S. Tomé e
Príncipe poderá
ver perdoado
brevemente a sua
divida externa
03.08.2005-J.Vitrina-(S. Tomé) S.
Tomé e Príncipe
acaba de
beneficiar do
programa para a
redução da
pobreza e
crescimento do
Fundo Monetário
Internacional. O
programa foi
aprovado pelos
directores
executivos desta
instituição
financeira
internacional na
última
segunda-feira.
Segundo a
primeira-ministra,
Maria do Carmo
Silveira
trata-se de um
acontecimento de
elevada
importância para
o povo de S.
Tomé e Príncipe.
O programa gora
adoptado prevê
medidas que irão
consolidar o
processo de
estabilização
macroeconómica
em curso criando
as bases para o
crescimento
económico
sustentado e a
redução da
pobreza.
Para a
primeira-ministra
embora muito
ainda nos resta
a fazer, o mais
importante é o
perdão da dívida
externa que
poderá ser
obtido caso a
avaliação a
realizar-se no
primeiro
trimestre de
2006 confirme
que o desempenho
até Dezembro foi
satisfatório.
Por isso Maria
do Carmo
Silveira numa
pequena
comunicação ao
país esta
terça-feira
comprometeu-se
em tudo fazer
para que as
expectativas do
povo não sejam
uma vez mais
defraudadas como
teria acontecido
em 2001 em que
se conseguiu
atingir a mesma
etapa, mas que
no entanto o
governo de então
não teve a
capacidade de a
sustentar.
Para vencer a
batalha a chefe
do governo já
traçou o rumo a
tomar: rigor,
disciplina,
transparência,
humildade e
elevado
sentimento
patriótico.
O perdão da
dívida externa
ira não só
libertar
importantes
recursos
financeiros que
poderão ser
canalizados para
a satisfação das
necessidades e
carências
actuais da
população, como
também irá
permitir
financiamentos
adicionais da
comunidade
internacional.
É nesta
conjuntura que a
primeira-ministra
encara o perdão
da dívida como
um desafio de
todos os actores
da vida política
nacional e de
cada cidadão em
particular.
Para se atingir
esse programa
com o FMI os
santomenses
tiveram de
suportar vários
anos de aperto
de cinto.
Esforço que
ainda deverá ser
consentido por
mais algum
tempo.
José Bouças