
maneira, os
livros
essenciais não
foram tocados.
Têm estado
juntos mesmo com
os que os
contradizem,
exactamente como
os filhos de
perdição vivem
juntos com os de
salvação. Lobos
entre as
ovelhas. Assim
podemos
comparar,
discernir as
diferenças, e
seguir pelo
caminho da
verdade.
De acordo
com as
características
e as referencias
vistas dentro da
própria
colecção, essa
pequena
biblioteca
portátil está
dividida em
quatro partes
principais: as
Escrituras, a
Historia, o
Evangelho da
Graça, e o
Evangelho da
Circuncisão.
Quando
aprendemos a
dividir assim as
partes,
começamos a
perceber de
imediato que o
Evangelho da
Graça é onde se
encontram os
alicerces da tal
verdade
anunciada por
Jesus de Nazaré
antes da sua
morte. Trata-se
do único lugar
onde se assenta
um pacto novo
estabelecido
para a bendiçao
das nações.
Paulo é o
único que fala
do tal pacto
novo, das
verdades ao
redor, e das
bênçãos que Deus
nos faz chegar
por meio da
ressurreição de
Jesus. Paulo
escreveu ao todo
14 livros sobre
este evangelho,
os quais começam
com o Livro aos
Romanos e
terminam com o
Livro aos
Hebreus. Estes
14 livros, que
podem caber
comodamente
dentro duma
algibeira,
constituem a
parte mais
importante da
compilação
inteira. Os
outros servem de
referencia para
a boa
compreensão
desse novo pacto
ou testamento,
denominado por
Paulo como
Evangelho de
Incircumcisao,
também conhecido
como Evangelho
da Graça.
Os livros
anteriores aos
de Paulo fazem
parte,
logicamente, do
antigo pacto.
Consistem nos
livros das
Escrituras, os
quais começam
com Génesis e
terminam com
Malaquias, e nos
livros de
Historia,
erroneamente
considerados
pelos religiosos
como os
evangelhos.
Estes, os de
Mateus, Marcos,
Lucas, João e o
Livro de Actos
são na verdade
narrativas
históricas
descrevendo as
partes mais
notáveis da vida
de Jesus de
Nazaré segundo
testemunhas
oculares e
investigações.
Os
escritos que
aparecem depois
de Hebreus, de
autoria de
Santiago, Pedro,
João, e Judas,
foram cartas
deliberadamente
escritas para
adulterar a
mensagem de
Paulo. Esses
autores, para a
surpresa de
muitos
religiosos,
eram inimigos
aceremos de
Paulo e da sua
mensagem. Devo
informar aos
teólogos,
pastores e
sacerdotes que
entre Paulo e
Pedro não havia
nada de amigos
devido ao facto
de que as
mensagens que
representavam
eram bem
contraditórias.
Por um
lado, Pedro, a
quem Jesus de
Nazaré foi
suficientemente
claro em chamar
Satanás, foi um
apóstolo da
circuncisão.
Paulo, por outro
lado, a quem
Cristo revelou
os mistérios da
salvação, foi um
apóstolo da
incircuncisao.
Paulo era o
único que falava
da verdade,
exortando aos
gentios a não
seguir a Lei de
Moisés já
expirada. Os
onze apóstolos,
os quais
conheceram Jesus
como um judeu,
atentavam imitar
Jesus de Nazaré,
o judeu
exemplar, e
defendiam a Lei
de Moisés.
Sempre
quando possível,
os onze
resistiam a
verdade
auspiciada por
Paulo, aquele
que não conheceu
Jesus de Nazaré,
se não Jesus
Cristo. As
cartas dos onze
tinham como
objectivo
despistar os
filhos da
salvação da
verdade dita por
Paulo. Com este
propósito, seus
escritos,
identificados
como Evangelho
de Circuncisão,
culminam com o
livro de
Apocalipse, um
livro
fundamentado não
só em opiniões
de João a luz da
Lei e
influenciada por
sonhos e visões
angélicas que
lhe chegaram
para
deliberadamente
aprofundizar a
linha divisória
entre os
seguidores da
Lei e os
seguidores da
Graça.
