O Téla Nón apurou que a
viagem relâmpago de Rafael Branco para Luanda num voo privado aconteceu nas
primeiras horas do último domingo. Não é conhecida a agenda de Rafael Branco
em Angola. O líder do MLSTP/PSD já anunciou que o Presidente da República
Fradique de Menezes já aceitou o seu nome como Primeiro Ministro do próximo
governo. Segundo Rafael Branco, o Chefe de Estado são-tomense enviou uma carta
ao MLSTP/PSD confirmando a indigitação. Em declarações ao Téla Nón o
futuro Primeiro Ministro garantiu que já foi entregue ao Presidente da
República a estrutura do governo e os nomes dos respectivos ministros. O
decreto presidencial é que ainda não foi publicado.
O próximo governo terá 12
membros. Chefiado por Rafael Branco, o executivo contará com 6 pastas
ministeriais do MLSTP/PSD e 5 do PCD. A estrutura e os nomes do próximo governo
já estão nas mãos do Presidente da República desde o último sábado,
garantiu para o Téla Nón o líder do MLSTP/PSD Rafael Branco. Com
sustentabilidade parlamentar assegurada, Rafael Branco, diz que está tudo
preparado para começar a governar São Tomé e Príncipe. A coligação dos
dois partidos corresponde a 30 deputados no parlamento de 55 assentos. O Novo
Rumo que também tem 1 assento, deverá aliar-se ao novo executivo.
Por isso mesmo Rafael Branco,
rejeitou a última proposta do MDFM e da ADI, para que o Presidente da
República reabre-se negociações no sentido de criar um governo de Unidade
Nacional. Uma proposta que já estava na mesa das negociações durante vários
dias e que não gerou consenso entre os 4 partidos políticos. O Primeiro
Ministro Indigitado não aceita a marcha atrás que os dois partidos políticos
pretendem impor no processo.
Ainda mais quando para além das
declarações públicas feitas por Fradique de Menezes, anunciando a decisão de
convidar o MLSTP/PSD para formar governo, Rafael Branco tem nas mãos a carta do
Presidente da República que aceitou o nome escolhido pelo partido. « O MLSTP acaba de receber uma carta de sua excelência o senhor Presidente da República
a dizer que aceitava o nome proposto pelo MLSTP para chefia do governo e que
nesta carta o senhor Presidente indigitava o cidadão Joaquim Rafael Branco para
formar governo», reforçou Rafael Branco.
O partido que perdeu as
eleições legislativas de 2006, diz que não pediu para ser governo. A sua
indigitação foi resultado da grave crise no seio da família da mudança,
sobretudo entre o MDFM e o PCD, ao ponto do MDFM ter posto fim a coligação
vencedora das eleições. «O MLSTP não pediu para ir para o governo. O MLSTP numa primeira posição
queria eleições antecipadas. Quando todo o país se manifestou em não querer
eleições antecipadas o MLSTP tentou juntamente com outros partidos que
houvesse uma solução governativa. Quando tudo falhou e quando se chamou o
MLSTP a assumir as suas responsabilidades nós assumimos a nossa
responsabilidade de peito aberto», explicou.
O MLSTP/PSD que disse estar
sereno e tranquilo a espera do decreto presidencial que nomeia o novo governo,
viu o seu líder e futuro Primeiro Ministro Rafael Branco, abandonar o país no
último domingo num voo privado oriundo de Luanda. Angola foi o destino de
Rafael Branco. Na capital do país vizinho, ou talvez, na sede do partido no
poder em Angola, o líder do MLSTP/PSD deverá estabelecer contactos e acertar
estratégias.
Segundo fonte do Téla Nón a
sombra de Luanda, Rafael Branco, deverá seguir viagem para Lisboa a fim de
tratar de questões pessoais, ao que tudo indica ligadas a documentos de
identificação, disse a fonte. O advogado Adelino Izidro que é membro da
direcção do MLSTP e dois outros deputados do partido ligados ao mundo
financeiro e empresarial, já estão em Lisboa desde última semana, também a
espera do líder, acrescentou a fonte.