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QUEM
BENEFICIOU COM A VENDA DAS ACÇÕES
DA ENCO À SONANGOL?
O
País 13-07-09. A
ENCO é uma empresa estratégica por ser
a única importadora de combustível para
todo o País. Quando foi transformada em Sociedade
Anónima, as autoridades de então tudo fizeram
para que o Estado São-Tomense fosse accionista
maioritário (51%), de forma a poder ter força
para escolher as fontes de aprovisionamento de combustível
por um lado, e por outro, ter o controlo do preço
aplicado ao público como forma de evitar grandes
repercussões no nível de vida de uma população
altamente carenciada, pobre sem futuro.
Agora, com a venda à SONANGOL das 3500 acções, das 5100
que o Estado São-Tomense detém na Empresa Nacional de Combustível
e Óleo, a petroleira pública angolana passa a ter o controlo total
da distribuidora estatal são-tomense num negocio que para muitos observadores
isentos não foi transparente, onde tudo já tinha sido preparado
previamente por algumas personalidades influentes do regime actual através
de estruturas intermediárias (cujo a função não era
indispensável por se tratar de um bom e estratégico negócio,
cobiçado pela GALP e outras petrolíferas estrangeiras) com ligações
com altas figuras do actual Governo, o que leva a suspeitar acto de corrupção
e tráfico de influência.
A SONANGOL sempre esteve interessada no controlo da ENCO e o que aconteceu agora,
encontrou um Governo favorável às suas intenções
e que lhe garantiu as melhores condições no negócio. Ela
já tinha% das acções e sempre se interessou em adquirir
mais.
De recordar que dos 35% das acções do Estado à petroleira
angolana não foi objecto de um concurso público internacional,
caso fosse através de um concurso transparente poderia ter forçado
a SONANGOL pagar aos cofres do estado para alem dos 32.000.000,00 USD desembolsados,
dos quais estavam previstos, 10.000.000, 00 USD para a ENCO pagar a SONANGOL
(da divida da EMAE com a ENCO) o que não foi feito; a EMAE só conseguiu
pagar à ENCO cerca de 3.000.000,00 USD e sendo os restantes 22.000.000,00
USD passados directamente ao Estado São-Tomense.
O que ainda é mais grave é que em certos circuitos da capital são-tomense
já é voz corrente, fala-se de negócio de corrupção.
Especula-se que cerca de 7 altos dirigentes terão sido subornados com
mais de 3.000.000,00 USD para a concretização do negócio
da venda dos 35% das acções do Estado dentro da ENCO o que retira
credibilidade e confiança total ao actual executivo, que pretendia restituir
a confiança ao cidadão.
Caso isso for verdade, os verdadeiros beneficiários desta alienação
seriam alguns indivíduos anti-nacionalistas, pouco patrióticos
e corruptos que preferem pôr em primeiro lugar os seus interesses particulares à frente
dos interesses de uma nação que deve ser soberana.
É
necessário que um dia se conheça as verdadeiras razões da
venda precipitada e silenciosa das acções do Estado na ENCO sem
concurso público e que quem de direito tome as acções correctivas
necessárias para voltar a garantir uma verdadeira autonomia económica
nacional no domínio de abastecimento de combustível para o País,
cuja soberania actualmente está perdida e comprometida. Tanto os corruptos
como os corrompidos devem der chamados à justiça.
Entretanto, foi assinado depois pelo governo chefiado pelo Rafael Branco três
acordos em finais de Janeiro sem concurso público internacional também
com a SONANGOL STP OFFSHORE Sociedade Anónima que compreende: Uma convenção
de concessões de ponto franco bunquer da SONANGOL; um relacionado com
aeroporto internacional de S.Tomé e Príncipe e outro relacionado
com o porto de Ana Chaves na cidade capital. A baixa do preço do petróleo
no mercado mundial e a revisão do OGE angolano podem estar na origem do
atraso para o início destes investimentos.
A Redacção
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