Deus não
quer mistura.
Quer uma
separação clara,
a devido tempo,
entre o trigo e
o capim, entre
os lobos e as
ovelhas. Os
filhos de
salvação serão
eventualmente
separados dos
filhos de
perdição. Os
dois evangelhos
também seriam
separados. Isso
já começou.
Dizia Jesus de
Nazaré em suas
parábolas que
vinho novo não
pode ser posto
em vasilhas
velhas, e creio
que Ele se
referia a todo
este assunto.
Os livros
depois de
Hebreus, todos
sem excepção,
visam, portanto,
abandonar o novo
pacto entre Deus
e as nações.
Pedem que se
continue a
seguir a Lei de
Moisés, o pacto
antigo, um pacto
obsoleto desde a
morte de Jesus
de Nazaré. É
como se nas
Ilhas do Amador,
já na segunda
republica, nos
obrigassem a
seguir a
constituição
velha onde havia
um ditador, um
partido único,
intolerância a
divergência de
ideias, etc.
Quando a
realidade é a
democracia
representativa
multipartidária,
uma diferença de
noite e
dia.
Senhores
religiosos, a
Lei de Moisés
está caducada.
Nenhum seguidor
da mesma pode
ver a verdadeira
bênção eterna de
Deus, se bem que
de vez em quando
os anjos
realizam
intervenções
especiais
conhecidas como
milagres. As
verdadeiras
bênçãos
existem, mas só
as alcançamos
pela via do novo
pacto cujos
fundamentos se
encontram
unicamente nos
livros paulinos.
Com o novo pacto
não há
necessidade das
intervenções
angélicas
especiais, mas
sim uma vida
inteira no
carril
predestinado das
bênçãos dia a
dia, minuto a
minuto.
A Lei de
Moisés,
senhores, deixou
de ser palavra
de Deus. Deu
lugar ao
Evangelho da
Graça, a Palavra
de Deus vigente
para as nações.
São portanto
falsas todas as
doutrinas
“cristãs” da
actualidade
porque se
fundamentam na
Lei. Apesar de
não se
aperceberem
disso, essas
doutrinas estão
separadas de
Deus. Essas
doutrinas,
doutrinas de
demónios como
dizia Paulo,
provêm dum poder
de engano para
os que não
aceitam o
verdadeiro poder
de Deus, que é o
Evangelho da
Graça.
Só neste
evangelho, onde
não ha
necessidade de
milagres ou
intervenções
especiais, está
o poder de Deus
para os que
crêem. Trata-se
dum poder que
constantemente
nos banha de
bênçãos, sem
fazer-se pedidos
especiais.
Trata-se dum
poder dado
unicamente a
Paulo e exposto
por ele como
fundamento nos
seus 14 livros.
Não se pode
entender o
Evangelho da
Graça, se o
misturamos com o
Evangelho da
Circuncisão,
pois este vem
casado com a Lei
de Moisés, e
onde está a Lei,
está a morte, ou
seja, não há
vida, não ha
salvação.
Não se
pode perceber as
mensagens
bíblicas sem
delinear as
divisões nem dar
ouvidos às
explicações do
edificador do
evangelho. Mas
como teve origem
tudo isso? Para
compreender o
assunto, talvez
devamos dar uma
vista ao
panorama desde
princípio.
A Historia do
Homem
Deus nos criou
primeiro como
seres
espirituais,
suas réplicas
iguais aos
anjos, deuses em
efeito. Houve
então uma
rebelião por uma
parte desses
espíritos.
Depois de criar
o que conhecemos
como o universo,
a Terra, e tudo
nele existente,
Deus decide
enviar o chefe
da rebelião,
Lucifer, mais
tarde Satanás, a
um corpo vivente
feito de barro
chamado Adão.
O corpo
de Adão estava
estragado, pois
nele vivia
Satanás, a
personagem já
bem conhecida, o
condenado
adversário de
Deus. Adão
passou a ser um
simples animal,
sem as
características
divinas, um
animal
simplesmente com
mais
inteligência que
as outras
bestais. Já o
corpo estava
estragado quando
ele engendrou o
seu primeiro
filho. Nós, como
descendentes de
Adão ao nível
corporal, temos
então um corpo
que traz a sua
marca. Temos as
maldade e todas
as outras
características
negativas
adquiridas por
aquele corpo
original
satanizado.
