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Um de Maio O
trabalhador e o Sindicato com o olhar nos salários
O
secretário-geral
do
Sindicato de Trabalhadores da Função Pública, Aurélio Silva, disse que
caberá elaborar um documento de base para ajudar o País a sair do fosso
em que se encontra e assim solucionar os problemas financeiros com que
se depara, um destes problemas o salarial.
Portanto,
teria dito Silva, há necessidade de elaboração de um documento
técnico-económico que tenha por objectivo discutir com o governo a
sustentabilidade de várias opções alternativas. Esse documento ainda não
existe, e haverá necessidade de ele ser discutido amplamente partindo de
um Conselho da Concertação Social mais alargado e abrangente.
Em relação
ao aumento salarial na função pública, para já, não é da
responsabilidade do STE, pois o sindicato da função pública e o dos
jornalistas não têm tido assento no Conselho.
O
secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Costa Carlos
também frisou o facto: dizendo claramente que nós não temos memória de
nenhum país que se faça à custas das pessoas. Portanto, se o país tem
que tomar medidas restritivas é para o desenvolvimento, mas o
desenvolvimento não é para excluir ninguém.
A criação de
uma cesta básica já se encontra na agenda do executivo de Patrice
Trovoada, onde os produtos que dela farão parte ninguém ponha as mãos,
em termos de aumentar os preços sem que o governo soubesse. Portanto, há
uma série de medidas que podem ser tomadas sem que fiquemos apenas
amarrados a uma mesma massa monetária. Porque honestamente, argumenta
Costa Carlos, aumentar o salário da forma como as coisas estão sem tomar
outras medidas, daqui a mais uma semana, voltaremos outra vez a pedir o
aumento de salário, especificou na altura.
Os
são-tomenses já apertaram muito o cinto, disse um outro economista, à
saber António Quintas, empresário Gerente da Firma Quintas & Quintas,
que acrescentou ser possível um aumento salarial em São Tomé, quando o
país for capaz de aumentar a sua produção interna e a consequente
exportação dos seus produtos.
Uma das
hipóteses levantadas por Aurélio Silva é que, em vez de o governo
aumentar o salário base, que serve de ponto de referência da massa
monetária analisada pelo FMI, as autoridades poderiam reforçar o salário
variável do funcionário.
O certo é
que tanto no pacote de medidas para ajudar a resolver os problemas com o
reduzido salário que se recebe hoje e o elevado custo de vida no país, o
STE e as centrais sindicais com assento ou sem assento no Conselho de
Concertação Social concordam quando dizem que há outras possibilidades,
além do aumento salarial para resolver os problemas dos trabalhadores
são-tomenses.
Isto
passaria pelo controlo dos preços tanto dos alimentos de primeira
necessidade, bem como das elevadas taxas de luz e energia pagas
actualmente.
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