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Projecto do filme “Batepá” em Luanda
O argumento e a realização deste filme para 100 minutos, cronometrado para o segundo semestre deste ano sob a responsabilidade do angolano produtor de Massangalala Filmes, Orlando Fortunato, Trata-se de um filme que foi apresentado na noite de dia oito passado no Hotel Miramar. O angolano produtor de Massangalala Filmes, Orlando Fortunato diz que a história do filme Batepá, começa com a chegada a São Tomé, do Dr. Mário Corte Real Neto, reconhecido médico especialista em doenças tropicais que a convite do governo de São Tomé e Príncipe regressa à pátria após 50 anos de ausência, para coordenar uma campanha de combate ao paludismo e promover o lançamento póstumo do livro de seu avô, Dr. Teodoro Corte Real. O enredo desenrola-se a partir das lembranças do Dr. Teodoro que, exilado no Príncipe a partir de 1949 e sem notícias da família, perseguida pelo governador Gorgulho, dedica-se a escrever suas memórias, contando a saga dos Cortes Real, iniciada durante a segunda colonização das ilhas com a chegada da matriarca Anta, escrava vinda da costa do Calabar (Nigéria), comprada por um degredado e que veio posteriormente a construir família com um dos filhos dele, dando à luz a uma menina de nome Vina. A partir da história Vina, salva por sua mãe da sanha assassina dos roceiros brancos: que após a morte de seu companheiro se apropriaram pela força da roça, propriedade da família e que viria a ser, no correr dos anos, importante figura da resistência ao arbítrio da administração colonial; temos o pano de fundo mostrando os sucessivos conflitos e acontecimentos que culminaram, após o cobarde assassinato do senhor Pontes na cidade da Trindade, que passou para a história, com o nome de “ Massacre de 53” ou “Massacre de Batepá”. A produção executiva do Filme Batepá é da responsabilidade do Brasileiro, Vital Filho que é um homem já maduro e verdadeira personalidade e produtor de Apema Filmes. Garantiu que ao principio estava previsto para ser apenas filmados, alguns planos em São Tomé para o efeito de ambientação histórico e geográfica, aproveitando-se o equivalente no Brasil, a produção de Batepá, no crescer das pesquisas e motivada pelo o tema, decidiu que, para o bem do projecto, credibilidade e visibilidade do filme, deve realizar as filmagens integralmente em São Tomé, trabalhando em afinidade com a população local, para gerar empregos e recursos o que repercutirá favoravelmente na economia. Todavia o “ Projecto Batepá “ enfrenta dificuldades de montagem, tais como técnicos capacitados, profissionais de diversos ramos (costureiras, pintores, carpinteiros, por exemplo) infra-estrutura e logística no referente a residência, transportes e alimentação, além de entraves burocráticos para a entrada de técnicos e actores convidados, importação de equipamentos, material de cenografia e figurino, sem falar de géneros alimentícios não perceptíveis, tendo em conta os hábitos alimentares das diversas nacionalidades envolvidas. “É nesse sentido que necessitamos de todo apoio e cooperação do governo são-tomense, empresas e sociedade civil para levarmos a bom termo a nossa empreitada. Entendemos que com a realização do nosso projecto estaremos inserindo São Tomé e Príncipe no mercado cinematográfico e do audiovisual sendo mais um aliado na divulgação e a visibilidade do País”, afirmou o chefe da produção executiva, Vital Filho com responsabilidade de Movimentar toda a maquina da filmagem do “ Projecto Batepá ”.
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