Oficial                            Contactos                             Multimédia                         Agricultura

 
   
 

 

Um de Junho leva Pestana às crianças de Monte Mário e Porto Alegre 

O Grupo Pestana em São Tomé e Príncipe, à semelhança de anos anteriores, distribuiu, aos mais novos em duas localidades santomenses, brinquedos e mesinhas que contribuiriam assim para uma tarde de Festa e Animação junto dos que foram homenageados neste dia especial das crianças. 

Pestana em São Tomé, levou às crianças da Escola Primária de Monte Mário e  da Escola Primária de Porto Alegre, alegria e muita cor com lanches, brinquedos e animação para a delícia de mais de 300 crianças visitadas no domingo.  

Estas acções visam certamente proporcionar às crianças santomenses momentos de alegria e animação num dia totalmente dedicado aos mais novos, preparando-se todavia para um ambiente mais entusiástico para os cerca de dois mil que se preparam para visitar São Tomé e Príncipe nos próximos dias. 

Ricardo Rodrigues, Director Comercial & Marketing do Grupo Pestana em  São Tomé e Príncipe, referiu-se a realização do tão aguardado voo charter trazendo milhares de pessoas, que virão conhecer o novo hotel, o “Pestana Equador” e as Ilhas Maravilhosas.

Em declarações à imprensa, Ricardo Rodrigues, director comercial do Grupo Pestana em São Tomé e Príncipe, adiantara que o Grupo Pestana está confiante em que muito brevemente seja resolvido o problema da ligação aérea da Europa com São Tomé e Príncipe (São Tomé – Lisboa e vice-versa), através mesmo também da STP/Airways».

O Grupo Pestana é o maior investidor actual em São Tomé e Príncipe, representando os empreendimentos em gestão e construção, um investimento superior a 35 milhões de euros.

 

 

 
   
 

 

Jornalismo 2008

                                Por Manuel Maquengo

Comunicação Social realiza Atelier e  cria Rede

O Ministério da Comunicação Social, Juventude e Desportos organiza desde segunda-feira, dia 30 de Junho, um Atelier de Orientação em População e Desenvolvimento que seguirá até sexta-feira, dia quatro de Julho, data em que se oficializará a Rede de Jornalistas e Comunicadores Tradicionais de São Tomé e Príncipe.

O Centro Nacional de Jornalistas está a ser representado pelos jornalistas Manuel do Sacramento Dias Maquengo e Adilson Castro, respectivamente, o Director Responsável pelas Bolsas e Formação e o Secretário da Associação Nacional de Imprensa, em representação por seu lado do Centro Nacional de Jornalistas de São Tomé e Príncipe.

De acordo com o Programa do Atelier que decorre desde segunda-feira na Biblioteca Nacional, Eugério Moniz, um dos facilitadores dirigiu os trabalhos do primeiro dia que versava obre a população e o desenvolvimento ( a Conferência de Cairo, a CIPD, riscos, perspectivas, outros e outros assuntos, enquanto se cria condições para a Rede em perspectiva. 

Preço dos Combustíveis

Primeiro Ministro não aceita a proposta de aumento da ENCO

O director da Empresa Nacional de Combustível e Óleos (ENCO) são-tomense, José Barbosa, anunciou para a semana passada o aumento de preços dos combustíveis, mas o Governo de Rafael Branco recusa os valores propostos por serem incomportáveis para a população.
José Barbosa afirmou que a ENCO já remeteu ao Governo uma proposta de actualização dos preços da gasolina, gasóleo e petróleo de uso doméstico, o que, no entanto, em declarações à agência Lusa, o primeiro-ministro são-tomense, Rafael Branco, afirmou que "o Governo não pode de maneira nenhuma aceitar estas cifras".
De acordo com o responsável da empresa, a gasolina que é mais consumida e actualmente vendida ao preço de 20.600 dobras (cerca de um euro) o litro, passaria a custar 30 mil dobras o litro (1,35 euros), o gasóleo aumentaria de 16.000 para 28.000 dobras (1,10 euros) e o petróleo doméstico sofre um aumento de mais de 110 por cento, de 8.000 para 18.000 dobras (mais 85 cêntimos de euro).