Tenho
entendido que os
filhos de
perdição
representam Adão
em todos os
aspectos, tanto
no corpo como na
mente. Provêm
directamente de
Adão, uma
fileira
condenada à
morte e ao
desaparecimento.
Quando morrem,
tudo para eles
acaba, pois os
seus espíritos
não passam ao
paraíso.
Os filhos
de salvação ou
filhos de Deus,
por outro lado,
entendo, são
espíritos
directamente de
origem
celestial. Não
descendem de
Adão. São
espíritos
perfeitos
enviados a
residir
temporariamente
nesse corpo que
provem de Adão e
que está, claro,
imperfeito. Por
outras palavras,
os filhos de
Deus, são deuses
vindos a residir
temporariamente
em corpos de
Adão.
Quando
chegam ao plano
terrestre e
entram ao corpo
imperfeito que
deixou Adão, o
contacto com a
imperfeição e
contaminação da
marca de Adão,
faz com que
perdão
inclusivamente a
memória de quem
realmente eram.
Perdem a sua
identidade
divina.
Se bem
que ao nível
espiritual ha
uma diferença
entre a semente
de Adão ou
perdição e a
semente divina
ou de salvação,
ao nível
corporal ambas
sementes, até a
data, compartem
a mesma carne, e
ela é muito má.
Deus decidiu
mostrar ao homem
quão má é a
carne
proveniente de
Adão, dando-lhe
uma serie de
mandamentos e
proibições, as
quais constituem
a essência do
que é a
sabedoria de
Deus no ponto de
vista carnal,
uma sabedoria
gravada por
Moisés, daí a
Lei de Moisés.
O
propósito dessa
Lei era para que
a maldade e
desobediência se
manifestassem
por completo.
Essa Lei, essa
sabedoria,
afasta o homem
de Deus, por
mais que ele
intente. É que
quando ha
regras, a carne
as desobedece.
Quando dizemos
aos nossos
filhos que não
toquem ou façam
algo, a coisa
proibida se lhes
torna mais
interessante.
Quando ordenamos
algo, a
tendência é não
faze-lo.
Trata-se da
marca de Adam na
carne.
Através
da Lei,
portanto, o
homem estava
condenado ao
fracasso, e foi
isso que Deus
quis
demonstrar. As
obras da Lei não
constituem uma
solução ao
problema humano,
pois por mais
que queiramos ou
pensamos
cumpri-las, elas
não agradam a
Deus. Não ha,
nunca houve,
nenhum homem ou
mulher que
pudesse cumprir
a Lei de Moisés,
porquanto todos
somos
engendrados por
um homem o qual
descende do
primeiro homem,
Adão. Mesmo
Moisés não
cumpriu essa
Lei!
Perante
esta situação
por causa da
carne adámica há
outra sabedoria
de Deus, a qual
não pode ser
interpretada
pela mente
carnal. É a
verdadeira
sabedoria de
Deus, para
muitos ainda
oculta, e
portanto um
mistério.
Apesar de ser a
verdadeira
sabedoria de
Deus, aos olhos
carnais
pareceriam uma
loucura. O
apóstolo Paulo
chamou-a
loucura da
perdição, uma
loucura ao redor
da qual gira o
plano da
salvação, um
plano que não
deve ser
discernido pelos
olhos carnais,
mas sim
espiritualmente.
O Filho de Deus
De acordo esse
plano de
salvação da
verdadeira
sabedoria devina,
Deus envia o
segundo Adão,
Jesus de Nazaré,
uma pessoa não
engendrada pela
via adámica, se
bem que encubada
por uma mulher.
Jesus foi
engendrado pelo
Espírito de
Deus, sem ter
havido a
intervenção de
José, seu
padrasto, um
descendente
corporal da
linha adámica.
A encubadora,
Maria, era como
sabemos, também
da linha adámica,
portanto uma
pecadora como
eram todos os
descendentes
corporais de
Adão dessa
época.
