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Opinião “A cunha”
Vivemos num país de “ cínicos e falsos moralistas” e não só, mas é pelo menos essa a primeira conclusão que se chega quando se questiona sobre “a cultura do pequeno tráfico de influências na sociedade são-tomense”. A grande maioria das opiniões revela tolerância a “cunha” praticada pelo “cidadão comum”, considerando esse recurso “um dever” se for para ajudar um familiar ou amigo. Mas quando em causa estão os políticos eleitos a tolerância passa ou deveria passar pela condenação. O problema começa por ser de enquadramento social, uma cultura de desresponsabilização e de aceitação passiva das influências, isto deve-se ou facto dos são-tomenses não serem existentes a avaliar os políticos e ser dos povos mais complacentes na sua auto-avaliação, como se a honestidade só se aplicasse aos outros e pudesse ser uma questão de grau. Que haja um ditado que como “uma mão lava a outra e as duas lavam a cara” é a demonstração de como se trata de algo enraizado na nossa cultura. Nisto não estamos sozinhos. É a cultura das sociedades africanas. E que os nossos parceiros europeus e mesmo africanos olham depreciativamente. Mas outros têm sido francamente mais activos e corajosos no combate à situação, como se tem visto em país irmão. Onde temos falhado? Em primeiro lugar na simplificação dos procedimentos e na transparência da administração. Quanto mais complicadas são as regras, maiores os interstícios que ficam ao arbítrio de quem tem que as interpretar e decidir sobre a sua aplicação. É de senso comum que os cidadãos nacionais fazem frequentemente menos do que a ética exige e mais do que a lei permite, no final o proveito próprio parece falar mais alto. Se os primeiros requisitos são simplificação e transparência, o segundo é uma justiça que funcione. Que seja rápida e eficiente que seja capaz de identificar e punir os culpados. Com investigações que se vem a verificar serem eficazes para que a sociedade come-se a interiorizar que o crime tem castigo. É defender que o caminho passa por aprovar medida forte do lado da prevenção e outra do lado da repressão, a questão da prevenção não é uma questão de polícia, mas sim de gestão de riscos de conflitos de interesses e de oportunidades. Em terceiro lugar os governantes são os principais responsáveis pela ineficácia ao combate a fraude e evasão fiscal em são tome e príncipe. Da agenda governamental que um governo deve pautar: combate ao desemprego, saúde, crescimento económico, combate a corrupção, educação segurança, défice e despesa pública, ambiente, imigração. Em que posição por ordem de prioridade está a corrupção? Deve haver uma estratégia global de combate á corrupção na administração pública. Há funcionários no sistema que, exactamente pelas funções que desempenham, deviam identificar casos suspeitos e mesmo concretos de apropriação ilícita. O facto é que não o fazem. A dimensão da ostentação e do enriquecimento ilícito são levados a cabo de forma sistemática. E não tem havido estratégia e vontade politica no sentido de apurar os factos e pedir que se declare e saber a proveniência desses mesmos bens. O País tem que ser mais activo na luta contra o suborno de funcionários públicos nas transacções económicas internacionais nos sectores público e privado. Creio que o discurso da dupla insularidade e de lamentações da injustiça por estar desenquadrado face a realidade quotidiana no arquipélago finde. A estratégia deve passar por transformar o que constitui problema para a região do príncipe, em solução obviamente requer alguma mestria. A verdade é que “todos e cada um de nós” deveria e poderia fazer mais. SãoTomé e Príncipe ( 1975 - 2008 ) I Oh SãoTomé e Príncipe!... O esplendor e o ardor que tinhas No passado quando a Terra era “deles” Ou seja, durante o período colonial Extinguiram-se no presente Após à independência total Agudizando-se, cada vez mais, Sempre que se substituam governos Como se extingue uma chama Ou nuvens que os raios do sol Derretem em menos de um segundo E que a alma dos chamados colonos Contestam, mas repudiam sorridentes II Oh SãoTomé e Príncipe! Terra do Rei Amador e Yon Gato! Vivestes num jardim de sonhos Onde o aroma do “pão” Perfumava todos os “casebres” Sem reservas e sem discriminação Da cor política inexistentes naquela época Senão trabalho sério, honesto e duro Que manteve o país e o povo Durante cerca de 5 séculos Na auto-suficiência alimentar E no equilíbrio económico e social. III No presente, os afagos que vêm Do multipartidarismo hipócrita, E outros suspeitos falsos Destacando o “por amor a Terra”, “Governo de missão” etc, etc. Arrasta o povo aos tumultos Desta vida irreal – a desilusão – Imposta pelos políticos da terra Que se servem da independência Em vez de servi-la com amor Da qual teu coração prestava culto Como direito inalienável da “maioria” Sob o “standard” de uma só bandeira: - Unidade Nacional – IV Hoje, porém, quem viu a ingratidão Mais cruel e mais atroz Nas últimas três décadas Na Guiné, em Angola e Moçambique Tanto sofrimento, tanta luta e sacrifício Diria, certamente, em alta voz: “Valeu a pena a pobreza, miséria e dor, Umas chicotadas” físicas e psicológicas E uma aragem quente da ditadura Semelhante as do massacre de Batepá Destacando as operações “militar/ninjas” Ocorridas, recentemente, no País Mas nas maravilhas da fé e da esperança Que embriagam o povo de S.T.P. Armindo Cardoso (Lisboa, Abril 2008) |
A fila de “tachos”
Ano Judicial/08 abre com atraso recorde e OGE/08 apreensivo ao 2º “chumbo” parlamentar
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07- Cientistas americanos vão divulgar resultados da investigação dos cogumelos são-tomenses
06- Mais uma medalha de ouro e de prata na minha carreira desportiva e para todos os são-tomenses
1º de Maio/2008 sem aumento salarial anuncia mais aperto de cinto aos trabalhadores são-tomenses
Seis novas perfurações em quatro blocos de exploração da ZDC começam em 2009
Debate: trocar d’óculos a TVS!
Lucinda Martins diz que TAP em STP discrimina seus passageiros
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