O chefe do Governo entende que "há toda a necessidade de se actualizar os preços dos combustíveis em São Tomé e Príncipe", mas considera muito "fora das possibilidades da  população santomense suportar este aumento avultado".
Rafael Branco admite vir a autorizar um aumento do preço dos combustíveis, mas remeteu essa decisão para depois da chegada do petroleiro angolano que abastece o país, que ainda não chegou ao arquipélago devido a atrasos em Luanda, de acordo com o responsável da ENCO.  Devido ao atraso do petroleiro, o país está há mais de seis dias praticamente sem petróleo de uso doméstico, o que está a provocar uma especulação nos preços pelos revendedores que têm algum stock e está a obrigar também as famílias a recorrer ao uso de lenha (madeira) para cozinhar.

"Em relação ao petróleo que temos, tendo em conta que não temos a certeza de quando chega o petroleiro, decidimos deixar o stock para abastecer os aviões", disse José Barbosa.
O último aumento do preço dos combustíveis efectuado pela ENCO aconteceu em Novembro, quando o barril do petróleo estava a ser cotado no mercado internacional a cerca de 100 dólares, estando actualmente a ser comercializado a 135 dólares.
José Barbosa disse ainda que a falta de actualização de preços está a provocar algumas derrapagens financeiras na única empresa de combustíveis do país, podendo agravar-se se o ajuste de preços não for feito nos próximos dias.
A ENCO é uma empresa de capital misto, tendo o Estado são-tomense 51 por cento, a angolana Sonangol 40 por cento e os restantes nove distribuídos para um grupo de pequenos accionistas.

P M renuncia nacionalidade portuguesa

Rafael Branco, o novo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, renunciou à nacionalidade portuguesa para poder assumir o cargo, rejeitando as acusações de "fraude constitucional".
Em declarações à Lusa em São Tomé, Rafael Branco reagiu às acusações garantindo ter renunciado à nacionalidade portuguesa antes mesmo de se apresentar como candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Contactado pela Lusa a partir de Lisboa, o embaixador português em São Tomé, Américo Madeira Bárbara, confirmou que Rafael Branco "efectuou todas as formalidades para renunciar à nacionalidade portuguesa".
O novo chefe do governo são-tomense afirmou ainda à Lusa "desconhecer" se existem membros do seu governo que são arguidos em processos crime.

"Se existem, deixemos que a justiça faça o seu trabalho, nós não vamos interferir", adiantou o chefe do novo governo de coligação tripartidária Partido da Convergência Democrática (PCD), Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD).
Perante as acusações que pendem sobre si, Rafael Branco diz que, "o senhor Patrice Trovoada sente-se muito magoado por ter perdido o cargo que conquistou através de um processo pouco convincente. Tem alguns compromissos pessoais que só podiam ser resolvidos estando no Governo e agora sente-se frustrado", acusou o primeiro-ministro e líder do MLSTP/PSD.
Patrice Trovoada afirmou, todavia, em entrevista à Lusa que o novo Governo chefiado por Rafael Branco é resultado de "uma fraude constitucional" e de "um assalto ao poder".
Acusara Branco de ser cidadão português, "o que faz com que constitucionalmente não preencha um dos requisitos fundamentais para o exercício do cargo que avidamente desejou".
O ex-primeiro-ministro, que exerceu funções apenas três meses, disse ter constatado que, no actual executivo, "há indivíduos que são pura e simplesmente arguidos, há indivíduos que integraram o Governo anterior que foram apelidados de incompetentes pelo actual primeiro-ministro, há ainda pessoas sob as quais pesam suspeitas sérias de corrupção e de aproveitamento dos bem de estado".
Patrice Trovoada recusou o convite do Presidente da República para a tomada de posse de Rafael Branco e seu Governo, em 21 de Junho por razões que ao mesmo assistem e não ficaram explícitas.
A crise política são-tomense começou com a queda do Governo liderado por Patrice Trovoada, presidente da Acção Democrática Independente (ADI), depois de ter sido aprovada no Parlamento, a 20 de Maio, uma moção de censura interposta pelo MLSTP-PSD, maior partido da oposição, e apoiada pelo PCD, que integrava o Executivo e, pelo que se verifica, o executivo de Rafael Branco goza dum momento de graça para que se estabeleça uma governação adequada para São Tomé e Príncipe.