A
edificação sobre
os alicerces
deixados por
Paulo nos revela
que Jesus de
Nazaré era o
mesmo Deus que
nos visitou
vestido de
carne, na
qualidade de um
judeu para estar
sob a Lei de
Moisés e, por
fim, cumpri-la.
Já antes havia
visitado a
humanidade, como
Melchizadec por
exemplo, mas
dessa feita veio
como um
carpinteiro e
mestre judeu.
Não quis
identificar-se
abertamente como
Deus, pois se o
fizesse, não o
matariam. Veio
com o propósito
de ser morto e
assim
constituir-se
num sacrifício
pelos pecados da
carne do
primeiro Adão.
Se não o
matassem, a raVa
adámica jamais
alcançaria a
salvação,
porquanto não
haveria nenhum
outro que
qualificasse
para fazer tal
sacrifício.
Logo, Jesus não
podia dizer que
era Deus. Jesus
de Nazaré não
veio para falar
a verdade da
sabedoria de
Deus oculta, mas
sim para cumprir
a Lei e realizar
um sacrifício.
Jesus
falava em
linguagem
codificada
quando queria
dizer algo, pois
o momento não
era para fazer
revelações. O
inimigo,
Satanás, estava
vivo. Não
obstante, aos
discípulos mais
aproximados Ele
deixou indícios
da sua
Divindade.
Estava no Pai,
dizia, e que o
Pai estava
nele. Quando
lhe pediram que
mostrasse o Pai,
perguntou
retoricamente
como era
possível que o
pedissem que
revelasse o Pai
se eles estavam
precisamente em
sua presença.
Jesus de
Nazaré,
senhores, falava
do Filho porque
foi dado a luz
por uma mulher.
Todo aquele que
nasce de uma
mulher é um
filho. Mas ele
não era filho de
José. Era,
então, Filho de
Deus. Ao útero
dessa mulher,
Maria, entrou o
Espírito de Deus
que se vestiu da
carne. Tal como
falava em
parábolas, Jesus
falava do Pai e
do Filho para
que a mensagem
não estivesse
completamente
clara. O
momento da
verdade, repito,
não havia
chegado.
Como
Jesus de Nazaré
não era
descendente
directo de Adão,
ele pode cumprir
a Lei de
Moisés. Fê-lo
por 30 anos
passando por
todas as
provas. Assim
se qualificou
para morrer num
sacrifício de
morte.
Com
essa morte, deu
por terminada a
Lei de Moisés,
aniquilou
Satanás, e
aboliu o
pecado. ‘’ Está
terminado’’,
disse Ele na
cruz segundos
antes de dar o
último fôlego e
retirar-se da
carne. Como
sinal de que a
Lei estava
cumprida e
terminada, no
templo Judaico
onde se fazia
sacrifícios dos
cordeiros como
mandava a Lei, o
véu do altar se
rasgou e dividiu
em dois. Para
que não se
dissesse que foi
rasgado por mãos
humanas, o rasgo
foi de cima
abaixo.
Já não
deveria haver
mais sacrifícios.
Jesus de Nazaré
foi o último
cordeiro, o
Cordeiro de Deus
que tira o
pecado do mundo,
como dizia o
Baptista no Rio
Jordão. O
pecado foi
retirado quando
morreu o
Cordeiro. Já
não deveria
haver mais
sacrifícios no
templo judeu nem
em nenhum outro
lugar. Agora,
entre nós os que
nascemos depois
da cruz, já não
há pecado.
Todos
sabemos que ao
terceiro dia
Jesus
ressuscitou, mas
poucos sabem o
que significa a
ressurreição. É
que Jesus, uma
vez
ressuscitado,
deixa de ser um
judeu chamado
Jesus de Nazaré
e se manifesta
como Jesus
Cristo, o
Ressuscitado.
Se constitui no
resgatador dos
Seus, entenda-se
os filhos da
salvação, filhos
de Deus, ou os
escolhidos, para
que estes possam
viver reinando
em lugares
celestiais, aqui
e nesta época,
sem terem que
fazer nada.
A luta
foi entre o
Diabo e Deus, e
já está
terminada.
