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Estudantes são-tomenses em Portugal pedem explicações a ex-ministra da Educação Ruth Leal 08- O governo são -Tomense, não paga os estudantes bolseiros em Portugal desde Junho de 2007, que mais de três centenas de estudantes bolseiros não recebem as bolsas a que têm direito, feito as contas já passaram mais de 12 meses, ou seja, um ano lectivo sem terem recebido a bolsa. Os sucessivos ministros que estiveram a frente do Ministério da Educação nos últimos doze meses respectivamente, Mara de Fátima, Ruth Leal, justificaram o atrasado com a ausência de verbas para custear o pagamento às bolsas em dívida para com os estudantes. A verdade é que os tempos foram passando e os estudantes cada vez mais entalados com situações difíceis, nomeadamente as propinas em atraso, rendas em atraso, etc. Como se não bastasse, em Maio ultimo, a Assembleia Nacional deu “luz verde” ao Governo do então primeiro-ministro, Patrice Trovoada, para aliviar o sofrimento dos verdadeiros estudantes no estrangeiro, autorizando o governo a utilizar um fundo de donativos para socorrer os estudantes. O montante financeiro no valor de 639 Mil 870 dólares norte americanos, proveniente da Nigéria, foi autorizado e desbloqueado imediatamente para atenuar o martírio de centenas de estudantes são-tomenses no estrangeiro. Há um ano que o Estado são-tomense não paga a bolsa de estudos e a situação dos estudantes já é dramática. Com a autorização especial aprovada, então governo de Patrice Trovoada, era suposto conseguir pagar a dívida de dois trimestres. «Com a parte deste fundo vai-se pagar apenas 2 trimestres. Como já viram está-se em dívidas para com os estudantes mais de 9 meses, mais que três trimestres», explicou o então ministro da Justiça e Assuntos Parlamentares, José Carlos Barreiros, a Assembleia Nacional. Desde o desbloqueamento imediato da verba em Maio último até ao presente momento não foram pagos nem sequer um mês da bolsa aos estudantes em Portugal, já lá foram dois meses depois da Assembleia ter autorizado o pagamento. Recorde-se que aquando da aprovação para a utilização do tal fundo, para aliviar a crise dos estudantes, foi levantada a polémica questão que se prende com a lista de estudantes ou seja é preciso saber quem realmente é estudante e quem realmente precisam de apoio de governo. Feito isto, os deputados instruíram a então ministra da Educação no sentido de desencadear um mega levantamento para conhecer quem realmente é estudante e quem terá todo mérito a subsidio do Estado. Acatando a orientação, a ministra da Educação enviou para Portugal em meados de Maio ultimo uma equipa do seu Ministério, chefiada a mais alto nível pelo seu assessor para área de Cooperação que provavelmente viria a Portugal fazer o dito e tão aguardado levantamento. A verdade é que a tal delegação chegou mesmo a estar em Portugal num período de quinze dias. Com quem, como e onde se fez levantamento? De acordo com as informações postas a circular e garantidas pela ministra Ruth Leal (de visita a Portugal), aos microfones da RDP África constava da agenda da comissão, encontros com os núcleos e associações de estudantes em Portugal, assim como a deslocação desta mesma equipa às universidades e escolas profissionais portuguesas, onde estejam os estudantes são-tomenses, com objectivo de se inteirar da real situação académica dos mesmos. A verdade é que nenhum desses encontros foi realizado, inclusive segundo uma fonte da Embaixada de São Tomé e Príncipe em Lisboa, a dita delegação não passou das instalações da Embaixada, quando o Departamento dos Assuntos Sociais da Embaixada aguardava a recepção da mesmo delegação com vista a ceder os dossiers dos estudantes que a mesma tem ao seu poder, com objectivo de facilitar