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ARVO

P                                                                                                                                                               Edição: 146, Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

TÍTULOS DA EDIÇÃO Nº 297 DE 15.07.2008 DA REVISTA OPARVO NAS BANCAS-  Rostos dos 33 anos de Independência de SãoTomé e Príncipe  / Estudantes em Portugal pedem explicações a ex-ministra da Educação Ruth Leal / Que Bulício Rafael Branco…Lembrei-me de Jeremias! / O “Tchiloli” como recurso metonímico dos processos de patrimonialização mundial da UNESCO / Ponto de exclamação sobre o artigo “Serviço Consular de STP faz falta em Cabo Verde” / São Tomé e Príncipe em polémica depressiva degenerativa / Postal da (in) “independência” de STP / Técnicos pedem “cabeça” do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora das Telecomunicações, AGER / São Tomé e Príncipe será sempre dos são-tomenses… / Fradique Menezes desloca-se à Bélgica em tratamento médico urgente /

Director: Ambrósio Quaresma

 

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Novos efectivos engrossam
fileiras da Polícia Nacional de STP

A Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe conta a partir de 22 deste mês com trinta novos efectivos que acabaram de receber uma formação policial no quadro da cooperação técnica-policial com Portugal e da reestruturação da instituição.
De acordo com o Comandante-geral da instituição, Gilberto Andrade, o aumento desses efectivos vai contribuir para garantir a ordem e a segurança públicas no País. Técnicas de tiro, abordagem de viatura, ordem pública, controlo de multidões, entre outras, fizeram parte das matérias de formação dada aos novos agentes daquela corporação policial.
Foram sete semanas de formação que, para o Comandante-geral da instituição, trouxeram uma certeza: “Qualquer um que optar pela criminalidade, pela desobediência a ordem pública, vai seguramente ter uma resposta contundente da polícia nacional”. “Sinto-me muito feliz, por ter participado nesta formação com os meus colegas e me sinto mais apto no meu trabalho”, afirma Orlando Barros, um dos formandos.

São Tomé e Príncipe em política depressiva degenerativa

Jerónimo Sousa Pontes

Caros compatriotas, “ninguém ama a sua terra por ser grande ou pequena, mas por ser sua”. Não foi com surpresa que venho acompanhando a política armadilhada do meu país. É que qualquer figura que for chamada para chefiar o governo são-tomense tem que ter a capacidade de nomear ministros fortes. Mas ministros fortes têm que ter directores, chefes de departamento, funcionários habilitados para essas funções. Todos aqueles que estão a exercer funções sem que estejam habilitados para as mesmas devem ser-lhes dadas oportunidades, através de bolsas de estudo ou de trabalho a fim de se formarem.

O Presidente da República é, no contexto actual, um refém de muitas coisas. Por tudo isto, se houver qualquer tentativa de golpe-de-Estado, deve a comunidade internacional accionar os mecanismos legais a seu alcance, no sentido de, junto ao Tribunal Penal Internacional, emitir um mandado de captura internacional contra esses senhores. A começar, cassação dos seus bens, através do congelamento de suas contas em todos os bancos do mundo; impedir a deslocação dos seus familiares mais directos; etc. Porque, desde quando o Conselho Nacional de Defesa envia ultimato a um Presidente da República? Se o Presidente da República não reage a esse comunicado, tudo poderá levar a crer que estão mancomunados, o que não acredito que esteja a acontecer.

Os militares, os que estão agora no poder, por ironia, foram até nossos instrutores, chefes de companhia, chefes de Estado-maior General, Ministros da Defesa. Ensinaram-nos que o soldado que partir para o golpe-de-Estado não passará de um reaccionário.

Está a acontecer tudo isto e pouca gente protesta. Internamente, o povo não se manifesta. Na nossa diáspora, as pessoas cansaram-se? Onde estão os líderes das associações em Portugal? Não dizem nada? Estão comprometidos com alguma coisa? Não creio!!!

Meus amigos, quando vi que me estavam a criar ratoeiras no Liceu Nacional, em S. Tomé, dei o fora. Acharam que fui parvo? Não! Sou mais que inteligente a sentir o fervilhar das ondas! Imaginemos que eu tivesse lá ficado? O que teria sido de mim? Comiam-me vivo, certamente! Mas sou também um homem de luta, para nadar contra a maré! Também, porque se não o fosse, não teria regressado à minha terra, vezes sem conta, com a esperança de que um dia desapareceria a “antropofagia política”. Sou, para todo o efeito, um verdadeiro puro-sangue GUADALUPENSE e TRINDADENSE. Mas com a morte de alguns GUADALUPENSES e TRINDADENSES, pensam que hoje não passamos de, desculpem-me o pleonasmo, uma simples passagem para a cidade das NEVES.

