|
Vencer a crise alimentar é uma aposta nacional
Teodorico Campos
Presidente da FENAPA/STP, ao sair do Encontro esta semana
com Rafael Branco.
O Presidente da FENAPA/STP – Federação Nacional das Associações dos
Pequenos Agricultores, Teodorico Campos encontrou-se
segunda-feira, dia 18, com o Chefe do Governo Santomense, o
Primeiro Ministro Rafael Branco, com quem trocou informações
e recolheu subsídeos importantes para o sector do qual,
disse ele, este Governo tem os seus olhos atentos para
observar o evoluir e ajudar a desenvolver.

Teodorico Campos enalteceu também o Ministro da Agricultura, de
quem teceu elogios quanto ao seu modo de proceder e da
atenção que este tem dado ao sector que ele dirige, enquanto
líder de uma organização sectorial.Os nossos dirigentes
estão a dar provas à população de que são credíveis e
patriotas.
Existem sinais
evidentes de que o excutivo doDr Rafael Branco vai dar
atenção e apoio aio sector agrícola como uma das formas que
o país tem para debelar a situação de crixzse alimentar que
grassa pelo mundo fora e que os agricultores santomenses
estão bastante empenhados em contribuir, terá dito aquele
responsável. Os efeitos da crise alimentar será pouco
sentido se consumirmos mais os produtos nacionais produzidos
no país.
Japão ajuda o governo são-tomense a debelar a
crise

Mais de 20 mil sacos de arroz,
foram entregues ao estado são-tomense a semana, negociados
como se informa pelo primeiro executivo de 2008, no quadro
de mais acordo assinado com o governo japonês, que oferta
esses milhares de sacos de arroz mais um acordo para
prolongar a ajuda alimentar até 2009
O acordo assinado no Ministério
dos Negócios Estrangeiros pela então representante do
Ministro dos Negócios Estrangeiros, à saber, Elsa Pinto, em
substituição do titular da pasta ausente do país, e o
embaixador do Japão para São Tomé e Príncipe com residência
no Gabão, avaliado em 450 biliões de dobras.
A parte japonese manifestou
interesse em utilizar o fundo de contra-partida resultante
da ajuda alimentar ofertada a São Tomé e Príncipe para
desenvolver projectos de apoio ao desenvolvimento das
comunidades, nomeadamente nos domínios da saúde, educação e
pescas.
O consumo do arroz não para de
aumentar em São Tomé e Príncipe, ao ponto do débil sector
privado nacional não ter capacidade suficiente para dar
resposta a grande procura. Situação que gera roturas do
stock e o aumento do preço do produto. Muito dependente do
arroz, o são-tomense enfrenta dificuldades enormes com a
rotura do stock, uma vez que a escassez do arroz provoca a
inflação de todos outros produtos alimentares.
A ministra da defesa nacional, em
representação do seu colega dos negócios estrangeiros,
reconheceu que a crise alimentar está muito perto. «A
crise alimentar esta muito próxima de nós e esta ajuda que o
Japão vem dar a STP será um balsamo para as nossas
preocupações», afirmou Elsa Pinto, informações
veiculadas pela nossa congénere Tela Nom e com a assinatura
do renomado jornalista, Abel VEiga.
Após a suspensão da ajuda
alimentar, por causa dos sucessivos escândalos financeiros
registados no antigo gabinete de gestão da ajuda
externa(GGA), até o momento sem qualquer consequência
judicial, o reino do Japão decidiu retomar a ajuda alimentar
a favor do povo de São Tomé e Príncipe, a luz da crise
alimentar que ameaça o planeta terra.
Preocupado com as consequências
dessa crise na vida de um povo que já não suporta o fardo da
pobreza, o governo japonês preferiu dar mais uma
oportunidade aos dirigentes são-tomenses de se mostrarem
dignos perante a nação. O donativo de 20 mil sacos de arroz,
correspondentes a 2 milhões de dólares norte americanos, vem
evitar a constante rotura do sctok do produto no mercado
nacional, e o consequente aumento do preço
O embaixador do Japão em São Tomé
e Príncipe, com residência na capital gabonesa, anunciou a
ajuda alimentar, que estava suspensa desde o ano 2004,
altura em que se explodiu um dos maiores escândalos
financeiros do país, envolvendo vários milhões de dólares
resultantes da ajuda alimentar ofertada pelo Japão. Sensível
ao sofrimento da maioria da população são-tomense que não
viu os proveitos do fundo de contra-partida criado pela
venda do arroz ofertado pelo reino nipónico durante vários
anos, as autoridades japonesas, decidiram avançar mais uma
vez com o gesto de solidariedade, no sentido de evitar que a
mesma população sofredora seja esmagada pela crise alimentar
que cresce no mundo.
Apesar da justiça são-tomense, ou
melhor dos tribunais são-tomenses, ainda não terem
conseguido esclarecer o escândalo financeiro de milhões de
dólares que deveriam ser aplicados em projectos de luta
contra a pobreza no arquipélago, cerca de 4 anos depois,
Japão decide avançar com mais um carregamento de ajuda
alimentar, num total de 20 mil sacos de arroz, favor do povo
de São Tomé e Príncipe.
O director do comércio de São Tomé
e Príncipe, explicou que ajuda alimentar do Japão é
equivalente a 2 milhões de dólares norte americanos. O
impacto sobre o mercado nacional é positivo. A direcção do
comércio garante tranquilidade do stock durante os próximos
9 meses. «Temos um consumo de 6 mil toneladas de
arroz por ano. Temos aqui o equivalente a 2/3. Portanto
temos arroz para 9 meses isso melhora substancialmente o
stock nacional», declarou o director do comércio
Jorge Bonfim.
Numa altura em que o preço do
arroz no mercado são-tomense já ultrapassou 15 mil dobras o
quilo, a ajuda japonesa poderá aliviar a pressão sobre o
mercado. Segundo a direcção do comércio o preço de venda do
arroz ofertado pelo Japão deverá ser definido pelo conselho
de ministros.
|