Maio 2008  labor sociedade de noticias  S.Tomé e príncipe     /S.Tomé   2007/2008    
 
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Fradique acertou e acabaram-se as negociatas   

O Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Fradique Bandeira Melo de Menezes, acertou, pelo menos desta vez, na perspectiva de muitos observadores políticos atentos, quando ouviu o Conselho do Estado e assumiu o cumprimento, na perspectiva dos mesmos analistas, dos pressupostos constitucionais que o País pôs nas suas mãos para marcar mais estes cinco anos do seu mandato presidencial à texta da jovem nação santomense. 

Recorde-se, o estadista santomense foi forçado a regressar ao país durante um périplo que o levaria, com a anuência da augusta Assembleia Nacional, à Taiwan, Itália e outros, para vir resolver a situação da crise que envolveu São Tomé e Príncipe nos últimos dias, deixando a imagem de um país ingovernável e a de um pai que quando se ausenta do país deixa ocasião para os filhos fiquem com a casa alheia. Fradique voltou, ouviu todo o país, ponderou, discerniu, optou e decidiu. 

O XIII Governo Constitucional, segundo alguns analistas políticos, foi bem escolhido, quando envolve personalidades e individualidades distintas e que já de há um bom tempo à esta parte tem manifesto interesse em ajudar o país a encontrar uma saída airosa para toda a situação de crise que o afecta há longos anos. Deixa assim de negociatas que, na perspectiva particular do próprio líder incontestável da Nação Santomense, vai levar a bom termo o país e deixar os dez anos do seu mandato com o orgulho (re)conquistado.

 

   

Impasse político prolonga a crise

 Delfim Neves para Vice - Primeiro Ministro ?

 Até que seria bom – Diz a opinião pública 

Informações dos bastidores da política santomense dão conta que o antigo ministro das obras públicas e urbanismo, Delfim Santiago Neves, é proposto para o cargo de Vice- Primeiro Ministro no novo executivo a ser criado, o que, para tal, realça a sua figura enquanto Ministro diferente em todos os seus termos, quando atirou Jorge Amado, um pouco a imagem do que não se vê luta sem honra. 

Está em vias de formação o XIII Governo Constitucional da República, em face do qual São Tomé e Príncipe vence mais uma etapa da sua jovem democracia. Poderá ser organizado pelo MLSTP/PSD que assume a chefia e logo chegar-se a um elenco  que também não tenha sustentação parlamentar. O  antigo pelouro das Infraestruturas é figura de realce apontada pelo próprio partido, PCD/GR, para ocupar o referido cargo que, ao que parece, não é da simpatia de muitos. O que está a ser muito bem digerido pelos sociais democratas do PSD/Partido Social Democrático é a busca de consenso que ainda não deu sinais sérios para sair da crise.

Não há fumo sem fogo. Alguma coisa existe. Nem sempre o que parece é, pelo que o Notícias aguarda a reacção de alguém, que venham informações fidedignas para permitir-nos  prestar um melhor serviço noticioso aos estimados leitores e amigos. Alguém poderá emitir para esse jornal um desmentido que corra tão veloz para desarrumar a carga psicológica por vezes infundadas.  

A dissolução inicialmente prevista de dois ou mais partidos e da Assembleia Nacional é o que se aventou como hipótese também enquanto o Presidente Fradique de Menezes fazia os contactos interpartidários, partiu para libertação do País de qualquer para sacudir a crise. O MDFM dissociara-se do ADI. E no entanto, à luz dos acordos que acabaram em parceria, agora pronunciam-se em uníssono que abandonarão o Parlamento,  abrindo assim mais uma brecha na já tão conturbada luta pela escolha de novos dirigentes para os próximos tempos.

O Dr Patrice Trovoada veio publicamente manifestar estar de acordo com a posição defendida pelo MDFM/PL de não dar  sustentabilidade parlamentar ao elenco que sai do arranjo político MLSTP/PSD e o PCD/GR.

 

Rafael Branco Com(Venceu) e reassumiu a legitimidade  

O novo Primeiro Ministro da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Joaquim Rafael Branco, foi nomeado semana passada e empossado no passado sábado com toda a equipa do seu elenco governamental.

A jurista Elsa Pinto, empossada para o cargo de Ministra da Defesa, é um dos nomes polémicos desse governo que, no entanto, tem dois outros nomes contrapostos tais como o Dr Arlindo Carvalho, PCD, e o Dr. Justino Veiga, MDFM, já demitidos de governos antecessores.

Raul Cravid, ex-ministro das Finanças no Executivo de Patrice Trovoada mantêm-se na governação embora com uma nova pasta.

Carlos Tiny  e Agostinho Rita deixam assim o “deserto” pelos quais os dois têm andado há bastante tempo, certamente a se redimirem de dois grandes ou pequenos pecados, à saber, um a polémica para com famílias possuidoras das terras de São Marcos em Almeirim e o outro da falência inexplicável do Banco Comercial do Equador, respectivamente.

Necessário é, que tanto o líder deste governo como os seus membros deverão rapidamente ajudar a população a lutar pela sua subsistência, conforme o repto lançado logo após a tomada de posse de Rafael Branco, referindo-se  a crise alimentar, um problema à combater.

 A LISTA DO GOVERNO

 MLSTP/PSD

1.- Rafael Branco, Primeiro – Ministro e Chefe do Governo;

2.- Elsa Pinto, Ministra da Defesa nacional,

3.- Carlos Tiny, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades;

4.- Jorge Bom Jesus, Ministro da Educação e Cultura;

5.- Celestino Andrade, Ministro do Comercio, Industria e Turismo;

6.- Ângela Viegas, Ministra do Plano e Finanças;

PCD

7.- Benjamim Vera Cruz, Ministro das Obras Públicas, Infra-estruturas, Transporte e Comunicações;

8.- Arlindo de carvalho, Ministro da Saúde,

9.- Maria de Cristo de carvalho, Ministra da Comunicação Social, Juventude e Desporto;

10.- Xavier Mendes, Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas;

MDFM/PL

11.- Maria Tomé, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Família;

12.- Raul Cravid, Ministro de Administração Interna, da Administração do Território e Protecção Civil;

13.- Agostinho Rita, Recursos Naturais, Energia e Ambiente;

14.- Justino Veiga, Ministro da Justiça, reforma de Estado, da Administração Pública e Assuntos Parlamentares;

 

 

   
         
 
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