Ora, não havendo gente para governar, que chamem os independentes. Todos os meus amigos, de Rafael ao Trovoada, de Trovoada ao Costa Alegre, dêem um sinal positivo para que as pessoas, as famílias, os investimentos voltem a São Tomé e Príncipe, para sermos, novamente, todos felizes. Que vergonha. Que estupidez a nossa! Que falta de gosto em relação a Cabo-verde!

A solução, neste contexto, contrariando a posição do Honório da Associação do Príncipe em Portugal, é que seja chamado para a governação um homem dedicado, íntegro, educado, com princípios, para por fim a este FANDANGO (desconheço o significado): o TÓ ZÉ Cassandra! Por gente como ele, estou de malas aviadas; porque dá garantias!

Imaginem só se eu dissesse à minha esposa:

-Vamos abandonar os nossos afazeres em Portugal, “ela médica” e “eu engenheiro”, e “a minha filha, a entrar para a faculdade”; vamo-nos embora para SãoTomé e Príncipe, nossa terra – e uma desgraça destas nos acontecer? E como se sentirão os são-tomenses, nossos conterrâneos, que infelizmente votaram nesses senhores, mesmo ao calor de uma boa cacharramba? Confortavelmente contentes? Foi para isto que armaram cilada ao Engenheiro Tomé da Vera Cruz, ao Dr. Patrice Trovoada e ao Dr. Rafael Branco?

A última hipótese para a salvação desta desgraça é chamarem os camaradas Dr. Manuel Pinto da Costa; o Dr. Leonel Mário D’Alva; o Sr. Miguel Trovoada; o Dr. Filinto da Costa Alegre; o Dr. Carlos Graça e outros, e criem um Directório para levar o governo até às próximas legislativas, sob a governação de Tó Zé Cassandra!      

Ponto de exclamação sobre o artigo “serviço Consular de STP faz falta em Cabo-Verde”

Tive a oportunidade de ler com acentuada atenção e enorme cuidado no eixo da interpretação e da análise, aquele artigo “Serviço Consular de SãoTomé e Príncipe faz falta em cabo Verde”, da autoria do Eng. José Luís Martinho o qual requer uma profunda reflexão do autor e, sobretudo, o leitor, porquanto:

Um serviço consular de SãoTomé e Príncipe em Cabo Verde não iria, de certeza quase absoluta, solucionar os problemas que, neste momento, mais apoquentam a comunidade são-tomense (embora meia dúzia) radicada naquele país irmão.

Pelo contrário, aquela opção iria aumentar, somente, o índice de oportunismo e fúria ao chamado “tacho”, isto é, criando-se postos de emprego de alto nível sem qualquer “marketing” de realização na perspectiva de melhoria de qualidade de vida do povo, mas apenas à solução das ambições de uma minoria que possui influência na hierarquia política e social. Outrossim, o ponto de vista do Eng. José Luís Martinho é legítimo e de bom senso patriótico.

Porém, a sua concepção – aliás, co-mo já tivemos a oportunidade de sublinhar – só iria proporcionar “tachos” a mais um político (em geral, preguiçoso) uma viatura de luxo e outras regalias não prevista nas leis civis nem constitucionais, enquanto a comunidade são-tomense permanecerá no cortejo das dificuldades como acontece nas nossas Embaixadas em Portugal, Angola, etc, etc, instaladas como diz o provérbio “para o inglês ver” ou a desempenhar função de uma estátua para enfeitar o município.

Pois, Eng. José Luís Martinho!

Existe no léxico da linguagem portuguesa de origem latina que diz: “burros velhos, são teimosos e incorrigíveis”.

Reflectindo suficientemente bem sobre o valor semântico daquela expressão e na sua sequência lógica, poder-se-ia concluir sem ajuda de “lupa” ou de microscópio que, felizmente, os políticos e os dirigentes são-tomenses não são “burros” (embora com aspecto comportamental para que assim os qualifiquem).

Eles são, de facto, muito teimosos como as ovelhas, os carneiros e, sobretudo, muito incorrigíveis como um louco embriagado, porquanto não se pode admitir e, muito menos, consentir que ao longo de pouco mais de três décadas não foi possível, até hoje, encontrar um “homem” ou um “partido” capaz de governar o país (pelo menos copiar, como fazem estudantes às “cábulas”) para libertar o país da crise?

Aliás, aquela reflexão, ou seja, copiar dos outros o que é “bom” é nula (ou absolutamente nula, para não fugir o horizonte das realidades) não flutua no pensamento, nem na imaginação dos dirigentes de SãoTomé e Príncipe que, em vez de seguir o exemplo deixado pelos portugueses nas “roças” (base de economia do país) não o fizeram.

