Abril 2008  labor sociedade de noticias  s.tome e príncipe     /s.tomé   2007/2008    
       

Os próximos anos são decisivos para a solução do problema da electricidade  

São Tomé e Príncipe vai precisar de produzir e distribuir em média cerca de 100 MW de energia, de acordo com a projecção feita pelos técnicos da EMAE até 2020.

Agora é preciso ver a qualidades da rede de distribuição, o que, neste momento, constitui um dos principais constrangimentos que têm a ver com as perdas técnicas e não técnicas superiores a 30 por cento, devido ao estado da rede de média e baixa tensão e o elevado número de roubos e fraudes, justificam os técnicos da EMAE.

O engenheiro Faustino Neto, director técnico da EMAE, propôs «a construção de uma rede de média tensão para transporte e distribuição de electricidade».Há necessidade de se fazer um investimento considerável para a sua reabilitação e adoptar medidas para combater as violações.

O Governo espera tomar decisões em Setembro próximo, que permitam encontrar uma solução sustentável para o sector de energia. Para isso, vão ajudar os subsídios recolhidos na Jornada de Reflexão sobre a situação energética realizada em Bombaim sob a égide do Ministério dos Recursos Naturais, Energia e Ambiente, com a participação da Direcção dos Recursos Naturais e Energia e Empresa de Água e Electricidade, conforme noticiou a imprensa nacional.

  O Chefe do Governo, Rafael Branco, já convidou o Presidente da República, Fradique de Menezes, a colaborar na decisão que vier a ser tomada. O desafio, segundo fontes dignas de fé, será adoptar medidas imediatas que permitam estabilizar o fornecimento de energia aos consumidores até ao final deste ano e que as mesmas se enquadrem num programa estratégico ou num Plano Director para responder às necessidades futuras.

 

   

 Dinheiro do Petróleo 

56 milhões de dólares desviados ?

Informações que citam fontes nigerianas dão como suspeito um banqueiro da Nigéria de nome Marc Wabara  ter desviado 56 milhões de dólares da Zona de Desenvolvimento Conjunto, do negócio do petróleo entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria, um facto que já vem desmentido pela Direcção do Island Bank que dão como falsas as acusações, e, até aludindo-se, a boatos.

Da Nigéria se confirmou que Marc Wabara  estaria sob custódia, disponibilizando informação útil sobre o que aconteceu aos 56 milhões.

Os 56 milhões desviados teriam sido para pagar à a São Tomé e Príncipe da parceria entre os dois países para exploração de petróleo na ZDC e de acordo com o jornal on-line Saharareporters o ex-presidente Olusengo Obasanjo teria dado a Wabara os 56 milhões de dólares da venda dos blocos de petróleo na ZDC para serem transferidos para uma conta no banco JP Morgan, em Nova Iorque. Contudo, o dinheiro foi depositado numa conta do próprio Wabara.

Entretanto, a Direcção do Island Bank, em São Tomé, afirma que são “falsas” e qualifica de “boatos”, as notícias postas a circular relacionadas com o desvio de 56 milhões de dólares que correspondiam a São Tomé e Príncipe provenientes dos bónus de assinatura do contrato de partilha e que, supostamente teriam levado a detenção quarta-feira passada na Nigéria o presidente do Conselho de Administração do Island Bank, Chief Marc Wabara. Este também tinha interesses no extinto “Hallmark Bank” na Nigéria, segundo se informa.

   

Vencer a crise alimentar é uma aposta nacional

Teodorico Campos Presidente da FENAPA/STP, ao sair do Encontro esta semana com Rafael Branco. 

 

O Presidente da FENAPA/STP – Federação Nacional das Associações dos Pequenos Agricultores, Teodorico Campos encontrou-se segunda-feira, dia 18, com o Chefe do Governo Santomense, o Primeiro Ministro Rafael Branco, com quem trocou informações e recolheu subsídeos importantes para o sector do qual, disse ele, este Governo tem os seus olhos atentos para observar o evoluir e ajudar a desenvolver. 

Teodorico Campos enalteceu também o Ministro da Agricultura, de quem teceu elogios quanto ao seu modo de proceder e da atenção que este tem dado ao sector que ele dirige, enquanto líder de uma organização sectorial.Os nossos dirigentes estão a dar provas à população de que são credíveis e patriotas.

Existem sinais evidentes de que o excutivo doDr Rafael Branco vai dar atenção e apoio aio sector agrícola como uma das formas que o país tem para debelar a situação de crixzse alimentar que grassa pelo mundo fora e que  os agricultores santomenses estão bastante empenhados em contribuir, terá dito aquele responsável. Os efeitos da crise alimentar será pouco sentido se consumirmos mais os produtos nacionais produzidos no país.

Japão ajuda o governo são-tomense a debelar a crise

 

Mais de 20 mil sacos de arroz, foram entregues ao estado são-tomense a semana, negociados como se informa pelo primeiro executivo de 2008, no quadro de mais acordo assinado com o governo japonês, que oferta esses milhares de sacos de arroz mais um acordo para prolongar a ajuda alimentar até 2009

O acordo assinado no Ministério dos Negócios Estrangeiros pela então representante do Ministro dos Negócios Estrangeiros, à saber, Elsa Pinto, em substituição do titular da pasta ausente do país, e o embaixador do Japão para São Tomé e Príncipe com residência no Gabão, avaliado em 450 biliões de dobras.

