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Debate: trocar d’óculos a TVS!
Basicamente, o ouvinte sintoniza o aparelho de rádio para ouvir. O telespectador liga o televisor para ver o que se noticia de forma leve, atraente, despertadora…, sempre com atenção de não cansar nem irritar os olhos, porque as imagens, em si, também "falam". E o leitor pega no jornal para ler. Dos três principais e tradicionais órgãos de comunicação social, a comunicação na televisão é a mais exigente. Os anúncios públicos veiculados na nossa TVS (espaço de pastelão informativo) só têm criado argumentos de mediocridade na programação de uma televisão nacional. Não importa a “violação” de normas consensuais de programação de uma estação televisiva: “saber para saber fazer e para fazer saber”. Qualquer argumento que possa sustentar, por exemplo, a arrecadação de algumas dobras à estação, não é justificável, porque a existência da nossa TVS é suportada por erário público são-tomense. O pastelão televisivo não é de agrado a muitos que fazem televisão na nossa TVS, pois sabem que nem uma televisão de publicidades aceitaria pastelões desta natureza. Se o pastelão de utilidade pública produz algumas dobras, felizmente os jornais existem para estes anúncios. E, como mandam as leis e as normas, eles devem ser anunciados nos jornais mais lidos. Mas o clientelismo medíocre que enferma STP, nem isso chega a acontecer, mesmo sabendo as razões dessa emanação. (…)
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