|
Fernando
Espírito Santo
Os Governantes devem buscar
formas para apoiar agricultores e escoar os seus produtos.
A missão
dos camponeses devia ser produzir e a dos governantes encontrar
mecanismos de escoamento para facilitar a vida dos que trabalham a terra
para abastecer o merc ado nacional e internacional.
Foram aquelas as palavras de um
renomado agricultor santomense, Fernando Espírito Santo, de Bom Sucesso
que, certamente, pelo nome do lugar onde opera deve ser já bem abençoado
para o que da terra este médio empresário obtêm.
Fernando Espírito Santo quando
falava a nossa redacção disse que está preocupado com o facto de muitas
vezes haverem produtos da terra que suplantam as expectativas, muita
horticultura e nada de espaço para comercialização, muita falta de
mecanismos de escoamento e o poder de compra da população também não
facilita.
Em épocas de grande produção,
Fernando tem o tomate, o alface, o feijão, a batata doce, a batata
inglesa, a cenoura, o repolho, o feijão verde, o feijão seco, o milho, o
amendoim, a soja, couve, banana, o alho, a cebola, a mandioca e a
matabala, entre outros.
Fernando Espírito tem apenas
quatro trabalhadores directos e mais quatro a cinco indirectos numa
produção que ocupa 10 hectares de terras em Bom Sucesso, terras de Monte
Café, onde ele diz que pretende multiplicar a cultura de bananas de
todas as variedades, mais de 20 variedades de tomate, entre elas as da
terra – mulata em particular, o que precisa apenas é a forma de escoar.
Assim, Fernando diz que, se o
Estado ajudar devidamente os agricultores, em breve estaremos a exportar
os produtos hortícolas cultivados em São Tomé e Príncipe para o
estrangeiro.
A batata inglesa, a batata doce
e muitos outros produtos já não são novidades para os pequenos e
médios agricultores santomenses. Há muita gente a trabalhar, embora
também hajam os que ainda não se adaptaram devidamente a terra. Os
tantos que já se encontram a produzir não poderão aumentar ainda a
produção em toneladas necessárias pois falta resolver o problema do
escoamento.
Em 2007, altura em que os
produtores nacionais poderiam atingir o pico das produções, tudo foi
controlado de maneira que o mercado não fosse saturado. Pode-se ver nos
Mercados o grau de produtos hortícolas expostos. E o consumo interno não
favorece, pois se atende também ao baixo poder de compra.
Faço o apelo aos nossos
dirigentes que entrem em contacto com os pequenos e médios agricultores
para que haja uma comparticipação e ajuda na resolução deste assunto,
concluiu Fernando Santo, nosso privilegiado interlocutor. |