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Alda do Espírito Santos, morre indignada...
10-03-2010 - A poetisa do símbolo da revolução nacionalista, que um dia escreveu um poema “mataram o rio da minha cidade” Alda de 84 anos de idade nascida em 30 de Abril de 1926, formada em magistério primário em Portugal, homenageada por vários países da CPLP e não só.
Morre, mas certamente que “ela” descanse em paz, mas deve ter morrido insatisfeita indignada porque não era este São Tomé e Príncipe que teria preconizado ou perspectivado.
Alda morreu mais deixa para os são-tomenses um legado “a dignidade”, “honestidade”, determinação e coragem de poder vencer.
Dados Biográficos
Alda Neves da Graça do Espírito Santo, nasceu em 30 de Abril 1926 em S. Tomé.
Alda do Espirito Santo é uma figura emblemática, não só da literatura e da cultura santomense, como também da história recente do país. A sua presença fez-se ao domínio colonial, motivo pelo qual interrompeu os estudos universitários, tendo terminado apenas os estudos secundários em Portugal, manteve-se após a independência, como destacada figura política, desempenhando cargos de Ministra de Educação e Cultura, Ministra da Informação e Cultura, Presidente da Assembleia Popular da Republica e Secretária Geral da UNEAS.
Colaboração dispersa em diversas publicações regulares: Mensagem (CEI), Jornal de Angola, A Voz de S. Tomé.
Alda Espírito Santo é também autora de uma poesia, na qual expressa o protesto e luta intimamente associada ás aspirações do seu povo.
Alda Espírito Santo, senhora-mãe desse "Solo Sagrado da Terra", reafirma a cada instantânea coerência entre vida e poesia, ou melhor, a unidade entre protesto e luta. Pôs a língua portuguesa, incorporada com firmeza e serviço de nós. A sensibilidade poética joga de mãos dadas com o seu explícito engajamento. Alda Espírito Santo
Por: Aquiles Pequeno |