Ganhou Deus. Da
nossa parte já
nada resta para
fazer. Se nos
pomos a imitar
Jesus de Nazaré
nos adiremos aos
apóstolos de
Circuncisão.
Seguiríamos um
evangelho falso,
um evangelho que
tenciona manter
viva a Lei de
Moisés já
caducada. Quer
dizer,
consideraríamos
inválida a morte
de Jesus em
nosso lugar.
Senhores, Jesus
tudo fez para
que nada
tivéssemos que
fazer ou
imitar! Ele
sabia que
apareceriam
muitos querendo
imita-lo, e por
isso nos avisou
que para muitos
ele viria a ser
uma pedra de
tropeço. Os
chamados
cristãos
enfrentam essa
pedra porque
querem imitar
Jesus de Nazaré,
algo impossível
para a raça
humana por causa
da carne adámica.
É um verdadeiro
cristão aquele
que sabe que
Jesus tudo fez
no seu lugar, e
sabe que seus
imitadores são
praticantes da
Lei, portanto
estão sob a
maldição
associada a essa
Lei.
Porquê ouvir o
evangelho
Todo aquele que
nasceu depois da
cruz do
Calvário, se é
um escolhido,
nasce como
tesouros vestido
de barro. Tem um
corpo carnal
proveniente de
Adão, mas ao
nível
espiritual,
chegam como
filhos de Deus,
da mesma maneira
como havia
chegado Jesus de
Nazaré. Mas,
diferentemente
de Jesus de
Nazaré, têm pais
carnais. Agora,
depois do
Calvário, isto é
possível, pois o
pecado já não
existe na carne,
se bem que ela
tem ainda a
mancha que se
manifesta como
obras da carne
nos actos
negativos que
muitas vezes
nos separam de
uma vida rica e
feliz. São
obras da carne,
a inveja, o
ódio, os ciúmes,
a avarícia, o
homicídio, etc.
Mas no
homem interior,
isto é, no
espirito,
estamos
perfeitos, e
Deus assim nos
vê. Estamos
unidos com Ele.
Estamos
abençoados com
todas as
bênçãos. Do
nosso interior
brotam os frutos
de espírito,
opostos as obras
da carne, frutos
tais como amor,
paz, gozo, etc.
Contudo,
precisamos de
ouvir estas
verdades, que é
o evangelho ou
boa nova, para
que possamos
recuperar as
nossas
verdadeiras
identidades,
falar de acordo
ao evangelho, e
começar a
reinar como
deuses aqui na
terra se bem que
ainda neste
corpo
danificado.
Ao
nosso serviço
temos um
sem-número de
anjos, espíritos
invisíveis aos
olhos carnais
por não terem
sido destinados
a vestir-se de
carne. Esses
anjos, delegados
para diferentes
funções, actuam
para trazer-nos
as bênçãos
quando ouvem as
verdades do
evangelho
proferidas pelas
nossas bocas.
Também o
corpo responde
as verdades do
evangelho.
Quando as
pronunciamos, as
enfermidades
começam a
desaparecer e as
células
gradualmente se
rejuvenescem. A
verdade do
evangelho é
saúde, vida, e
prosperidade.
Não
obstante, para
conhecermos
estas verdades,
não basta ler os
fundamentos
deixados por
Paulo. São
importantes, mas
não são
suficientes.
Uma casa não
está construída
se tem
unicamente os
alicerces sobre
a terra. Os
blocos têm que
ser postos, as
paredes têm que
ser levantadas,
o teto tem que
ser posto, e por
aí fora. Para
termos um
edifício, é
preciso edificar
sobre os
alicerces. Esta
é a analogia
sugerida por
Paulo, tendo ele
reconhecido que
seu papel era de
plantar os
alicerces, e
tendo anunciado
que haveria
outro cujo papel
seria o de
edificar sobre
esses alicerces
deixados, quem
viria a
clarificar e a
dividir todas as
coisas com as
suas revelações.
Entendendo
as mensagens do
referido
edificador,
começaríamos
então a falar em
consonância ao
plano de Deus.