Adiado pelo anterior governo, o executivo de Rafafel Branco ‘arca’ com o aumento do preço dos combustíveis situação já sentida desde novembro do ano passado.

 A Direcção da empresa que comercializa os combustíveis suspendeu o fornecimento de petróleo para cozinha em todo o país, alegou ter a ver com o atraso na chegada do petroleiro oriundo de Angola, ao mesmo tempo que exige o aumento imediato do preço dos os combustíveis. O Primeiro Ministro Rafael Branco, disse ter negociado com as autoridades angolanas medidas para evitar o aumento dos combustíveis no arquipélago.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   
     

Antes do trabalho jornalístico (Reportagem), abrimos espaço para a transcrição na íntegra das duas Notas de imprensa do Governo da República Democrática de São Tomé e Príncipe face a moção de censura votada no parlamento: Nota de Imprensa

Na sequência da Moção de Censura votada pela Assembleia Nacional, o Venerando Conselho de Ministros reuniu hoje (quinta-feira, dia 22 de Maio) extraordinariamente na sede do Governo, sob a presidência da sua excelência o Primeiro-Ministro e Chefe do Governo, Dr. Patrice Trovoada.

Durante a reunião, o Governo procedeu a uma análise profunda da situação gerada pelo voto da Moção de censura e a postura do Governo face aos imperativos Constitucionais aos quais está vinculado, à necessidade de garantir o regular funcionamento da Administração Pública e a continuidade do Estado.

Neste sentido, o governo tomou conhecimento com a profunda inquietação da compreensível atitude dos nossos parceiros, que poderão por em causa a execução de tarefas urgentes e inadiáveis, vindo a agravar ainda mais a vida das populações.

Assim, o Governo vem afirmar a plenitude das suas funções e atribuições no sentido de garantir a ordem pública, a segurança de pessoas e bens e a continuidade de todos os expedientes e processos em curso.

Para além disso, reconheceu a necessidade de apelar a calma e elevação de todos, nos debates e intervenções públicas quer dos agentes políticos quer da sociedade civil e dos populares em geral, de modo a que num clima de serenidade se possa encontrar uma solução duradoira para a crise política a que o País se encontra.

Finalmente, o Governo afirma a sua determinação em continuar a trabalhar com todas forças políticas, todos os patriotas e pessoas de boa vontade, de modo a que não sejam comprometidas ainda mais as aspirações do povo a uma vida melhor. São Tomé, 23 Maio 2008 Nota de Imprensa 

O Primeiro Ministro e Chefe do Governo Patrice Emery Trovoada, esteve reunido ontem (23 de Julho de 2008) com todos os Diplomatas em São Tomé e Príncipe.

Tratou-se de um encontro informativo, centralizado sobre a “Moção de Censura” apresentada ao Parlamento pelo MLSTP/PSD, maior partido de oposição, que originou a queda do décimo segundo Governo Constitucional.

O PCD – partido de convergência democrática que fez parte da coligação que sustentava o Governo tinha pequenos interesses, que não foi acatado por Patrice Trovoada, por isso contribuiu para deixar o elenco cair.

A boa relação existente entre o Presidente da República e o Governo vai permitir ambos encontrarem uma boa saída para crise.

O Governo vai continuar em função, implementando algumas acções correntes, inadiáveis e urgentes que estão inseridos no programa dentro do Orçamento Geral de Estado, até a decisão do Presidente da república que se encontra ausente do País.

Tem como prioridade: Manutenção da ordem, garantir a segurança das pessoas e bens, manutenção da Disciplina Laboral, reparação das infra-estruturas nas artérias da capital, melhoramento da Energia e iluminar a Capital.

Na área da Saúde, dar atenção a limpeza e saneamento do Hospital e melhorar o serviço de Dieta Alimentar e continuar com a assinatura do memorando de entendimento na comissão mista sobre a vinda dos médicos cubanos.

Quanto a educação garantir o pagamento de bolsas de estudo aos alunos do Brasil, Cuba e outros e criar melhores condições para os professores através de subsídios.

O Governo pretende também garantir subsídios e as pensões dos trabalhadores, o funcionamento dos tribunais e a assistência técnica e financeira aos pequenos agricultores, medidas de prevenção da crise alimentar e garantia de importação regular de alimentos e abastecimento do mercado.

