Nasceu em Junho de 1956 em Angolares. Frequentou
a faculdade de direito em Coimbra-Portugal, e exerceu
jornalismo nos mesmo país de 1985 à
1989. ganhou o gosto pela pintura e escultura e
começou a dedicar-se as artes plásticas.
Em 1994 fundou o CIAC(Centro Internacional de Arte
e Cultura), constituindo actualmente a principal
instituição de desenvolvimento da
arte e cultura em São Tomé e Príncipe.
Em 1995 João Carlos Silva na qualidade de
Presidente do CIAC, organizou em São Tomé
e Príncipe a primeira bienal de arte do país.
Em paralelo com a actividade artística o
pintor e escultor coordena o projecto de desenvolvimento
integrado da Roça São João
ao sul da ilha de São Tomé. Em 1997
produziu adereços para a peça "Nau
de Quixibá" pelo gr4upo de teatro "O
Bando". No ano seguinte produz e realiza o
cenário para a peça "CAPITANGO"
de Fernando Macedo e encenação de
António Terrinha. Peça que foi apresentada
na Expo 98-Lisboa.
Ainda no domínio do teatro em 2001 realiza
o cenário para a peça "Quem mostrábô
és caminhe longi?" Peça produzida
em parceria com o grupo teatral Pau Preto sediado
em Portugal, e liderado pelo actor Miguel Hurst.
"Quem mostrábô és caminhe
longi", foi um sucesso em São Tomé
e Príncipe, e noutros palcos mundiais onde
foi exibida.
No ano 200 João Carlos Silva, coordenou
a digressão internacional do grupo de Teatro
Tchiloli "A Formiguinha de Boa Morte".
Organizou de 1997 à 2002 os festivais "
Ilha de Chocolate". Uma festa cultural que
reuniu gastronomia, danças, músicas,
e todas as formas de representação
artística. Artistas da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa e do Senegal, marcaram
presença no evento.
Em 2001, João Carlos Silva alarga o espaço
de intervenção cultural do CIAC, fundando
a Galeria Teia d´Arte no centro da capital
são-tomense. Como pintor e escultor regista-se
numa primeira fase enquanto emigrante em Portugal,
esculturas de madeira em escala reduzida cujo o
tema reflectia a vivência do mítico
povo angular. Nos meados dos anos 80 após
o seu regresso à terra natal, na roça
São João dos Angolares é que
vai encontrar condições propícias
para desenvolver o seu projecto de escultura em
madeira.