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ARVO

P                                                                                                                                                                 Edição: 122, Segunda-feira, 23 de Junho de 2008                

Carta ao Director

Atanásio Gomes

 

Meu caro Director!

Fico muito grato, pela sua disponibilidade em ter permitido que O Parvo chegue a todo mundo que tem possibilidades a Internet no estrangeiro, desejando-lhe muita coragem, porque quem fala a verdade  é sempre perseguido, como é o seu caso. Mas, não faz mal, força!!!

A minha grande preocupação é a seguinte:

Eu já  resido no Gabão desde 1987. Se eu vim para cá é somente para buscar uma nova vida, como qualquer imigrante, mas com a ideia de um dia regressar para a minha terra natal, SãoTomé e Príncipe, onde nasci.

 Mas, cada vez que penso de voltar ao meu país, penso tanto e como voltar ao meu país com tanta instabilidade politica? Não há trabalho, como poderei ir viver na minha terra com tantos filhos que tenho à minha responsabilidade?  Agora, o pior é se um dia acontecer aqui no Gabão o que acabou de acontecer na África de Sul, qual seria a minha vida aqui no Gabão, como milhares de são-tomenses que aqui residem, também em busca da vida melhor?!!!

Este apelo é para fazer aos nossos homens políticos e dirigentes lembrarem dos seus filhos são-tomenses que vivem nas diásporas. É muito triste e muito triste mesmo estar a ouvir a situação que se passa em SãoTomé e Príncipe. Até a próxima.

Eestudante são-tomense em Cuba‏

Caro Sr. Ambrósio!

Eu José Batista Moreira de Menezes gostaria de pedir ao Senhor e ao seu jornal que faça a publicação desta minha carta que é uma preocupação que já temos aqui em cuba a muito tempo.

"Eu José Batista Moreira de Menezes, estudante são-tomense de 4º ano de Licenciatura em Turismo, na Universidade de Ciego de Ávila em Cuba gostaria de fazer um apelo ao Governo são-tomense chefiado pelo Sr. Tomé Vera Cruz.

Aqui estou muito intrigado pela questão do pagamento do nosso estado ao governo de Cuba no que concerne a nossa estadia aqui. Como sabemos sempre o Estado são-tomense deve a Cuba o subsídio dos seus estudantes e o mais preocupante é que quando as entidades cubanas tentam entrar em contacto com o Ministério de educação são-tomense, nunca conseguem fazê-lo. Não é porque trocamos de Ministra de educação é que devemos calar-nos e esperar um tempo para ver os resultados da nova titular, mas sim devemos ajudá-la a saber quais são os problemas existentes aqui em Cuba com seus estudantes. Eu pessoalmente gostaria de alertar ao Governo y principalmente a Ministra de Educação que revise o acordo assinado entre o nosso Estado e o Estado Cubano, porque o que vejo aqui é que não se está cumprindo esse acordo por ambas as partes. Nós os estudantes de Ciego de Ávila perdemos praticamente as regalias de esse convénio, notamos que a nossa Universidade está tomando decisões próprias desrespeitando o acordo. Por isso peço em meu nome pessoal e também em nome dos meus companheiros aqui que analisem essa questão muito rápido, porque o dinheiro que a nossa Universidade ganha pela nossa estadia está indo para seus bolsos gratuitamente.

Queremos que se faça justiça, isso é, dá ao César o que é dele.

Obrigado,

José Menezes 

Futuros licenciados saotomenses en Ciego de Avila

Carretera a Moron km 9 1/2

C.P. 69450

Ciego de Avila

Cuba

tel-05333211142/211143-tel

 

Exmº. Sr. Director do Jornal “O Parvo” on-line

Sou Amadô Nasser da Fonseca Alves de Carvalho, aluno do curso de Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Existem inúmeras contrariedades relativamente à carta que o aluno Ilunilson Fernandes escreveu, e dessa forma gostaria de levar ao vosso conhecimento a triste realidade dos estudantes.

Começo apontando, que o valor da bolsa que o governo são-tomense nos envia de USD 260 mensais (duzentos e sessenta dólares norte americano) e USD 220 mensais (duzentos e vinte dólares norte americano), é suficiente para a sobrevivência dos estudantes no Brasil, não corresponde à realidade na medida em que este valor está abaixo do salário mínimo brasileiro, contrariando o que diz o manual do Programa de Estudantes Convénio de Graduação (PEC-G), que nos vincula as várias Instituições de Ensino Superior (IES) aqui no Brasil. No seu ponto 3.3, alínea e), diz que um dos requisitos básicos para a estadia e permanência dos alunos convénio na República Federativa do Brasil, prende-se com a garantia de um subsídio no valor mínimo mensal deve ser rondar de 400,00 a 800,00 dólares norte americano, contrasta-se com a dura realidade por nós vivenciada.