Os Embaixadores manifestaram todo o apoio ao Primeiro Ministro Patrice Trovoada, incluindo os do Brasil, Guiné Equatorial, Portugal, Taiwan e Nigéria…

Feito em São Tomé 23 de Maio 2008

Assinado: Policarpo Freitas, Assessor de Comunicação e Imagem

Reportagem: O Primeiro-ministro ligou a queda do Governo à corrupção

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Emery Trovoada, revelou, quarta-feira 21 de Maio, que pessoas ligadas aos partidos que votaram a favor duma moção de censura contra o Governo no Parlamento, estão envolvidas em casos de corrupção e desvio de dinheiros públicos, pelo que quiseram fazer cair o Executivo para "perpetuar a impunidade".

Segundo a Agência Panafricana de Informações, Trovoada, cujo Executivo havia sido empossado em Fevereiro último, explicou que os reais motivos que conduziram à destituição do seu Governo estão ligados a casos de corrupção.

"Depois de assumir funções, dei ordens para que se procedesse a auditoria em alguns sectores do Estado. O departamento de Inspecção e Auditoria das Finanças (AIF) detectou anomalias, algumas delas graves, de pessoas que devem avultadas somas ao Estado e nunca pagam, deputados e ex-ministros que desviaram fundos públicos, há caso de concursos públicos adulterados ou de adjudicações de obras na base de luvas", declarou o primeiro-ministro demissionário.

De acordo com Trovoada, as anomalias foram detectadas nos departamentos governamentais que eram dirigidos por elementos ligados ao Partido da Convergência Democrática (PCD, no poder) e do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD, oposição), que juntos aprovaram terça-feira a moção de desconfiança contra o Governo.

Patrice Trovoada não precisou se vai, nos próximos dias, entregar os resultados da auditoria e inspecção financeira ao Procurador-Geral da República ou se vai deixar que o próximo Governo o faça, mas esclareceu outras causas que levaram à queda do Executivo.

"Sempre disse que este Governo não iria repartir tachos, pelo que muita gente colocou-me logo na lista dos alvos a abater, depois em apenas três meses o Governo conseguiu recuperar a imagem do país junto dos nossos parceiros de cooperação que manifestaram a vontade em investir avultadas somas em São Tomé e Príncipe", sublinhou.

Citou os exemplos da Líbia, de Portugal, da Nigéria e da Guiné Equatorial, afirmando que "estàvamos a introduzir na governação uma cultura de transparência e de resultados, o que deixou muita gente furiosa e incomodada".

O chefe do Governo destituído considera, por outro lado, que os argumentos apresentados pelos deputados do PCD e do MLSTP para fazer cair o Executivo "são infundados, ridículos e não correspondem à verdade".

"O PCD estava a perder a sua influência dentro da coligação, esta é a verdade. Tenho vergonha da nossa classe política. Este povo não merece os dirigentes que têm, muitos deles autênticos delinquentes políticos, indivíduos que só querem sugar o pouco que ainda há nos cofres do Estado", denunciou.

O PCD retirou terça-feira a sua confiança política no chefe do Governo de que também faz parte, em resultado duma aliança tripartida entre este e a Acção Democrática Independente (ADI) de Patrice Trovoada com o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM).

Trovoada afirmou que o facto de aquele partido se ter aliado à oposição para fazer cair o Governo o exclui automaticamente da coligação governamental.

"O PCD destruiu a coligação. Apresentar uma moção de censura contra o Governo é normal, mas não informar os parceiros de coligação do que se vai fazer e lançar acusações infundadas é ridículo. O PCD não foi sério, foi covarde, pelo que consideramos que o partido já não faz parte da interpartidária. O povo não pode continuar refém de jogos políticos, de pessoas com sede do poder e que querem continuar na impunidade" sentenciou.

Embora a decisão de formação de um novo Governo ou a convocação de eleições legislativas antecipadas sejam da responsabilidade do Presidente da Repúbliica, Fradique de Menezes, Patrice Trovoada já fez saber que o seu partido se recusa a participar num Governo com o PCD.

"O PCD, pela sua atitude, revelou que tem um entendimento político com o MLSTP/PSD, eles se quiserem que formem Governo", afirmou o filho do ex-Presidente da República, Miguel Trovoada (1991-2001).

