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SãoTomé e Príncipe será sempre dos são-tomenses… 23- É com profunda dor e ao mesmo tempo tristeza que escrevo este pequeno documento que tem como objectivo, analisar a situação socio-económica e politica de São Tomé desde 1975 a 2009, com vista a buscar uma viável para minimizar a situação reinante em este pequeno arquipélago. Durante cinco séculos o Povo São-tomense travou contra a dominação colonial, um combate difícil e heróico, pela libertação da sua Pátria ocupada, pela conquista da Soberania e Independência Nacional, pela restauração dos seus direitos usurpados e pela reafirmação da sua dignidade humana e personalidade. Com a proclamação da Independência Nacional, a Assembleia Representativa do Povo são-tomense confiou ao Bureau Político do MLSTP, através do estipulado no Artigo 3.º da Lei Fundamental então aprovada, a pesada responsabilidade de, como mais alto órgão político a Nação, assumir a direcção da sociedade e do Estado em São Tomé e Príncipe, visando o nobre objectivo de garantir a independência e a unidade nacionais, mediante a construção de um Estado Democrático, segundo o programa máximo do MLSTP. Cada dia que passa e cada ano que vão passando, nosso São Tome está atrasando e degradando, nós como são-tomenses temos que deixar de fazer promessas que nunca são compridas e pensar mais no desenvolvimento do nosso país. Meus irmãos, o mundo está em constante movimento, as expectativas de alcançar o máximo desenvolvimento está numa incógnita, a própria vida do homem está comprometida. Senhores que dizem ser dono do país, como Presidente da República, deputados, Primeiro Ministro, Presidente de Supremo Tribunal de Justiça, por favor deixam de arrogância, ódio, rancor, problemas pessoais e pensem neste pequeno povo que muito espera pelo dia melhor, para respirar um ar agradável, onde os são-tomenses, em vez de irem a busca de outro território possam ver São Tomé e Príncipe como terra prometida, ou melhor, como um verdadeiro paraíso, como ousamos chamar. Minha gente, não se pode brincar com coisas sérias, como a Direcção de um país, têm que ter em conta o peso da responsabilidade que nos compete e respeitar a confiança que o povo depositou em vós. Falar bonito é importante ter alguns vocabulários impressionante também é necessário mas, desde quando estão a usá-lo para a reconstrução do novo SãoTomé e Príncipe. Nós já vamos com 33 anos de discursos, mas o problema é que o povo ainda está à espera do fruto destas lindas palavras. Para radicalizar os problemas existentes no nosso país, temos que eliminar os problemas de raiz, para que este povo possa viver na harmonia, paz, segurança, tranquilidade e gozar de uma estabilidade politica e saber que se pode contar com um Governo disposto a fazer tudo para o bem do povo. Para isso, é necessário eliminar a corrupção e dirigentes velarem por uma maior preocupação aos problemas colectivos. No entanto, o que mais nos golpeia é o exorbitante número de partido político que existe neste pequeno país. Como é possível um país com pouco habitante ter por volta de 14 partidos, isto é inaceitável. De verdade não sei o que está pesando, agora ter um partido é sinonimo de oficio, onde algumas caras já conhecidas na nossa praça, como membros de outros partidos deixam descaradamente o seu partido de origem para poder fazer outra aliança com outro partido, o que cria mais rancor. E com os seus discursos fracassados vêm com o nome do povo, mentindo e não se sente identificado com o seu país e ao mesmo tempo com o seu partido. Nunca um partido político são-tomense deixa transparecer quais são as verdadeiras intenções para com o povo, no meu ver, no momento da campanha eleitoral os partidos políticos tem que ter um projecto em que o mesmo tem que estar bem explicito de modo que possa chegar ao entendimento do povo. É sobre base deste programa do partido político que se vai analisar por parte do povo e depois de examinar e ao mesmo tempo criticá-lo. Só assim que devemos dar o nosso contributo que é a escolha do partido que deve dirigir o país durante os próximos 4 anos. Daqui vamos ver se as expectativas daquele partido político estão em altura para dar solução aos nossos problemas. Também cabe aos órgãos de Comunicação Social garantir a divulgação destes projectos constantemente nos meios de comunicação. Se analisarmos nestas perspectiva podemos ver que os nossos políticos não estão interessados a resolver o problema do país, vamos pensar em conjunto e tirar nossa própria conclusão, depois de 15 anos de sofrimento e de maltrato e desigualdade pensamos que a vida seria outra coisa, mas infelizmente não sucedeu. Agora pergunto, de quem é a culpa? E quem se responsabilizaria por estes problemas? Há uma grande contradição na vida politica de STP, disseram-me que a politica não tem vergonha nem tem cara, mas no meu país a politica é puramente falsa, enganam o infeliz povo, com tantas promessas que nunca são compridas, isto não é política, isto tem outro nome senão falta de vontade política para materializar os projectos sociais para o bem da nossa nação. De verdade, não sei porque somos tão desumano, tão mau connosco mesmo. Os nossos dirigentes viajam sempre para vários países de África, América, Europa, Ásia e dizem que estas viagens são de trabalho e têm como objectivo buscar ajuda externa, mas o problema é que nós não vemos fruto destas aventuras dos nossos dirigentes. Neste momento somos estudantes como vários que estão em diversos lugares do mundo que fazem comparação com diversas coisas que poderiam ser feitas no nosso país, mas por infelicidade e por falta de vontade política e por falta de identificação própria com aquilo que somos e seremos não se pode levar a cabo estas obras. Sabemos que os cubanos por característica são muito inteligentes e por essas habilidades várias vezes nos perguntam se nosso país tem muitos prédios, se tem um hospital e se tem fábricas e qual é o nosso PIB. Perguntam também se nós temos universidades e outras coisas mais. As vezes, temos que mentir, vejo que isto é uma vergonha em pleno século XXI nós não termos uma Universidade. Tanto Presidente da Republica, a Assembleia Nacional, Tribunal, Governo são representante do povo, não querem fazer porque eles não gostam de São Tome e Príncipe. Somos poucos e com tanta ajuda externa que nós recebemos dos nossos parceiros poderíamos ser hoje em África uma grande potencia na linha do Equador e nunca haveria motivo de sair para outro país em busca de melhoria de vida, passando mal na terra que não é nossa, suportando coisas para poder viver. Tudo isso é uma grande vergonha para com os que verdadeiramente lutaram para ser um povo livre como Rei Amador, Zé Cangôlo e outros mais. Não quero criticar a ninguém, indicar dedos a ninguém, ou seja, buscar o verdadeiro culpado. Como são-tomenses que somos, temos que por de parte as nossas indiferença, os nossos problemas pessoais, as intrigas e pensar numa solução viável para a solução de grave problema que nos afecta. Sempre tivemos no pensamento que temos potencial, mas o problema é que nós não estamos a explorar esta nossa potencialidade, para poder dar resposta a certos problemas, mas isto só pode ser possível com a união de todos os são-tomenses, de exterior a interior porque a união faz a força. Tudo com um só objectivo que é desenvolvimento do nosso país. Se somos patriotas, si identificamos com nosso lugar de origem, ter amor à terra, amor com os nossos irmãos, como Jesus nos ama até a morte. Então vamos criar esta consciência colectiva para este país e para esta população que penso não suportaria mais nenhuma resolução de verdade. VIVA SãoTomé e Príncipe, viva a Democracia, viva o povo de SãoTomé e Príncipe…Todo tempo e futuro tem que ser melhor para STP! Elnito Lopes Martinho Pinheiro Neanyl Ramos |
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