o tão aguardo levantamento. Um triste cenário, onde os ditos quadros do País que juram trabalham em prol da nação, se enfiam em actos de banditismo, chegando mesmo a ficar quinze dias em Portugal e não ter feito nenhum levantamento, após o regresso a capital a são-tomense, assegurou a nação que durante a sua estadia em terras lusas manteve encontros com os estudantes e que finalmente o Ministério da educação passara a ter uma base de dados dos verdadeiros estudantes são-tomenses em Portugal. Não será importante questionar a então equipa técnica do Ministério da Educação o que andaram a fazer durante quinze dias em Portugal? Em jeito de mau feitor a dita equipa técnica de levantamento após o regresso às ilhas de São Tomé e Príncipe levou quase um mês a ultimar a lista de bolseiro, uma vez que não tinha ao seu dispor nenhum dado que pudesse fazer fé de quem realmente são os verdadeiros estudantes são-tomenses em Portugal. A verdade é que muitos alunos foram excluídos da lista de bolseiro, de forma fatal. Ora vejamos o ultimo pagamento feito em Dezembro de 2007 referente aos meses Abril, Maio e Junho, de 2007 contavam na lista de bolseiros 139 estudantes bolseiros do Ensino Superior e 193 ensino Técnico Profissional num total de 332 estudantes. Com base na exclusão feita em Maio ultimo, fruto do falso levantamento, mais de metade desses mesmos alunos foram excluídos da lista de bolseiro e não irão, de certeza, receber as bolsas em atraso a que tem direito. O estranho de tudo isto é ver colegas que já não andam na escola nem tão pouco em universidades a tirar curso nenhum estar a receber bolsa e os que diariamente têm enfrentado a vida difícil para conseguir terminar os estudos vê-se excluídos da lista. Não se admite ver colegas em ensino técnico profissional a receber 250 euros de subsidio de bolsa mensal e os que andam na universidade a tirar curso superior recebem, por sua vez, 100 euros mensal, uma humilhante desigualdade praticada pelo Ministério da Educação. Ao novo Governo em particular ao ministro da Educação Jorge Bom Jesus, suplicamos que se tome providencia face a toda está situação na medida em que a actual base de dados que o Ministério dispõem, fruto do falso levantamento não corresponde o real panorama dos estudantes em Portugal, e que sejam atribuídas as bolsas de estudos a quem realmente merece. Wualdyner Boa Morte Estudante do 2º Ano de licenciatura em Ciências Politica Instituto Superior de Ciências da Empresa e do Trabalho, Lisboa.
Príncipe, eterna reflexão
I Oh Ilha do Príncipe! Oh terra de S. Lourenço! Oh princesa do Equador! E de Chimaló! “Minu Yé, Regue n’ssumu…» Em nome de S.António S.Tomé Poderoso, Deus Pai, E Nossa Senhora da Nazaré, AMEM.
II “Minu Yé, despertai, cedo, Como arco-íris ou fogo artificial Que explode do céu revoltado Na defesa dos vossos legítimos direitos Libertando-se da injustiça marginalização Social, salarial e ambiental Do divisionismo e do tribalismo E da discriminação económica Imposto pelo Governo Central Há pouco mais de três décadas.
III Cento e cinquenta e cinco, Talvez, quilómetros quadrados Que a ilha possui, Transformados em pocilga humana Sem estradas e sem uma canoa À vela, pelo menos, para transporte De pessoas e “coisas”, Príncipe/SãoTomé/Príncipe Só remo como ave que abre voo E sem protecção da luz das estrelas? Até quando?
IV Despertais, despertais, cedo, Para derrubar a hostilidade fraterna De “ferozes” instalados no Poder Central E de próprios filhos da ilha Da geração dos “damiões” Dos descendentes dos “banus” Da filiação dos “veigas” e dos “sócios” E de “Maria” mãe de Deus e de “Cristo” Que trepam os degraus do poder E sacudidos, depois, de lá Sem terem feito, nadinha, nadinha, Nem pela terra, nem pelo povo Senão encher os bolsos e a barriguinha De fortunas fabulosas, ignotas, E viva a autonomia do Príncipe E o povo no cortejo da fome, miséria e dor. Armindo Cardoso (Lisboa, Junho/2008)