Preferiram, adoptar fenómenos políticos e sociais novos que arrastaram o país a “caos” total, como, a malograda nacionalização das roças – se é que se pode referir-se a isso? – a sua posterior distribuição e lotes e parcelas distribuídas a meia dúzia de “vadios”, (sem políticas de desenvolvimento e rentabilização) que não fizeram nada senão derrubar árvores, convertendo-as em deserto e floresta virgem e impenetrável. Até quando?

O artigo refere-se também à Embaixada de Angola em SãoTomé e Príncipe onde radica, talvez, meia dúzia de Angolanos, ou seja, os chamados “tongas” descendentes dos contratados.

A institucionalização daquele órgão diplomático no nosso país bem como as “FAPLAS” (Forças Armadas de Libertação de Angola) tinha um objectivo previamente definido completamente afastado da defesa dos interesses dos angolanos mas sim, segurança pessoal de Pinto da Costa, desde que se pré-fabricou a tentativa de golpe de Estado em 1977.

           Armindo Cardoso

        (Lisboa, Julho de 2008)

     
Relatório 2007 sobre a situação da criança africana não apresenta maus indicadores às crianças em STP

25-07-08 É necessário fazer mais pelas crianças africanas. É este o cerne do relatório do UNICEF apresentado em SãoTomé, onde se destacam os ganhos e os desafios que as crianças africanas terão de enfrentar no quadro dos objectivos do milénio. »»»»

Governo lança estudos para estancar a inflação

24-07-08 O governo de Rafael Branco está preocupado com o aumento galopante da inflação que já se fixa em 13% seguindo o mesmo ritmo do ano passado na ordem de 27 por cento. Para conter os números, o Ministério do Plano e Finanças encomendou ao Instituto de Inovação e Conhecimento um estudo para conhecer os principais indicadores da inflação no País.  »»»»

SãoTomé e Príncipe será sempre dos são-tomenses…

23-07-08 Querido povo, antes de mais nada gostaria em primeiro lugar desejar-vos muita coragem, força e também muita firmeza e confiança na toma da decisão para o bem-estar do nosso país. »»»»

1- O «Tchiloli» como recurso metonímico dos

processos de patrimonialização mundial da UNESCO

22-07-08 Há algum tempo que se ouve falar de uma forma muito tímida, da candidatura da Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carlotos Mangno ou «TCHILOLI» ao património mundial da UNESCO. Eu penso que já é a altura para o poder político abordar este tema com mais vigor ou com maior lucidez técnica e intelectual. Este auto tem todos elementos etnoan-tropológicos e etnosociológicos, para ser reconhecido como um bem comum de toda a humanidade.  »»»»

Programa do Governo de Rafael Branco

abre debate hoje na Assembleia Nacional

21-07-08 O Governo de Rafael Branco começa hoje (21.07.08) a defender o 13º Programa de um executivo para 22 meses, durante a sessão pública da Assembleia Nacional que deverá durar três dias de apreciação e debates. Um governo para durar meia legislatura definiu três prioridades de sua maior acção: Segurança alimentar e Infra-estrutura, Agua, Energia e Turismo, com apoio de três dos quatro partidos com assento parlamentar: MLSTP/PSD, PCD e MDFM/PL que fazem parte do governo. »»»»

 Afinal... porque há escassez de alimentos no mundo? (II)

 

Dependências e a subida dos preços

21-07-08 Os subsídios dos países ricos à exportação de cereais e produtos alimentares, estes mesmos que desde 2000 vêm bloqueando as negociações multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC), actuam como travão à produção agrícola nos países pobres e em vias de desenvolvimento.  »»»»

Que Bulício Rafael Branco…

 Lembrei-me de Jeremias!

18-07-08 Pois, parece necessário situar tempo/espacial para não perdermos o norte. É assim que ensina a dita lógica; palavra mágica em circunstâncias de dificuldade para explicar-mos o inexplicável comportamento de alguns, que querem a todo o custo o poder. E, mesmo que morram são-tomenses inocentes. »»»»

Independência de SãoTomé e Príncipe

Rostos dos 33 anos

17-07-08 Estes rostos já entraram na História socio-política e económica dos 33 anos da Independência de SãoTomé e Príncipe (ainda) sem norte de desenvolvimento. São “figuras-espelho” que não conseguiram satisfazer as aspirações colectivas dos são-tomenses e o espírito e premissas de 12 de Julho de 1975. De mentalidade “monolítica”, ninguém poderia esperar outra coisa dessas figuras, senão mergulhar o País na desorientação, desorganização e na destruição. »»»»

