Abril  2008  labor sociedade de noticias  s.tome e príncipe     /s.tomé   2007/2008  
 
 
LABOR SOCIEDADE DE NOTICIAS
  Oficial                         Contactos                          Multimédia                                              Agricultura  

Fernando Espírito Santo

    Os Governantes devem buscar formas para apoiar agricultores e escoar os seus produtos.                                                                                             

A missão dos camponeses devia ser produzir e a dos governantes encontrar mecanismos de escoamento para facilitar a vida dos que trabalham a terra para abastecer o mercado nacional e internacional.

 Foram aquelas as palavras de um renomado agricultor santomense, Fernando Espírito Santo, de Bom Sucesso que, certamente, pelo nome do lugar onde opera deve ser já bem abençoado para o que da terra este médio empresário obtêm.

 Fernando Espírito Santo quando falava a nossa redacção disse que está preocupado com o facto de muitas vezes haverem produtos da terra que suplantam as expectativas, muita horticultura e nada de espaço para comercialização, muita falta de mecanismos de escoamento e o poder de compra da população também não facilita.

 Em épocas de grande produção, Fernando tem o tomate, o alface, o feijão, a batata doce, a batata inglesa, a cenoura, o repolho, o feijão verde, o feijão seco, o milho, o amendoim, a soja, couve, banana, o alho, a cebola, a mandioca e a matabala, entre outros.

 Fernando Espírito tem apenas quatro trabalhadores directos e mais quatro a cinco indirectos numa produção que ocupa 10 hectares de terras em Bom Sucesso, terras de Monte Café, onde ele diz que pretende multiplicar a cultura de bananas de todas as variedades, mais de 20 variedades de tomate, entre elas as da terra – mulata em particular, o que precisa apenas é a forma de escoar.

 Assim, Fernando diz que, se o Estado ajudar devidamente os agricultores, em breve estaremos a exportar os produtos hortícolas cultivados em São Tomé e Príncipe para o estrangeiro.

 A batata inglesa, a batata doce e muitos outros produtos já não são novidades para os  pequenos e médios agricultores santomenses. Há muita gente a trabalhar, embora também hajam os que ainda não se adaptaram devidamente a terra. Os tantos que já se encontram a produzir não poderão aumentar ainda a produção em toneladas necessárias pois falta resolver o problema do escoamento.

 Em 2007, altura em que os produtores nacionais poderiam atingir o pico das produções, tudo foi controlado de maneira que o mercado não fosse saturado. Pode-se ver nos Mercados o grau de produtos hortícolas expostos. E o consumo interno não favorece, pois se atende também ao baixo poder de compra.

 Faço o apelo aos nossos dirigentes que entrem em contacto com os pequenos e médios agricultores para que haja uma comparticipação e ajuda na resolução deste assunto, concluiu Fernando Santo, nosso privilegiado interlocutor. 

 

 
   
       
 

        © todos os direitos reservado de grupo labor  2007/2008