Diríamos, apesar
das aparências
contrarias, que
somos ricos, que
estamos de
saúde, que tudo
nos obra para
bem. Nos nossos
cumprimentos não
faltariam
declarações de
que estamos
sentados em
lugares
celestiais e que
estamos
completos.
Repletas
estariam as
nossas conversas
diárias
informando que
estamos livres
do Diabo,
redimidos,
santificados,
justificados,
perdoados.
Perante a
dificuldade
diríamos que
Deus nos leva
sempre ao
triunfo e que
estamos
abençoados com
todas as
bênçãos. As
nossas conversas
simplesmente
estariam
repletas de
confissões
fundamentadas no
evangelho da
graça. Tudo
isso, não só
pensado, mas
essencialmente
dito pelas
nossas bocas,
nos faria
livres.
Os anjos
ao nosso serviço
não teriam outra
opção senão a de
trazer-nos as
bênçãos a devido
tempo, pois
foram instruídos
a actuar ao
ouvirem de nós
declarações em
consonância com
o evangelho da
graça, e só este
evangelho.
O
evangelho diz
que estamos
abençoados com
todas as
bendicoes e que
somos deuses.
Como deuses,
temos que falar
de acordo a
nossa identidade
e de acordo ao
evangelho. Podem
ser perigosas as
nossas palavras,
como também
podem ser chaves
seguras às
bênçãos,
dependendo de
quais
proferimos.
Antes
de prosseguir,
devo fazer saber
que sou da
opinião de que
Tomé, um
incrédulo das
coisas
espirituais, não
deve ser
celebrado por
nós com tanto
zelo. A nossa
ilha maior, tal
como o país em
si, o nome da
capital e
lugares como
Madre Deus, Boa
Morte, Folha
Fede, e Caixão
Grande, precisam
mudar de nome.
Tudo tem que ver
com o que
dizemos pela
boca. Por isso
Deus mudou de
nome a Abraão,
Sarai, e outros.
Para mim é
melhor Boa Vida
que boa morte,
melhor Folha
Aromática que
folha fede, e é
melhor Berço
Grande que
caixão grande.
Não sei que
dizer de Madre
Deus, mas sei
que este nome
não revela
conhecimento do
evangelho.
A partir de
agora, de
maneira informal
até uma possível
oficialização,
utilizo nos meus
escritos o nome
de República
do Amador
para as nossas
ilhas e
amodorense
como
nacionalidade.
Para a ilha
maior gostaria
que a déssemos
um nome
diferente,
talvez Ilha da
Graça, ou
qualquer outro.
Aviso que isto
não é uma
brincadeira.
Senhores, o
evangelho nos
fala de riquezas
nunca antes
imaginada e nos
indica o caminho
correcto a boa
colheita. Os
nossos países
estão todos
abençoados desde
a ressurreição
do Cristo, e
isto faz 2000
anos. Tem-nos
travado porém, o
silencio imposto
pela morte de
Paulo, a venda
da mentira
orquestrada
pelos
religiosos, e a
repetição da
mentira pelas
nossas bocas
através dos
séculos.
Quando
cheguemos a
entender a
edificação
evangélica,
evitamos
destemperadamente
o uso de
quaisquer
palavras que
contradigam o
evangelho.
Evitamos a
continuação da
vida infernal do
mundo da
escuridão,
evitando
desmentir o
evangelho. Não
gritamos nunca a
expressão
aleluia,
pois se trata
de apelo a um
Deus distante do
pacto antigo
onde haviam
pecadores
desamparados.
Em vez disso
gritamos Abba
Pai, como
expressava
Paulo, pois
temos o Pai
celestial ao
nosso lado. A
ninguém diríamos
Deus te
abençoe
visto que Ele já
nos abençoou ha
dois mil anos.
Diríamos
palavras
consistentes ao
evangelho, como
Abençoado és,
ou Abençoado.
A ninguém
julgaríamos de
acordo as obras
da carne. Quando
falássemos
forro, não
usaríamos o
vocábulo
pecadô, pois
já não há
pecadores. É
que entre nós
não há
sobreviventes da
era antes da
cruz do
Calvário!
A
inexistência do
pecado nesta era
foi revelada por
Paulo nas suas
reuniões com as
primeiras
congregações
cristãs, mas não
por muito.