Retrato de neocolonialismo em STP I Sacudido o Império Português Das planícies douradas d’Africa Como água ou abelhas Que morrem na haste das flores, Uma onda tumultuosa, agreste, Do oceano onde o comunismo desagua E dos mares contagiados pela ditadura Do “proletariado” e do “Pinochet” Penetra, subitamente, nos jardins Do Rei Amador e Yon-Gato: SãoTomé e Príncipe, ilha verde. Também conhecido por pérola do Equador II Aliás, arrastadas pela incompetência Política e dos leigos na arte de dirigir, E fúria à herança de bens coloniais Que não souberam quanto custou Revelado por neocolonialistas negros Filhos pródigos de difícil correcção Que se instalaram, gratuitos, no poder Na manhã serena do 12 de Julho de 1975 Apoderando-se de um gigantesco edifício (a economia; a educação, a disciplina, ética? Que derretem em meia dúzia de dias Na pândega, prodigalidade e luxuosidade III Mulheres finas de cabelos postiços Unhas pintadas como girafa E ancas à javali faminto Corriam em fila às bichas Da padaria do mestre “Kamulengue” (o “ bejodelhão” célebre da época) Onde o “pi-pi i i i”, “pó-póó ó ó ó”… Ocasionados pelo massacre sexual Quebrava silêncio da madrugada E as paredes nuas da pensão “carvalho” Em troca de pão quente, fuba Farinha de trigo e broa torrada À sobrevivência alimentar da maioria – “o povo” IV Enquanto gigantescos “free-shop” Inundados do “bom”, do “melhor” e do “óptimo” Bom whisky, bom bacalhau, bom vinho “dão” Acariciavam a barriguinha, egoísta, Dos dirigentes, os políticos e seus “capangas” Instalados no poder e na soberania Acumulando de fortunas fabulosas Cujas origens continuam, cautelosamente, Guardado no segredo dos deuses E “tu” oh Povo?... Continuarás no cortejo da fome e da pobreza, Em chamas impagáveis, indestrutíveis, Como vigília da Santíssima Trindade Para que amanhã não dês o teu voto a “larápios” Como aparentam ser os “fãs” do MDFM/PCD/ADI, MLSTP/PSD e os “quebrados” sem assento parlamentar. Armindo Cardoso
“Cezar Canhoto” Perante o prognóstico ganho dos incentivos, Cuja falta tem feito costumes e objectivos, O sentido dos gestos direccionam á medida Do protagonismo avantajado tento á tento Totalmente as causas, tomara da despedida, Deste presente sorriso como entendimento.
Depois da enrascadas que enfim comum, Nos transparece as duvidosas esperadas, Por nós, para nós outros e por este algum Sinal de tantas hipóteses não inventadas: Quando tem que ser assim, assim vejo. Que mais assim mereço tamanho ensejo.
E é que por bem nutrida conveniência, Modéstia parte confusas palavras sujeito O ardente fogo que anima a consciência, Trazendo convertido aberto o jeito De poder ter a confiança que agradeço, Sem achar bigodes se pronto que apareço.
Chego as madrugadas andar bem onde Por o sonho ouvi-me de orelha deitada; Doces sabores estes que língua esconde, Em torno desta paz suposta alimentada Onde meu rosto descortina aventurado, Ainda safo e ledo desse olhar encantado.
Desta arte tão sentimentos oculares, Tanto pegamos cientes que constante Nos saímos auscultados singulares, Solução de só ouvirem neste instante Por terem em mente isto imaginando, Bem disto que iriam nos ver ficando.
Nestes passos soltam os cabelos negros, Desfrisados para efeitos de contraste Dentro dos costumes de olhos presos, Ao “grandes mundos”de modo traste Conteúdo vasto deste perfil imaginado, Das garras de um prazer experimentado.
A isto descabelando, preste a voz levanta, Quanto desata o nó górdio da garganta; Porém que saindo quanto informal Quebro o gelo da alegria sim, inquieta, E sedento; mato a sede do sumiço total, De assim estar sorrindo o meu planeta.
Príncipe a os 04 /05 /08 Cagildo Pina.