Outro aspecto importante de se fazer referencia, prende-se com o fato da nossa permanência aqui, estar única e exclusivamente afecta a actividade académica, o que impossibilita exercer qualquer tipo de actividade remunerada. Sendo assim a nossa única fonte de recurso financeiro é o envio das bolsas por parte das autoridades nacionais.

Novamente outra contrariedade que essa carta de congratulação enviada por este aluno, tem a ver com a crise vivenciada na economia norte americana já de algum tempo a esta parte que tem feito com que a moeda americana esteja bastante depreciada diante das economias dos países emergente como é o caso do Brasil, vem fazendo com que o valor líquido que estamos a receber nos últimos anos, não cobre as dívidas que somos obrigados a contrair, face aos constantes e bastante dilatados atrasos no processo de envio das respectivas e parcas bolsas.

Conhecedores das dificuldades económicas que o país atravessa resultante de uma completa desestruturação e ausência coerente de planeamento no que toca as prioridades e as metas a serem atingidas ao longo de todo esse tempo, podemos dizer que a semelhança da grande maioria dos são-tomenses que se encontram na terra mãe, nós também vivemos no completo abandono das autoridades onde a dignidade da nossa pessoa humana é constantemente enxovalhada, na medida em que é constante o incumprimento nos pagamentos dos contratos de aluguer de imóveis (moradias), contas de água e energia eléctrica, condomínio e de outras despesas correntes.

A aprovação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para os estudantes, só diz respeito aos meses de Janeiro a Setembro, uma vez que passou a ser de praxe que os meses de Outubro a Dezembro não são enviadas as bolsas alegando ser necessário aguardar a aprovação do OGE do novo ano económico, fenómeno este, que só acontece como é moda em Março/ Abril.

A ausência de uma representação diplomática e o sentimento de filhos órfãos e longe da mãe pátria é um sentimento que passamos a ter que conviver e a semelhança de muitas outras dificuldades e ausência de comunicação entre as partes é outra realidade que enfrentamos. Sendo assim, junto a minha voz a demais que já ecoaram nesse sentido e venho exortar que medidas urgentes sejam tomadas com vista a ultrapassar esses obstáculos que dificultam o bom desempenho dos bolseiros são-tomenses no estrangeiro.

Os pedidos que a Srª Ministra da Educação, faz no sentido dos estudantes se esforçarem mais, já é uma acção que já vem sendo feita uma vez que existem muitos colegas que só fazem uma alimentação por dia e passam o dia todo na universidade. Como uma pessoa ligada ao ministério de Educação, e pessoa que estudou no estrangeiro, conhece as dificuldades que os alunos no estrangeiro enfrentam bem como as dificuldades na compatibilidade entre dificuldades do dia e os compromissos que temos com os respectivos cursos.

A idéia de boa vida que é passada dos alunos no estrangeiro não condiz com a realidade e as muitas dificuldades que enfrentamos ao longo do período de formação.

Amadô Nasser da Fonseca Alves de Carvalho

Estudante de Geografia – UFRN/ Brasil

 

Carta de um estudante no Brasil

Caros camaradas!

Eu, Mondlane Tomé, estudante são-tomense bolsista no Brasil, desde o ano de 2005, venho por meio desta pedir o vosso apoio para a divulgação ou se não pesquisar e informar ao governo e aos nossos pais, as nossas dificuldades aqui neste mundo que é o Brasil.

É de louvar o acolhimento, a possibilidade, o apoio que nos tem dado o governo brasileiro, bem como o seu povo. Mas como sabemos ninguém vive de mãos e pés atados, e é neste sentido que o governo são-tomense responsabilizou as nossas estadias aqui, mas isso não tem se efectivado como deve ser. Pois pelo valor da bolsa que nos é pago, é com muito sacrifício que sobrevivemos.

Assim é que hoje eu estou sendo esforçado a procurar uma forma de fazer chegar ao Governo e aos nossos pais as dificuldades que estamos a passar. Pois não falta muito para termos que sair por ai pedir esmolas. A nossa refeição já se vê reduzida a uma, tendo que dormir mais tempo que ficar acordado como é o meu caso, para não ter que sentir fome e ir atrás da comida que não tem para satisfazer todas as necessidades da barriga.