Um golpe de
estado
Vários anos
depois de Paulo
ter recebido o
verdadeiro
evangelho, ele
teve a
oportunidade de
se encontrar com
os apóstolos da
circuncisão e as
suas
congregações.
Passou uns
quinze dias com
Pedro, a quem
ele revelou a
mensagem da
graça, e a quem
chamou atenção e
confrontou
publicamente,
pois Pedro
actuava como um
hipócrita.
Pedro fazia o
que todos os
religiosos estão
condenados a
fazer. À vista
pública,
obrigava as
congregações a
cumprir a Lei de
Moisés, mas,
privadamente,
ele mesmo não a
seguia. As
palavras duras
de Paulo não
caíram de agrado
aos ouvidos do
líder do
evangelho da
circuncisão.
Não foi fortuito
quando Jesus lhe
dissera
‘’Afasta-te de
mim Satanás,’’
precisamente
quando quis
travar o
processo da
morte do
cordeiro que
terminaria com o
pecado do
mundo.
Paulo
seguramente lhe
teria também
revelado que
Deus estava
prestes a
instalar um
governo mundial
sobre todas as
nações, um
governo em que o
mesmo Paulo
seria a cabeça,
um governo sob o
qual todos os
reis e outros
chefes de estado
estariam
submetidos.
Pedro não pode
esperar por
muito para ver a
morte do seu
adversário
directo. Assim
os apóstolos de
circuncisão,
encabeçados por
Pedro, juraram
não sair de um
jejum até verem
a morte de
Paulo.
Aos
cegos
religiosos, os
que lêem a
Bíblia por
décadas sem
realmente
entendê-la,
quero gritar
alto e bom som
que Pedro e
Paulo nunca
foram amigos e
nunca estiveram
juntos por mais
de uns quinze
dias. Pedro e
Paulo eram
adversários,
este defendendo
o evangelho da
incircuncisao ou
graça e aquele
defendendo um
evangelho falso
fundamentado na
Lei de
Moisés.
Pedro e
os seus
conseguiram a
desejada
execução de
Paulo. Foi um
golpe de estado
antecipado, pois
sem muito tardar
Pedro tomou as
rédeas entre os
crentes gentios,
controlando as
congregações
previamente
criadas por
Paulo.
Estabeleceu em
Roma o início do
governo mundial
que Pedro
pensava que
devia ser para
ele, enquanto na
verdade estava
limitado as
congregações
judaicas de
Jerusalém. Por
outras
palavras, Pedro
usurpou o poder
designado a
Paulo. Logo
começou a
germinação da
chamada igreja
universal, ou
católica como a
melhor
conhecemos.
Desde então
apareceu a
apostasia de que
falava Paulo, um
período que
chega aos nossos
dias.
Durante
a apostasia, se
propagou o
evangelho falso
encabeçado por
Pedro e seus
sucessores. Por
exemplo, diziam,
e ainda dizem,
que Maria foi
concebida sem
pecado. Mas
sabemos que ela
havia nascido
antes da morte
de Jesus de
Nazaré, e
sabemos hoje que
todos que
nasceram naquela
época eram
pecadores.
Estava virgem
quando concebeu
Jesus, mas
sempre foi uma
pecadora, e essa
condição não
tinha nada que
ver com o que
ele tivesse
feito, mas pelo
que fez Adão.
A
pratica de
confessar
pecados não está
consistente com
o evangelho
pois, como já
vimos, o pecado
deixou de
existir, como
tampouco existe
a Lei. Para
isso morreu
Jesus, e essa
morte não foi em
vão.
A santa
cena é
igualmente
contraditória a
graça, pois é
uma
representação da
prática judaica
de comer a carne
do cordeiro
sacrificado
como foi
estabelecido
numa das pragas
do Egipto para
evitar a morte
dos
primogénitos,
pratica deixada
aos que estavam
sob a Lei de
Moisés. Já o
sacrifício
máximo foi
realizado na
Cruz pelo
cordeiro de Deus
que tira o
pecado do mundos
Jesus de Nazaré
foi o ultimo
cordeiro
sacrificado.