SãoTomé e Príncipe ( 1975 - 2008 ) I Oh SãoTomé e Príncipe!... O esplendor e o ardor que tinhas No passado quando a Terra era “deles” Ou seja, durante o período colonial Extinguiram-se no presente Após à independência total Agudizando-se, cada vez mais, Sempre que se substituam governos Como se extingue uma chama Ou nuvens que os raios do sol Derretem em menos de um segundo E que a alma dos chamados colonos Contestam, mas repudiam sorridentes II Oh SãoTomé e Príncipe! Terra do Rei Amador e Yon Gato! Vivestes num jardim de sonhos Onde o aroma do “pão” Perfumava todos os “casebres” Sem reservas e sem discriminação Da cor política inexistentes naquela época Senão trabalho sério, honesto e duro Que manteve o país e o povo Durante cerca de 5 séculos Na auto-suficiência alimentar E no equilíbrio económico e social. III No presente, os afagos que vêm Do multipartidarismo hipócrita, E outros suspeitos falsos Destacando o “por amor a Terra”, “Governo de missão” etc, etc. Arrasta o povo aos tumultos Desta vida irreal – a desilusão – Imposta pelos políticos da terra Que se servem da independência Em vez de servi-la com amor Da qual teu coração prestava culto Como direito inalienável da “maioria” Sob o “standard” de uma só bandeira: - Unidade Nacional – IV Hoje, porém, quem viu a ingratidão Mais cruel e mais atroz Nas últimas três décadas Na Guiné, em Angola e Moçambique Tanto sofrimento, tanta luta e sacrifício Diria, certamente, em alta voz: “Valeu a pena a pobreza, miséria e dor, Umas chicotadas” físicas e psicológicas E uma aragem quente da ditadura Semelhante as do massacre de Batepá Destacando as operações “militar/ninjas” Ocorridas, recentemente, no País Mas nas maravilhas da fé e da esperança Que embriagam o povo de S.T.P. Armindo Cardoso (Lisboa, Abril 2008)
Questão de Soberania Recentemente muito se falou do interesse de determinadas potencias ou países de instalarem uma base ou interesses militar em S.Tomé e Príncipe. O Estado Santomense quer na pessoa do seu chefe de Estado e dos representantes do governo sempre vieram negar esta notícia. O assunto por alguns dias foi tema de conversas e debates, inclusive no parlamento de S.Tomé e Príncipe. Não ouvi vozes assumidamente favoráveis, nem manifestamente contrárias a esta opção, o que é perigoso. É quase consensual de que instalou-se na mente dos que dirigem S.Tomé e Príncipe, a cultura de enriquecimento fácil. O futuro de gerações e do país pouco interessa. Não é mal nenhum sermos prudentes em momentos conturbados, ou mesmo de relativa acalmia Face ao considerando anterior, proponho aos digníssimos dirigentes, deputados e outros que têm em mão os destinos do país, que em nome da verdade e transparência, incluam na Constituição ou em documento sob compromisso até a próxima revisão constitucional, uma cláusula impeditiva da instalação no solo de São Tomé e Príncipe de qualquer base ou objectivos militares de qualquer país que seja. O país não constitui ameaças para ninguém, nem pode vir a ser alvo de ameaças devido opções estratégicas irresponsáveis. Danilo Salvaterra/25/04/2008
Baía de Ana Chaves
Como ser pessoal, te desconheço Mas como sendo uma baía Bem no olhar te conheço E és a base desta triste poesia
Foste um símbolo outrora magistral Desta hoje triste terra minha Que te tem como marginalizada marginal Desta pobre miserinha. Teu outrora esbelto percurso Já fora deveras maravilhoso Que nem os versos dum gra discurso Que exortam a Amador como glorioso
Afortunadamente hoje falar de S.Tomé é quase só das sobras da velha Ana Chaves do contentar com o espectáculo da boca do inferno que muitos que apenas fogem o inverno refugiam-se na ilha a sete chaves pasmos apenas com o verde virgem ou então somente com as raras aves.
E com muito pesar que la e nao cá Uma feliz e muito humilde Mas merecida senhora Rosa Mota Desde ja é símbolo patriota, Mas cá, dos que mal imitam o de la A tão famosa baia de Ana Chaves Basta p’ra símbolo de derrota! 07/07/00 Jonhy Cruz.
“Papelão de Simbióss”
Das boas vindas quanto a respeito, Simbióss vê seu coração se derretendo De cabeça aos pés, tão bem perfeito, Cavaleiro que para si se recorrendo Aos tempos já passados envolvidos, A torna docemente por entendido….
Mas, diz-lhe algures achados antes Como fora preciso bolar sem perigo, Stops dos tiques melhor dos dantes, Fiados de riscos e no peito querido Que mesmo de todos tão esquecido, Por força comando viu-se vencido.
O medo cujo a birra viu enfrentada Do cenário colorido pelo sacrifício, Coube à sorte da ideia concertada Ser dura dando voltas ao principio, P’ra enxergar além da ponta do nariz. As gotas do suor dessa triz actriz.