O primeiro-ministro demissionário advertiu, entretanto, que actualmente não há espaço para outros cenários de entendimento entre as forças políticas e, apesar de reconhecer que eleições antecipadas são indesejáveis, disse que talvez seja o único caminho possível para minorar os efeitos da actual crise política em São Tomé e Príncipe.

PANA, Opiniões

Vários populares saíram à rua terça-feira em sinal de protesto, enquanto outros celebravam a medida tomada pelos deputados de votar a favor duma moção de censura contra o Governo, que implica a sua dissolução após apenas três meses no poder, a moção de censura ditou a queda do 12º Governo Constitucional do arquipélago, liderado por Patrice Trovoada, apresentada pelo principal partido da oposição, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD).

Alguns populares dizem que esta crise era inevitável, uma vez que o entendimento entre os três partidos que formam o Governo resultou do calor de uma anterior crise política que conduziu em Fevereiro passado à queda da equipa liderada pelo ex- primeiro-ministro Tomé Vera Cruz. Mas, um jurista são-tomense Kelve Carvalho, observador atento da política das ilhas, considerou que  "o povo não merece ver adiada uma vez mais as suas esperanças e, de uma certa forma prostituída a soberania que nele reside e foi delegada e confiada aos que agora traem tal confiança".

Disse que "espectáculos" como a moção de terça-feira só provam que os políticos "esqueçeram a nação e estão perdidos numa teia de politiquices de cordel, baseada em interesses individuais" que leva o povo a perder a esperança e força para lutar" pelo desenvolvimento.

Outros observadores apoiam a queda do Executivo, alegando que isto poderá dar lugar a eleições legislativas antecipadas, uma oportunidade para "o povo que está mergulhado na miséria também comer algum dinheiro, resultante dos “banhos” que são dados pelos políticos durante as campanhas eleitorais".
Outros dizem ainda que a queda do Executivo e possíveis eleições antecipadas permitirão clarificar o regime político, uma vez que "os até agora forjados pactos e coligações resultaram sempre em desilusão e em fracasso graças a interesses pessoais e de grupos que sempre se sobrepuseram aos interesses da nação", dizem. 

Trovoada defende a realização de eleições legislativas antecipadas como única solução para resolver a crise política, segundo TelaNom

Numa conferência de imprensa, convocada 24 horas depois do derrube do governo,  Patrice Trovoada (na foto que Tela Nom publicou) chamou a imprensa para defender a realização de eleições legislativas antecipadas, uma vez que não há clima para arranjos políticos no parlamento.

Patrice Trovoada considerou a queda do seu governo como uma forma encontrada pelos partidos políticos para travar a sua campanha de luta contra a corrupção. Segundo Patrice Trovoada, o seu governo foi ameaçado para não continuar com as acções de luta contra a corrupção. O executivo estava a inspeccionar as contas de diversas empresas públicas, situação que mexia com várias sensibilidades.

Trovoada deixou entender que a operação anti-corrupção estaria na base do travão ao seu executivo no parlamento. «Muita gente veio aconselhar ou a ameaçar o governo para não entrar neste capítulo. Nós dissemos que esta é a nossa responsabilidade. Não procuramos saber de que partido são as pessoas. Quem realmente cometeu falhas terá que responder. Mandamos fazer inspecções em alguns sectores. Os resultados das inspecções vão seguir trâmites normais. Não há aqui perseguição. Há simplesmente o controlo da gestão do negócio público e quem terá que responder vai responder. Nalguns sectores já temos resultados. Saúde, finanças, obras públicas, anunciou o Chefe do Governo que não revelou os nomes dos alegados implicados em casos de corrupção que estavam a ser investigados.

Quanto a situação política, o Primeiro Ministro não tem dúvidas que já não há espaço para negociações com vista a encontrar um substituto para ele. «O Presidente da República irá avaliar. O meu sentimento pessoal é de que não há clima para mais arranjos no parlamento, porque nós demos um mau exemplo de democracia. Eu não quero que o povo fique com o sentimento de que os políticos estão sempre em jogadas para se manterem. Eu acho que seria um mau exemplo nós continuarmos com arranjos que toda a gente sabe que não tem sustentação», declarou Patrice Trovoada. 

