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  Presidente da República retoma auscultação de partidos políticos após ter confirmado a indigitação de Rafael Branco para o cargo de Primeiro Ministro

Epoca/EpocaA crise política tende a evoluir para a loucura. A coligação MDFM que disse não querer mais governar com o PCD tendo mesmo denunciado a coligação vencedora das eleições, aceitou o consenso saído da reunião com o Presidente da República para que fosse dada ao MLSTP/PSD a responsabilidade de constituir um novo governo, uma vez que tinham-se esgotadas todas as possibilidades de entendimento entre os partidos com vista a criação de um governo de consenso ou de unidade nacional. Aliás foi o próprio Chefe de Estado quem anunciou isso mesmo no átrio de entrada do Palácio do Povo. Mas, nas últimas horas o secretário geral adjunto do partido João Costa Alegre veio exigir que o Chefe de Estado retomasse as negociações com as 4 forças políticas no sentido de constituir um governo de unidade nacional que tinha abortado nas anteriores 5 rondas negociais. 

João Costa Alegre fez tais exigências após encontro no último fim de semana com o Secretário Geral da ADI, Patrice Trovoada. Estranho é ó facto do líder do MDFM / PL Tomé Vera Cruz que nos últimos dias tem dirigido as negociações não ter tomado parte na reunião entre os dois partidos políticos. O seu secretário geral adjunto é que representou o MDFM/PL e falou em nome do partido.  «Vamos sugerir ao senhor Presidente um encontro no sentido de expormos a nossa preocupação. Nós o MDFM decidiu não fazer parte deste governo nem tão pouco dar apoio e sustentabilidade parlamentar. Vamos falar com o senhor Presidente sobre esta situação e sugerir ao Presidente que efectivamente se consiga reunir o mais rapidamente possível os 4 partidos políticos no sentido de sabermos porquê que não organizamos em São Tomé e Príncipe um governo de unidade nacional», declarou João Costa Alegre. 

O secretário Geral Adjunto do MDFM/PL, afirmou ainda que se as suas exigências não forem tidas em conta medidas serão tomadas. «Tomaremos outras medidas no sentido de convidar os nossos deputados que fazem parte da Assembleia a abandonar o grupo parlamentar. Pensamos que tudo o que podemos fazer para evitar que quem não ganhou as eleições governe», pontuo o líder do MDFM, partido que em Fevereiro último deu a liderança do governo para um partido que não ganhou as eleições, neste caso a ADI terceira força política são-tomense.

Cartas baralhadas, dito pelo não dito, confusão total, a opinião pública são-tomense parece já não entender mais nada. No entanto o Téla Nón sabe que o Presidente da República reabriu na manhã de segunda-feira mais uma ronda de contactos e auscultação com os partidos políticos representados no parlamento.

 

Abel Veiga