Pois é gente, assim eu falo do alimento, porque é o pior, mas além disso, não tenho conseguido pagar o aluguer de casa, da qual a proprietária se cansou de nos escutar em vez de ver a cara dos seus ordenados. Acompanhando a isso, vem a energia que não tem como negociar e consequentemente nos vemos na eminente escuridão, ainda fazem o pacote das nossas dívidas, o condomínio.

Pois é, assim o governo diz que nos paga, pois nos paga 250 dólares, faz o seu pagamento de 3 em 3 meses, e ainda os deve 6 meses de atraso que não paga. Nós recebemos ultimamente, no final de Novembro, da qual não nos foi possível dar conta de todas as dívidas e agora em pleno Janeiro, com previsão de pagamento só para o Março, nos falta a alimentação, quanto mais pagarmos as dívidas.

Eu aqui peço desculpas se falei de mais, mas são as verdades que merecem ser ditas.

Obrigado e estou a contar com o vosso apoio.

Fico aberto a qualquer sugestão

 Mondlane Tomé

Estudante de Ciências Jurídicas e Sociais na UFRGS, Universidade Federal de Rio Grande do Sul/ Brasil.

 

Estudantes em Cuba

Carta Aberta

Exma. Senhora Ministra de Educação

Antes de mais queira a vossa excelência aceitar os nossos cordiais e respeitosos cumprimentos. É com elevada consideração que aproveitamos para desejar-lhe prosperidades para o ano 2008.

Somos estudantes bolseiros em Cuba que apesar de diferentes modalidades de bolsas, unidos estamos pelo mesmo objectivo, ser um membro formado com faculdades de modo a ajudar a nossa pátria querida.

Desde que chegamos a Cuba, temos deparado com imensos problemas que dias, meses e anos pós anos fazem parte da nossa existência neste país, assim é, que aproveitamos a oportunidade para expôr as seguintes preocupações que consideramos ser deveras pertinentes:

1 - Pagamento ao Governo Cubano das dívidas em atrasos referentes a docência dos estudantes, uma vez que os mesmos poderão ser afectados academicamente, inclusive não ser outorgados os diplomas.

2 - No que se refere aos nossos subsídios, neste momento levamos ja 6 meses de atraso. Através do Jornal Digital "O Parvo" tivemos conhecimento da entrevista da V.Excia concernente a liquidação dos mesmos, razão pela qual vimos mui respeitosamente informar-lhe que as ditas transferências jamais chegaram as nossas respectivas contas. Por outro lado, existem estudantes que ademais dos 6 meses em atraso não receberam a transferência anterior, totalizando 9 meses de atraso.

3 - Resolver o quanto antes possível, a situação de envios das documentações de cerca de 50 estudantes, que se vêm prejudicados pois, praticamente não se encontram legalizados ao nível do Ministério de Educação  Superior Cubano.

4 - Gostaríamos que a Sra. Ministra apresentasse como um ombro amigo para com os estudantes que têm tido problemas académicos,  de forma a reintegrá-los nas suas actividades docentes.

5 - Que o Ministério da sua tutela envide os esforços para que haja uma representação diplomática que responda por problemas académicos, de visto de trânsito a quando do regresso ao país, renovação dos passaportes, etc.

6 - Uma vez mais pedimos, que a V.Excia.  estabeleça contactos com o Ministério de Educação Superior Cubano para qualquer tipo de informação relativamente a docência dos estudantes de São Tomé e Príncipe, contactos que próprio o Ministério considera de muito passivo.

7 - Pedimos a V.Excia que nos informe da situação dos 43 estudantes chegados a dois anos, atendendo a que não sabem ao certo quem é o responsável pelo pagamento tanto  académico como do subsidio.  

Sabemos que  São Tomé e Principe, atravessa momentos difíceis na sua política económico-social, contudo somos filhos e outro membro mais deste país. Nós, assim como outros estudantes bolseiros e não bolseiros do governo são-tomense longe da sua terra natal difícil é a sobrevivência, considerados como futuros processionais que contribuirão para o desenvolvimento cientifico-social da nossa pátria, motivados, por tanto, ademais dos nossos direitos a pedimos que não seja como uma mais que tenha passado por este posto, que nos ajude a enfrentar as dificuldades que nos assolam.Com os nossos maiores respeitos e agradecimentos.