Antes do zoom chegar já estava ali, Ganhando consciência quando a ti, Rolando vinha a ferro e fogo tendo Lágrimas d’amor caídas p ’ra Diana E uma voz aguda olhar por dentro, Silim bic bic dedos para fila indiana. Perdiam-se má fé aos receios medos, Por haver muito mais mãos e dedos Olhos que viriam esta postura cara; Da social direita que passos ande, Diversos ainda que de forjada barra, Por um gesto genial algo de grande!...
E eu que (primeiros argumentos ri) Das dores que chorei intimamente, Julgando ainda tal engano quão vi Ajuntar-se pauzinhos ultimamente; Servi-me de ideias contidas imunes, Deitando por terra bolados costumes!
Com este espírito deu-se finalmente, Os factos que fizeram pronto motivo; A nobre figura que tão calmamente Nas pontas rosas desse papel bonito, Mete as mãos pintadas p’ra embelezar Use sentimento liberto a concretizar! Cagildo Pina Príncipe, 1/12/07 Feliz Natal, Ano Novo rodando Robot
Sonhos de Patrice Trovoada I Originário de uma tribo rural, pobre, Erguida de “gentes” de braços cruzados Na fé e contagiadas pelo instinto burguês E insensível ao trabalho humilde Ou de carreira profissional honesto Patrice Emery Trovoada, Herdando o génio dos seus antepassados Aliás, como diz a gíria popular “Filho de peixe sai peixe”, Emery Dedica-se, exclusivamente, a vida fácil - A política –, ou seja, a foz da imundice Onde toda mão-de-obra preguiçosa, estéril Ambiciona empregos de alto nível – “O PODER” II Acumulando fortunas fabulosas cujas origens Mantém, cautelosamente, no segredo dos deuses, Trovoada II, actual chefe do Governo, Que, ao longo de um passado recente, Tentava persuadir, fraudulentamente, A opinião pública nacional e internacional De que não queria “emprego” Justificando, assim, a sua derrota Nas últimas legislativas 2006 Hoje, consegue realizar, sorridente, O seu sonho “mina de ouro”, Isto é, o cargo do 1º Ministro Que, por sinal, tem sabor de “mel” Onde muitos da espécie fecundam III Sonhos quentes, como raios do sol Que embriagam e enlouquecem O eleitorado durante as campanhas Sobretudo a nova geração, Que se dirige às urnas, em fúria, Influenciados pelo famoso banho Para eleger “loucos” pelo poder Ao exercício da Soberania Traindo a si próprio e ao próximo Que se mantém de cabeça erguida No cortejo da pobreza, fome e miséria, Como acontece ao longo de 3 décadas Em terras d’Amador e YonGato IV Aliás, qual amor à Terra?... Qual governo de “missão”?... E, em favor de quem?... V É, por certo, mais um governo “fantoche” Semelhante ou pior aos antecedentes Formado por “l’hommes d’affaires” Que se sentam ao colo da indolência Durante 4 ou 5 anos sucessivos E, no fim de um mandato mal sucedido Ou colocação obrigatória do lugar á disposição Regressam à casa de barriguinha cheia E rosto dilatado como suínos na engorda Enquanto o povo vai apertando os cintos Desde intestino delgado ao abdómen Até às estalagens da igualdade Onde “todos”, terão que repousar sem discriminação Armindo Cardoso
Obras de construção da “Lota” começaram na polémica e poderão terminar na polémica
Arzemiro dos Prazeres primeiro membro do governo de Patrice Trovoada que tutela sectores chaves do decimo segundo governo constitucional, explicou naquela grande entrevista que o Estado de algumas obras em curso no país e a radiografia dos sectores que lidera. As obras de lota de peixe em construção, estimado em cinco milhões de dólares dos fundos extraordinários da China-Taiwan (engajamento do anterior governo) foi o centro das atenções. Arzemiro dos Prazeres, afirmou que as obras serão concluídas dentro do prazo estabelecido, apesar da construtora Monta Engil ter apresentado ao Governo uma adenda de dois milhões e meio de dólares para a conclusão das obras adicionais. O dinheiro, segundo o derigente governamental, servirá para criação de acessibilidade no local, estancar a derrocada de terra e a extensão da ponte de 40 a cerca de 100 metros de comprimento, para permitir que os navios pesqueiros atraquem e façam a consequente descarga do pescado. A deficiência técnica deve-se a falha do arquitecto que projectou o desenhou do imóvel, não tendo redimensionado nem colocado nos termos de referência