COMO
VOTAR
Se queremos ver
um rosto novo na
política das
Ilhas do Amador,
as horas de dar
uma mão de
ajuda batem as
portas. Meu
dia de anos, 30
de Julho, será
justamente o dia
para escolher
quem vai guiar o
palácio. Será
uma decisão que,
boa ou má, cairá
sobre nossas
vidas na marcha
dos cinco anos
vindouros. Uma
longa temporada.
Se nos fazemos
de loucos
soltando agora
votos ao azar ou
por amizade,
teremos adiante
um tempo longo
demais para
aguardar por
outro dia igual.
Temos nas mãos
umas cartas e,
mesmo que
nenhuma seja az
de triunfo, nos
tocará lançar à
mesa a melhor.
Cada cidadão,
portanto,
precisa escutar
atento tanto aos
gritos como aos
sussurros dos
pretendentes, e
então pensar. E
pensar sóbrio.
Nos cabe
ponderar sobre
as promessas e
tapar as nossas
orelhas à
oratória vazia.
Se as palavras
ouvidas soam
práticas e
carregam
garantias, há
que então pesar
as viáveis e,
entre elas,
buscar as
prioritárias.
Posso para já
dizer que
errariam de
maneira redonda
os aspirantes
que não
abordassem o
tema da
educação. Isto
porque, como
tenho afirmado
tantas vezes, a
educação ocupa o
primeiro banco
na fila de
trabalho para o
avanço dum
país. Eu não
votaria por
aquele que não
toque o tema das
escolas, dos
professores, da
formação de
mentes capazes,
e de como
atraí-las ao
solo pátrio.
E os
meios têm um
labor crucial
nas mãos. Devem
lançar ao ar e
imprimir
entrevistas e
discussões com
os aspirantes, e
suas perguntas
devem ter na
mira, em
essência, o alvo
educativo. Que
fariam com os
graduados do
liceu? Se criará
por fim uma
universidade que
tanta falta
faz? Não
conheço, nem
nunca ouvi falar
duma sociedade
que se
progressou
atirando aos
outros mares
todos seus
estudantes.
Que farão os
pretendentes
quanto ao acesso
grátis à rede
informática para
toda a
cidadania? A
Internet é uma
biblioteca sem
paredes de
tamanho
galáctico e, por
conseguinte,
todo estudante,
todo técnico,
todo
profissional,
todo cidadão
corrente deve
ter entrada a
ela. E mais
porque as
escolas nossas,
em todos os
escalões e
degraus, sofrem
e gemem.
Não há países
desenvolvidos
que não tenham
gigantescas
universidades e
bibliotecas
abarrotadas com
livros aos
milhões. Falei
neste tenor
muitíssimas
vezes nos
artigos
passados, e já
estou farto.
Nos andam
enganando os
políticos que
nada fazem ao
respeito, mas
não estamos
livres da culpa,
pois não temos
exigido que
invistam nesse
sentido.
Julgo que o
lucro do negócio
do petróleo não
seria uma cura,
mas sim um
atalho para
trazer vida à
educação, ao
turismo, à
agricultura, à
pesca e à
saúde. Diria
que pela
primeira próxima
década, quarenta
ou cinquenta por
cento do
dinheiro do
petróleo deverá,
se estamos em
sério, ir à
educação, sendo
o resto
repartido entre
as outras áreas.
Isto se deve pôr
sobre a mesa de
debate antes do
bendito dia
trinta. Quer
dizer, há muito
trabalho e o
prazo está
curto.
Logo, antes de
votar, será
preciso decidir
sem se levar
pelo dinheiro ou
favores dos
pretendentes ou
dos seus
partidos, pois
em causa está
toda uma
sociedade e não
as nossas
algibeiras
pessoais. Há
que não se
deixar comprar,
votando pelo
pretendente com
a melhor oferta,
mesmo que
tenhamos
recebido, se é
esse o triste
caso, algum
dinheiro. Por
isso o voto é
secreto. Se
vota e não se
deve explicação
a ninguém.
Mãos à obra,
patrícios.
Espero que algo
bom saia no meu
dia de anos.
Declaro a nossa
terra abençoada
com todas as
benções como
ensina o
evangelho da
graça plasmado
por Paulo e hoje
explicado por
Jesus Cristo
Homem.
GERVASIO
FRANCISCO DAS
NEVES