Na conferência de imprensa em que respondeu à algumas acusações que lhe foram feitas no hemiciclo parlamentar, Patrice Trovoada, disse que caberá ao seu partido a ADI, avaliar se há condições para manter o acordo de incidência parlamentar assinado com a coligação MDFM-PCD, vencedora das eleições. «O partido vai ter que analisar se o interesse do partido e do país é de continuar ou não nesta coligação. Sou um político e estou disposto para todos os combates que vierem e que tenham a ver com a defesa dos valores que acredito e o bem do país», precisou. 

Irritado com a violência do debate parlamentar, Patrice Trovoada, disse que ele foi praticamente fuzilado pelos deputados, conforme a leitura do Site assinado pelo nosso colega Abel Veiga. O Chefe do Governo, adiantou também que os deputados pareciam animais que estavam a devorar um pedaço de carne, até sugar os ossos. Para além do MLSTP/PSD, os líderes do PCD foram indicados como tendo comportamento bastante negativo. «Eu só acho que alguns dirigentes do PCD tiveram um comportamento bastante negativo que não serve os interesses do PCD e de todo o grupo chamado da mudança.  

Entre esses responsáveis estão o senhor Albertino Bragança, Presidente do partido PCD/GR, entre outros que falaram no Parlamento embora reconheceu as muitas e valiosas contribuições que saíram do hemiciclo parlamentar. 

Patrice Trovoada gasta 96 milhões de dobras/mês (só) em gasóleo do Estado, disse o Parvo

A maioria dos políticos da “mudança” está com muita pressa para usufruir dos bens do Estado a qualquer custo. O primeiro-ministro, Patrice Trovoada foi acusado na Assembleia Nacional de ter estado a usufruir seis mil litros mensais de gasóleo gratuitos do Estado, orçado em mais de 96 milhões de dobras. Um dólar custa 14 mil dobras e 1 euro equivale a 24 mil dobras, disse Parvo, um quinzenário noticioso santomense.

O Parvo que ilustra as suas informações com sátiras e comentários políticos, apresentou Trovoada como sendo um morcego pendurado num ramo enquanto incita os membros da coligação para irem a luta e o contra-ataque e encontra a resposta dos principais opositores com um elástico prontos a disparar contra o Chefe do Executivo que, em último caso, terá apenas que levantar o voo. De contrário, no nosso entender, terá que enfrentar a turba que se encontra mesmo debaixo dos suas asas. O papapel da contra-informação a ter aqui o seu lugar de preferência pública.

O Primeiro-Ministro explica o caso do gasóleo do Estado

Os seis mil litros mensais de gasóleo do Estado servem para iluminar a residência do Chefe do Governo, entre outros, é o que se apurou das palavras do Chefe do Executivo bem como de alguns outros mesmo sem energia na zona de Lobata. O Primeiro Ministro não respondeu na hora a denúncia feita pelo deputado Carlos Tiny, segundo o mesmo por não querer responder a tudo quanto é levantado sem ter alguma avaliação prévia das consequências do sua resposta. Respondeu à sua maneira: “…cargos políticos têm regalias. O Estado tem deveres a cumprir…, pois o Estado não me dá casa; não me dá mobília; não me dá alimentação para a minha segurança e não me dá água... O Primeiro Ministro tem direito a electricidade e o Estado está a cumprir as suas obrigações. Referiu: Não estou a violar a lei.  A história do gasóleo pode estar mal contada, realça o Parvo. Não se acredita que seja somente Patrice Trovoada a usufruir de tanto combustível gratuito. Cabe-lhe agora, antes de se ir para casa, mandar listar todos os nomes que vêm beneficiando do combustível gratuito do Estado. Se o Estado tem obrigações com o chefe do Governo, esse dever tem limites em salário, bens móveis e imóveis e demais mordomias, regulados por lei, conforme os deputados fizeram saber ao chefe do Governo.  Praia das Conchas que dista mais de 15 quilómetros da cidade de São Tomé é onde vive actualmente o Chefe do Governo e, segundo repisou Parvo, não dispõe de uma rede eléctrica da EMAE.

 

   
     

Labor sociedade de noticias

     ©  todos os direitos reservado de grupo labor           2007/2008