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  ADI ameaça abandonar o parlamento se Governo de Rafael Branco for empossado 

Epoca/EpocaA terceira força política são-tomense com 11 assentos no parlamento, reuniu-se com o MDFM/PL para definir estratégias que visam impedir a constituição do governo de coligação entre o MLSTP/PSD e o PCD. O abandono da Assembleia Nacional é uma das medidas a tomar, caso o Presidente da República não intervenha no sentido de se criar um governo de unidade nacional. Outra saída para a ADI é a realização de eleições legislativas antecipadas. O líder da ADI Patrice Trovoada, disse que o MLSTP/PSD está a assaltar o poder.   

Patrice Trovoada que esteve alguns dias ausente do país, enquanto a crise política evoluía no sentido do fim, tendo mesmo o Presidente da República convidado o MLSTP/PSD a formar o novo governo, considera que o poder está a ser assaltado. « O senhor Presidente da República e muitas pessoas se pronunciaram sobre as dificuldades para organizar as eleições, mas isto não justifica o assalto ao poder desta maneira como estamos a ver. Pensamos que este governo caso venha a ser constituído não oferece garantia de estabilidade», reclamou o líder da ADI.

Visivelmente aborrecido, Patrice Trovoada acrescentou que «não vamos baixar os braços. Iremos optar por várias formas de luta, nomeadamente iremos tomar posições no parlamento. Porque não podemos ter uma democracia de fachada. Isto tem que ficar claro. O nosso grupo parlamentar não tem participado nos trabalhos parlamentares e podemos ir até a retirada definitiva do parlamento», frisou.

Face a situação a ADI pela voz do seu secretário geral, exige acção do Presidente da República. «O senhor Presidente da República tem que agir de uma maneira muito cuidadosa e ouvindo todas as partes. Porque afinal de contas as eleições foram ganhas pelo MDFM-PCD. É normal pode existir divergências mas eu não vejo como é que a maioria da população que votou MDFM-PCD e que votou ADI terá que aceitar numa altura em que a situação económica deste país é extremamente grave estar debaixo do mando do MLSTP», concluiu.

Abel Veiga