estruturas adicionais que ela pudesse ter o seu acabamento no seu todo. Mas isso não implica dizer que o projecto está parado. Avaliado em cinco milhões de dólares, o projecto vai terminar, garantiu. No que se refere a adenda de dois milhões e meio de dólares para as obras adicionais, segundo disse o ministro que só será possível em 2009, porque “um projecto de cinco milhões de dólares não se pode encontrar facilmente um adicional quase a 50 porcento do valor global”. Perante esta situação o governo pretende apurar responsabilidades ao arquitecto que se encontra, neste momento, ausente do País. Justiça a parte, o importante, refere o titular da pasta, é dar utilidade necessária ao investimento de cinco milhões de dólares. Antes mesmo de estar concluída aquelas obras, o empreendimento já começa a despertar interesse de investidores estrangeiros, porque o seu objectivo poderá ser desviado para outros fins. Tudo isso está a acontecer pelo facto de ser uma infra-estrutura que fora concebida na onda de muita polémica. Ora por estar numa zona imprópria para os fins desejados e porque ela não terá obedecido aos parâmetros de rigor de um estudo de impacto ambiental e por ser uma instalação para desperdício de fundos que deveriam servir para outros investimentos de carácter produtivo. AL
Isolamento
I Transformado de repente num homem só, Arrastado pelas ondas tumultuosas do destino Que, em geral, reduzem o “eu” do homem Como eu, dotado de génio poético Que pude herdar dos meus mestres Como, “Camões”, “Gil Vicente”, “Alexandre Frei Luís de Sousa, Padre António Vieira, (Grandes vultos da Literatura portuguesa) É, assim, que, hoje, escrevo em versos, Soltos, sem rima e sem sílaba métrica Para dar sinal de vida as minhas filhas Irmãos e amigos que me apoiam, Gratuitamente, nos momentos mais rudes da vida II Curiosamente os destinatários implícitos, São minhas filhas “Elsa” e “Lídia”, Meus irmãos Tomás, Andreza, Leonel, Maurício e Domingas Cardoso Não esquecendo do meu colega, Ambrósio Quaresma Meus “amigos/irmãos”, Adelino do Rosário,”ENCO” Alberto Lopes Pereira da “Turimar” Cujos rostos permanecerão gravados No meu peito e no meu cérebro, Como emblema indelével Erguendo “preces” a Deus do Alto Para que tenham longa vida Neste mundo confuso, inundado de quimeras III São poucas (ou nenhuma vez) Que uso de violência verbal Mesmo quando faço o retrato, Físico, moral e psicológico, Ou comportamental da série Dos políticos/dirigentes da terra Onde, infelizmente, nasci, vivi, Que amo em sonhos e no silêncio, Durante a manhã, tarde e noite Oh meu S.Tomé e Príncipe!... Oh pérola do Equador!... Oh Ilha verde!... Não gostaria ver-te jamais Sob o jugo dos neocolonialistas Que substituíram os portugueses No trono em 12 de Julho de 1975, E, muito menos sob a égide de alguns “larápios” Que formam a coligação MDFM/PCD/ADI Armindo Cardoso (Março de 2008)
RECORDAÇÃO OU REALIDADE DE UM PASSADO ACTUALIZADO A História repete-se em ciclos Trata-se de uma realidade vivida no século XIX que até aos nossos dias vamos vivendo com ela: uma burguesia, politicamente, corrupta, sem palavra, sem vergonha e sem carácter... Cada leitor, deve fazer as suas análises sobre aquilo que já se passava naquela altura e como está hoje o nosso país. “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...) Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política (...) sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis (...) Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre - como da roda duma lotaria. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; (...) partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo (...) do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)” GUERRA JUNQUEIRO, in “Pátria”, escrito em 1896.
Depoimento do Professor I Eis-me sorridente, erguido de pé, Fitando frente - a-frente o destino, Sacudido pelas ondas tumultuosas Da doença em estado preocupante Em terras montanhosas de Seixal e Setúbal Onde o frio entorpece, congela os membros Mas o coração e o génio despertam vivos Para dizer alto aos políticos Da coligação MDFM/PCD (os derrotistas)
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