AFINAL
OS DEUSES NÃO ESTAVAM LOUCOS DANILO
SALVATERRA emigrante radicado em Portugal diz que a queda do
pequeno Trovoada poderá ter sido um sinal que os Deuses não estavam loucos.
O Téla Nón apurou que a
viagem relâmpago de Rafael Branco para Luanda num voo privado aconteceu nas
primeiras horas do último domingo. Não é conhecida a agenda de Rafael Branco
em Angola. O líder do MLSTP/PSD já anunciou que o Presidente da República
Fradique de Menezes já aceitou o seu nome como Primeiro Ministro do próximo
governo. Segundo Rafael Branco, o Chefe de Estado são-tomense enviou uma carta
ao MLSTP/PSD confirmando a indigitação. Em declarações ao Téla Nón o
futuro Primeiro Ministro garantiu que já foi entregue ao Presidente da
República a estrutura do governo e os nomes dos respectivos ministros. O
decreto presidencial é que ainda não foi publicado.
A terceira força política
são-tomense com 11 assentos no parlamento, reuniu-se com o MDFM/PL para definir
estratégias que visam impedir a constituição do governo de coligação entre
o MLSTP/PSD e o PCD. O abandono da Assembleia Nacional é uma das medidas a
tomar, caso o Presidente da República não intervenha no sentido de se criar um
governo de unidade nacional. Outra saída para a ADI é a realização de
eleições legislativas antecipadas. O líder da ADI Patrice Trovoada, disse que
o MLSTP/PSD está a assaltar o poder.
A crise política tende a
evoluir para a loucura. A coligação MDFM que disse não querer mais governar
com o PCD tendo mesmo denunciado a coligação vencedora das eleições, aceitou
o consenso saído da reunião com o Presidente da República para que fosse dada
ao MLSTP/PSD a responsabilidade de constituir um novo governo, uma vez que
tinham-se esgotadas todas as possibilidades de entendimento entre os partidos
com vista a criação de um governo de consenso ou de unidade nacional. Aliás
foi o próprio Chefe de Estado quem anunciou isso mesmo no átrio de entrada do
Palácio do Povo. Mas, nas últimas horas o secretário geral adjunto do partido
João Costa Alegre veio exigir que o Chefe de Estado retomasse as negociações
com as 4 forças políticas no sentido de constituir um governo de unidade
nacional que tinha abortado nas anteriores 5 rondas negociais.
Victor
Ceita, quadro são-tomense radicado em Angola toma palavra para ler a
saída que se encontrou para a crise política. A
crise política que se instalou em STP após a aprovação da moção de censura
ao Governo de Patrice Trovoada acabou por conhecer uma solução que a muitos
deixa perplexos, diz o advogado.