Senhores, se é
certo que os
comunistas nos
venderam, com
perseguição, a
maior mentira do
século XX, não é
menos certo que
os missionários
nos venderam,
também com
perseguição, a
maior mentira de
todas as
mentiras desde a
morte de Jesus
até os nossos
dias. Foram
terríveis
mentiras que
deram
inclusivamente a
origem da
cristianização
do manicongo
Nzinga Mbemba e
da consequente
queda e
desmembramento
do Império do
Congo, e daí a
aceleração da
queda da África
nas mãos dos
colonizados.
Mas disso e
doutros aspectos
da história
africana falarei
em escritos
futuros em
momentos
adequados.
O recém
falecido papa
polaco pediu
perdão em nome
dos seus pelos
actos cometidos,
mas a verdade é
que as feridas
deixadas em
todas as
esquinas do
mundo ainda não
estão curadas.
Através dos
séculos, os
missionários
deveras pintaram
manta.
Quero
deixar bem
assentado que os
comunistas
acertaram em
algo correcto no
meio das suas
mentiras quando
disseram que a
religião era o
ópio do povo.
Luziram, lamento
dizer, melhor
que os apóstolos
da circuncisão e
os seus
seguidores que
são os
religiosos de
hoje, pois os
religiosos dizem
que a fé e a
graça nada valem
se não estão
acompanhadas
pelas obras da
Lei,
vendendo-nos
portanto uma
constituição
caducada sobre a
qual apoia a
religião.
Ora bem,
como já vimos,
foi Pedro, a
cabeça dos
religiosos
romanos, quem
conspirou pela
morte do único
homem que tinha
os fundamentos
do evangelho. E,
com a morte de
Paulo, já não
havia a voz da
verdade. Pedro
tomar poder.
Introduziu entre
os gentios a sua
ignorância e
falsa doutrina.
O mundo, posto
na escuridão,
comprou enganos
por dois
milénios.
Tendo
dito tudo isso,
torna-se
imperativo que
África abandone,
de uma vez por
todas, todo tipo
de práticas
religiosas,
desde o animismo
ao catolicismo,
não deixando
excluídos os
protestantes,
pois todos
acreditam na
existência do
diabo, do
pecado, ou das
obras e
sacrifícios para
limpar o
pecado. África
entrará em nova
glória quando
deixar as
religiões e seus
ritos e abraçar
a Graça. Temos
que seguir o
critério que
formara Amilcar
Cabral,
exortando-nos a
abandonar os
conceitos e as
praticas
negativas e a
abraçar tudo
tínhamos de
positivo, um
critério que
seguramente não
entra em
contradição com
o evangelho da
graça.
O Edificador
Bem, as verdades
foram mantidas
ocultas com o
assassinato de
Paulo e a
instauração da
apostasia, mas
já chegou o
anunciado
edificador do
seu evangelho
para trazer-nos
tudo à luz.
Sabemos que já
chegou porque,
como se havia
anunciado nos
fundamentos de
Paulo, lhe
acompanham
sinais
indicadores.
Dizia o
Apóstolo Paulo
que o edificador
seria aquele
capaz de julgar
ou dividir os
evangelhos, e
isto está
passando. Só
essa entidade
explica as
palavras de
Paulo com
coerência. Só
ele, semana após
semana, traz ao
mundo novos
blocos para
edificar sobre
os alicerces do
evangelho da
graça para os
escolhidos. Só
ele fala de
coisas bíblicas
nunca antes
explicadas, e
posso dizer com
toda a segurança
que sem ele não
se pode
compreender a
Bíblia.
O que
aqui exponho não
é fruto da minha
imaginação. Não
poderia falar
dessas coisas
sem ter sido
iluminado pelo
Edificador dado
aos escolhidos.
Ele se chama Dr.
José Luís de
Jesus Miranda,
um homem natural
da humilde
colónia
americana de
Porto Rico.
Tive o
privilegio de
ser o primeiro
africano em
seguir-lhe como
pai espiritual,
mas espero que
muitos trilhem o
mesmo caminho,
especialmente os
nossos
dirigentes,
pastores, e
sacerdotes
católicos, para