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                                Ano I I I Edição n.º 844   Quarta-feira,  03 de Agosto de 2005

 

S. Tomé e Príncipe poderá ver perdoado brevemente a sua divida externa

03.08.2005-J.Vitrina-(S. Tomé) S. Tomé e Príncipe acaba de beneficiar do programa para a redução da pobreza e crescimento do Fundo Monetário Internacional. O programa foi aprovado pelos directores executivos desta instituição financeira internacional na última segunda-feira. Segundo a primeira-ministra, Maria do Carmo Silveira trata-se de um acontecimento de elevada importância para o povo de S. Tomé e Príncipe. O programa gora adoptado prevê medidas que irão consolidar o processo de estabilização macroeconómica em curso criando as bases para o crescimento económico sustentado e a redução da pobreza.

Para a primeira-ministra embora muito ainda nos resta a fazer, o mais importante é o perdão da dívida externa que poderá ser obtido caso a avaliação a realizar-se no primeiro trimestre de 2006 confirme que o desempenho até Dezembro foi satisfatório.

Por isso Maria do Carmo Silveira numa pequena comunicação ao país esta terça-feira comprometeu-se em tudo fazer para que as expectativas do povo não sejam uma vez mais defraudadas como teria acontecido em 2001 em que se conseguiu atingir a mesma etapa, mas que no entanto o governo de então não teve a capacidade de a sustentar.

Para vencer a batalha a chefe do governo já traçou o rumo a tomar: rigor, disciplina, transparência, humildade e elevado sentimento patriótico.

O perdão da dívida externa ira não só libertar importantes recursos financeiros que poderão ser canalizados para a satisfação das necessidades e carências actuais da população, como também irá permitir financiamentos adicionais da comunidade internacional.

É nesta conjuntura que a primeira-ministra encara o perdão da dívida como um desafio de todos os actores da vida política nacional e de cada cidadão em particular.

Para se atingir esse programa com o FMI os santomenses tiveram de suportar vários anos de aperto de cinto. Esforço que ainda deverá ser consentido por mais algum tempo. José Bouças