Motociclistas dão prazo ao Governo

e ministro tutelar aguarda pelo desafio

17-07-08 Os motociclistas são-tomenses que usam as motorizadas para táxis não concordam com o espaço que lhes foi cedido pelo governo em frente do novo Mercado Municipal de “Coco-Côco. E, mais, deram ao Governo o prazo até 16 deste mês para resolver a situação, caso contrário irão “tomar as suas medidas”, medidas que não foram especificadas. »»»»

Bom sinal da campanha anti-Sida no País:

Procura de preservativos está a aumentar

16-07-08 Aumenta a cada dia que passa a procura de preservativos em São Tomé Príncipe. Em seis meses, os são-tomenses consumiram cerca de 1 milhão de "camisinhas" numa população residente no País a rondar cerca de cem mil.  »»»»

Seminário Científico internacional em SãoTomé e Príncipe

15-07-08 O Palácio dos Congressos vai acolher, de 21 a 28 deste mês, um seminário científico internacional sobre “Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário”. Irão participar nessa reflexão/debate investigadores, académicos, educadores, representantes da Administração Pública e da sociedade civil são-tomense e de Portugal, Espanha, Brasil e de Cabo Verde.  »»»»

“O Papel da Mulher em São Tomé e Príncipe”

14-07-08 Há milhares de anos que a humanidade tem olhado para a mulher com olhos suspeitos, devido à sua capacidade quase que infinita de proporcionar a harmonia e o bem-estar no seio da comunidade, de lutar pela melhoria da condição de vida dos seus filhos, independentemente do eventual apoio por parte do cônjuge.  »»»»

Afinal... porque há escassez

   de alimentos no mundo? (I)

11-07-08 O mundo adoptou de alguns anos a esta parte um modelo agroexportador de monocultura que não tem sido benéficos para pequenos e médios produtores e particularmente os produtores de grãos (granjeiros) benefícios, cujos processos de produção, necessidades e opiniões foram simplesmente deslocadas às companhias transnacionais alimentares na definição de políticas agrícolas locais. Junta-se a escassez e o aumento dos preços, o desvio de cul-turas para elaboração de biocombustíveis e como a agravar tudo isto, as alterações climáticas que provocam transtornos ao ambiente e muito particularmente na agricultura.  »»»»

Petróleo: uma miragem em São Tomé e Príncipe

10-07-08 O Conselho Ministerial de exploração de petróleo, reunido na capital são-tomense, decidiu, 8 de Junho, realizar três furos nos blocos petrolíferos da zona económica conjunta, depois dos estudos sísmicos a serem feitos pela PGS. E a Autoridade Conjunta quer reapreciar os antigos acordos com a PGS.   »»»»

Que Deus me perdoe!...

09-07-08 Não sei se é praga ou azar, ou até uma mera coincidência!... Não sei se é maldição ou condenação ou mesmo algo evidenciado!... Só sei, se eu conhecesse o indivíduo que atribui os nomes aos PALOP’s, pedia-o satisfação. Se era de bem ou mal, já não sei…  »»»»

Hasta cuando Señor!!?

08-07-08 A actual crise política em que o país está imerso, requer uma análise mais profunda do que àquela a que temos lido, assistido, ouvido em alguns meios de comunicação social de carácter nacional e internacional. »»»»

João Viegas e António Bragança materializam

acordo de geminação camarária

07-07-08 Uma exposição internacional de artesanato e de gastronomia está a decorrer em Portugal, desde o passado três até ao dia 18, com participação de SãoTomé e Príncipe. O convite foi feito pela Câmara Municipal de Maia à sua congénere de Água Grande que fez deslocar àqueles eventos uma delegação são-tomense.   »»»»

Burla Institucionalizada

04-07-08 Que ingenuidade a minha!? Caro Rafael, pensava eu que o MLSTP/PSD tivesse maturidade e humildade suficientes para interpretar a realidade política nacional. Declaro que me enganei. É indispensável ter-se a consciência de se auferir que não foi o MLSTP/PSD que provocou a queda do governo da negociata patrocinado por Fradique de Menezes, mas sim um partido da coligação negociata.  »»»»

“Sapo da crise”

03-07-08 Quando o MLSTP/PSD apresenta a sua equipa governativa, como saída constitucional à crise, sem figuras do MDFM/PL, o Palácio do Povo “cai de susto”. Tudo volta à estaca zero. O Conselho de Estado volta a dizer “não às antecipadas”. O Palácio, forçado a engolir o “sapo”, volta a chamar o MLSTP/PSD para formar o governo.  »»»»

 

  

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