A parte japonese manifestou interesse em utilizar o fundo de contra-partida resultante da ajuda alimentar ofertada a São Tomé e Príncipe para desenvolver projectos de apoio ao desenvolvimento das comunidades, nomeadamente nos domínios da saúde, educação e pescas.

O consumo do arroz não para de aumentar em São Tomé e Príncipe, ao ponto do débil sector privado nacional não ter capacidade suficiente para dar resposta a grande procura. Situação que gera roturas do stock e o aumento do preço do produto. Muito dependente do arroz, o são-tomense enfrenta dificuldades enormes com a rotura do stock, uma vez que a escassez do arroz provoca a inflação de todos outros produtos alimentares.

A ministra da defesa nacional, em representação do seu colega dos negócios estrangeiros, reconheceu que a crise alimentar está muito perto. «A crise alimentar esta muito próxima de nós e esta ajuda que o Japão vem dar a STP será um balsamo para as nossas preocupações», afirmou Elsa Pinto, informações veiculadas pela nossa congénere Tela Nom e com a assinatura do renomado jornalista, Abel VEiga.

Após a suspensão da ajuda alimentar, por causa dos sucessivos escândalos financeiros registados  no antigo gabinete de gestão da ajuda externa(GGA), até o momento sem qualquer consequência judicial, o reino do Japão decidiu retomar a ajuda alimentar a favor do povo de São Tomé e Príncipe, a luz da crise alimentar que ameaça o planeta terra.

 Preocupado com as consequências dessa crise na vida de um povo que já não suporta o fardo da pobreza, o governo japonês preferiu dar mais uma oportunidade aos dirigentes são-tomenses de se mostrarem dignos perante a nação. O donativo de 20 mil sacos de arroz, correspondentes a 2 milhões de dólares norte americanos, vem evitar a constante rotura do sctok do produto no mercado nacional, e o consequente aumento do preço

O embaixador do Japão em São Tomé e Príncipe, com residência na capital gabonesa, anunciou a ajuda alimentar, que estava suspensa desde o ano 2004, altura em que se explodiu um dos maiores escândalos financeiros do país, envolvendo vários milhões de dólares resultantes da ajuda alimentar ofertada pelo Japão. Sensível ao sofrimento da maioria da população são-tomense que não viu os proveitos do fundo de contra-partida criado pela venda do arroz ofertado pelo reino nipónico durante vários anos, as autoridades japonesas, decidiram avançar mais uma vez com o gesto de solidariedade, no sentido de evitar que a mesma população sofredora seja esmagada pela crise alimentar que cresce no mundo.

Apesar da justiça são-tomense, ou melhor dos tribunais são-tomenses, ainda não terem conseguido esclarecer o escândalo financeiro de milhões de dólares que deveriam ser aplicados em projectos de luta contra a pobreza no arquipélago, cerca de 4 anos depois, Japão decide avançar com mais um carregamento de ajuda alimentar, num total de 20 mil sacos de arroz, favor do povo de São Tomé e Príncipe.

O director do comércio de São Tomé e Príncipe, explicou que ajuda alimentar do Japão é equivalente a 2 milhões de dólares norte americanos. O impacto sobre o mercado nacional é positivo. A direcção do comércio garante tranquilidade do stock durante os próximos 9 meses. «Temos um consumo de 6 mil toneladas de arroz por ano. Temos aqui o equivalente a 2/3. Portanto temos arroz para 9 meses isso melhora substancialmente o stock nacional», declarou o director do comércio Jorge Bonfim.

Numa altura em que o preço do arroz no mercado são-tomense já ultrapassou 15 mil dobras o quilo, a ajuda japonesa poderá aliviar a pressão sobre o mercado. Segundo a direcção do comércio o preço de venda do arroz ofertado pelo Japão deverá ser definido pelo conselho de ministros.

 

   

Exploração em 2009 

Seis novas perfurações em quatro blocos  da ZDC

O presidente da Zona de Desenvolvimento Conjunto (ZDC) São Tomé e Príncipe-Nigéria, Jorge dos Santos,  anunciou para o próximo ano a prospecção de petróleo em quatro blocos de exploração com seis novas perfurações Em Abuja, o responsável afirma que os leilões de concessão de licenças petrolíferas permitiram já a arrecadação de US$400 milhões para os dois países africanos.

 

   

Turismo em São Tomé e Príncipe está em crescimento

Durante as cerimónias de inauguração semana passada, no Cine Marcelo da Veiga, da Agência de Viagens STP Tours, a representante na ocasião da Direcção do Turismo em São Tomé e Príncipe, Miriam Daio, considerou que o Turismo está em pleno crescimento no País.

A inauguração de mais este espaço comercial no Marcelo da Veiga vem permitir encontrar-se nos próximos dias alternativas para as viagens de turismo com destino de e para as ilhas maravilhosas, quando o novíssimo cinco estrelas a sair das mãos da construtora Soares da Costa em Vila Maria, o Resorts Ocean que se prepara para receber milhares de visitantes estrangeiros que estarão a curtir o mês de verão europeu e da gravana santomense entre junho à setembro.

Elizabete Rita, a proprietária da Agência está confiante no sucesso breve deste novo negócio no mercado das viagens, pois disse ela que serão vendidos bilhetes de passagem para todos os quadrantes tanto nacionais como internacionais, uma vez que este espaço ainda se encontra em embrião. A STP TOURS representa assim mais um caminho aberto na procura de meios para quebrar o isolamento existente entre o interior e exterior de São Tomé e Príncipe.

   
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