Estudantes São-tomenses em Cuba

O representante:

Hamilton Fernandes de Sousa

(estudantes da Engenharia Hidráulica)

 

PORTUGAL

Carta Aberta a Ministra

de Educação de S.Tomé

e Principe

Assunto: Estudantes do Ensino Superior ignorados pela Embaixada de S.Tomé e Príncipe em Portugal.

Excelentíssima senhora Ministra de Educação de S.Tomé e Príncipe

Nós os estudantes bolseiros do Governo de S.Tomé e Principe em Portugal estamos indignados com a atitude dos nossos representantes na embaixada em Portugal, face ao pagamento das nossas bolsas. Os nossos pais tiveram informações do Ministério de Educação que, a quantia destinada ao pagamento das nossas respectivas bolsas já se encontravam disponíveis na nossa dita Embaixada, afim de efectuarem os respectivos pagamentos.

Segundo as nossas fontes os pagamentos deveriam ser efectuados ainda antes do natal de 2007, entretanto a verdade é que até esse momento não vimos a cor do dinheiro. Como a senhora Ministra deve imaginar, o nosso natal sem familiares por perto e sem dinheiro foi o máximo. A nossa questão é, porque não nos pagam se já estão na posse do dinheiro? Será que o Governo de S.T.P não tem conhecimento do facto?

Não é primeira vez que a embaixada atrasa com o pagamento das nossas bolsas, tendo em conta que o dinheiro já se encontrava na posse dos mesmos. Será que esse senhores da embaixada ganham altos juros com o nosso dinheiro e isto lhes impede de transferir o dinheiro a tempo e hora para as nossas contas? Esta é uma pergunta que fica no ar e cabe aos nossos governantes investigar.

A senhora Ministra tem filhos, e de certeza são estudantes como nós ou então virão a ser, por isso é óbvio que não gostaria de vê-los sofrer como nós estamos. Por isso pedimos que interceda perante os outros governantes ao nosso favor, exortando que tomem uma atitude perante a nossa embaixada, que nos beneficie e não nos prejudique.

 Já agora agradecíamos que a transferência da nossa bolsa fosse feita directamente de S.Tomé para as nossas contas, afim de evitar os transtornos provocados pela nossa embaixada. Aproveitamos para pedir ao governo que pague os nossos atrasados, tendo em conta que durante o tempo que ficamos sem receber, temos que fazer inúmeras dívidas para conseguimos sobreviver.

Obrigada pela vossa atenção e até breve

Portugal, 27 de Dezembro de 2007

Representantes dos estudantes discontentes:

Margarida Azevedo, Heufrides Costa, Ismael Menezes, Elizabete Trovoada, Janaína Santos, Lorena Silva, Constantina Monteiro, Anastácia Fernandes, Patricia Ramos, Ana Lorena Viegas, Maria Rompão.

CARTA ABERTA DE CONGRATULAÇÃO

COM A MEDIDA DA MINISTRA DE EDUCAÇÃO.

Minhas saudações aos organizadores do Jornal "O Parvo".

De acordo com o vosso comunicado do dia 17 de Dezembro referente ao pronunciamento da Sr. Ministério da Educação que versava sobre o corte de bolsa para estudantes que estão  além do prazo que confere o termino do curso.

Eu gostaria de congratular com essa posição uma vez que o país já não tem meios de arrecadação de receita, porém, manda os estudantes ao estrangeiro, mesmo com todas as dificuldades dá para estudar, mas o que se vê no Brasil país onde estudo é que muitos não estudam preferem baladas "festas" e temos situação de estudantes que já terminaram, outros jubilados e estão fazendo faculdade privada, porém todos recebem bolsa do governo.

Eu penso que o Governo ao serviço do Ministério da Educação, poderia entrar em contacto com as Universidades onde existe estudante bolseiro por meio das embaixadas e pedir o ano de inicio do curso e prazo de conclusão e organizar e regularizar e se a medida for corte bolsa a todos aqueles que estão em situação irregular, assim o governo fará, para talvez contribuir algo para o nosso povo que está na penúria (fome).

Por Outro lado quer somente ressaltar que segundo o jornal a Sr. Ministério da Educação falou de 6 messes de bolsa pagos mas até o presente momento só recebemos 3 meses, gostaria que o jornal confirmasse junto ao ministério que são 3 meses e não seis a não ser se já há outra transferência por vir.

  Ilunilson Fernandes

Aluno cursando Ciências Sociais UFSCAR 20005

 

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