Clima, Flora e Fauna           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CLIMA

País tropical, o clima  de  S. Tomé e do Príncipe   é o  que corresponde à  situação geográfica das duas ilhas  na zona intertropical do globo (que é    uma   zona   de baixas pressões e de convergência do ar), com      as alterações que resultam da acção dos factores regionais e locais do clima. - Entre estes - avultam: o deslocamento periódico da zona de convergência para norte ou para sul, conforme é Verão no hemisfério norte ou no hemisfério sul, respectivamente; a proximidade do mar, regularizador da temperatura; a altitude, que faz baixar a temperatura do ar e aumentar a quantidade de precipitação no local considerado; e a exposição aos ventos dominantes.

No que respeita á temperatura do ar, o clima de S.Tomé e Príncipe é quente nos locais de pequena altitude e temperado acima de 700m. O valor médio anual da temperatura do ar é cerca de 26º á beira-mar, 20,5º à 640m de altitude (Monte Café) e 14º a 1500m de altitude. O mês mais quente é Março o menos quente é Julho, em regra, mas a amplitude da variação anual é sempre muito inferior a 5º (clima oceânico).

No que respeita á precipitação, há duas estações no ano: a estação das chuvas, que vai de  Outubro a Maio, e a estação seca, localmente  designada de «gravana», de Junho a Setembro. Na estação das chuvas há dois valores máximos da quantidade de precipitação, o menor em Novembro e o maior em Maio, separados por um período menos abundante (normalmente em Janeiro ), localmente o menos «gravanito». No mês de Julho , normalmente o menos quente do ano, é frequente não haver precipitação. A estação das chuvas, que coincide com a época mais quente do ano, corresponde á época em que a Zona de convergência está situada sobre as ilhas de S.Tomé e do Príncipe ou a Sul delas. Em Janeiro a Zona de convergência está na posição extrema para Sul; o estado do tempo nas duas ilhas é então condicionado, em regra, pelo anticiclone do atlântico Norte, deslocado para o lado equador e cuja circulação são por vezes transportadas massas de ar seco provenientes do Sáara (harmatão). Em Julho, a zona de convergência está na posição extrema para norte; o estado do tempo nas duas ilhas é então condicionado, em regra, pelo anticiclone do Atlântico Sul, deslocado para o lado do equador e em cuja circulação são transportadas massas de ar seco menos quente (é Inverno no hemisfério sul). A exposição dos ventos dominantes na estação das chuvas faz com que a parte sul de cada uma das ilhas seja nitidamente mais chuvosa do que a parte norte. Assim, os valores médios da quantidade anual de precipitação na ilha de S.Tomé são: 849mm na cidade de S.Tomé 88m de altitude) e 2500mm em S. Nicolau (908m de altitude) na parte norte da ilha; 1500mm em Quimpo (125m de altitude) e 3200mm em Cantagalo (495m de altitude) na parte sueste, 3500mm em Porto Alegre (9m de altitude) e 5200 mm em Mirante (450m de altitude) na parte sudeste. Na ilha do príncipe os valores são 1838 mm no aeroporto (172m de altitude), na parte norte, e 442 mm em Infante D.Henrique (210m de altitude) na parte sul. 

FLORA

Como se disse já, a concorrência extraordinária de factos favoráveis, em especial o clima e qualidade dos solos, e a abundância de águas transformaram as ilhas de S.Tomé e do Príncipe em verdadeiros jardim tropicais em que a exuberância e riqueza da vegetação chega a ser opressiva.

Todas as sementes que os ventos, correntes, insectos e aves laçavam nas ilhas; logo ali germinaram, invadindo todos os recantos,  os mais recônditos, até mesmo á orla marítima, onde se debruçam sobre as límpidas águas numa ânsia de expansão que só o oceano detém.

Embora não esteja feito o inventário da flora de S.Tomé podem, no entanto apontar-se como espécies comuns ou de maior utilidade as seguintes :

Essências florestais : malagueta preta,  embondeiro, poilão ou ocá,  poilão vermelho, mangue, pau-ferro, ipé, seringueira, palmeira dendém, árvores da quina, coqueiro,etc.

Plantas frútifuras:  bananeira, mangueira, goiabeira,coqueiro, papaeira, laranjeira, coleira, ananás, inhame, fruta-pão, etc.

Merecem ainda menção especial pelo seu alto valor económico e pelo papel que representam no comércio especial da província, o café, o cacau e as oleaginosas.

FAUNA

Tal como em todas as ilhas atlânticos que os portugueses encontraram desabitadas, também não se conhecem espécies faunísticas indígenas das ilhas.

Entre as espécies mais comuns na província contam-se: Mamíferos: representados por macacos (cercopitherus mona), gato-de-algália (viverra civetta), dominha, morcego e rato.

Répteis e batraquis: enter os quais o cágado, osga, lagarto e cobra (4 espécies).

Aves : com cerca  de 60 espécies, entre as quais o lindo ossobó.

Insectos: como moscas, mosquitos, formigas, térmites, matacanha e outros.

Fauna marítima : a espécies mais abundante nos mares de S.Tomé e Príncipe é o peixe-voador, o qual é pescado todo o ano a anzol ou á rede, e, em especial, nos meses de Junho a Setembro, aparece abundantemente  esta especie que os pescadores apanham, conhecido por (Vadó-panhá) muito apreciado pelos santomenses.

Abundantíssimo é, também, o chamado «maxipombo»( 8 meio bico voador), uma espécie de arenque narigudo que os pescadores apanham ao candeio e á rede nas noites sem lua.

Segue-se o tubarão, de cuja família existem numerosos espécies incluindo o «martelo» a sua carne é muito apreciada pelo São-tomenses, razão por que a pesca desse esqualo é uma das mais lucrativas.

Além dos três peixes mencionados existe, como é óbvio, uma amarelo e judeu, bonito, serra e serrajão,cavala, cavala gigante da Índia, barracuda, badejo, peixe-novo, corvina, garoupa, cherne e pargo. 

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