O
Chefe de Estado Fradique de Menezes, deixou claro que
não tinha outra solução para a crise política.
Reconheceu que a maioria da população são-tomense
manifesta-se contra a realização das eleições
legislativas antecipadas, ainda mais quando o estado
não tem meios financeiros para suportar a sua
realização. O governo de consenso reclamado pela
sociedade civil e pelo conselho de estado não gerou
entendimento no seio dos partidos políticos. A
coligação MDFM-PCD vencedora das eleições
legislativas deixou de existir. Então o Presidente da
República só tinha mesmo que engolir o sapo que o
PCD colocou em cima da mesa, isto é, chamar o
MLSTP/PSD que perdeu as eleições para governar São
Tomé e Príncipe.
Foi
apenas perda de tempo. Após 4 rondas negociais para
constituir um governo de consenso o Presidente da
República foi forçado a aceitar que a oposição
passasse a ser poder e que aqueles que foram
legitimados pelo povo nas urnas passassem a ser
oposição. Todas as hipóteses de reconciliação da
conflituosa família da mudança resultaram em
fracasso. «Tivemos um encontro primeiramente com
a ainda
existente coligação MDFM/PCD para saber da parte dela se ainda estaria
pronta a formar um novo governo não obstante ao facto de não ter digamos a
maioria parlamentar. Portanto foi-me confirmada pela coligação que de facto não
estaria em condições para continuar a governar», sublinhou o Presidente
da República.
A
solução foi tomar em consideração a proposta do
PCD para que a segunda força política mais votada
nas eleições de 2006, assumisse a governação do
país. « MLSTP
concordou. Portanto
deu o seu acordo que estaria pronto a assumir caso de facto o presidente da
republica convida-se o MLSTP a avançar com a formação do próximo governo»,
afirmou, o Chefe de Estado para depois pedir
estabilidade e paz social. «O que peço ao MLSTP é que de facto a gente encontre primeiramente
a estabilidade na governação do pais, a paz social, que não haja
caça a bruxa, que se procure governar na paz em consenso em tranquilidade com
todas forças politicas do pais», reforçou.
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O
Presidente da República, deixou claro que o país
não tem condições para realizar eleições
antecipadas como forma de clarificar a situação de
crise que se gerou após a aprovação da moção de
censura contra o executivo de Patrice Trovoada e
também porque « a
população parece manifestar na sua maioria que não esta de facto interessada em novas eleições»,
frisou.
Fradique
de Menezes disse que estava pronto a emitir o decreto
que nomeia o novo Primeiro Ministro assim que receber
a proposta do MLSTP/PSD. O Presidente da República
manifestou desejo de o fazer ainda nesta semana. «Pode ser que o decreto
presidencial ainda possa sair hoje(terça-feira) ou se não amanhã o mais tardar de forma a
termos um governo que possa tomar posse o mais breve possível tendo em conta
alguns compromissos que nós temos com o Banco Mundial e o FMI»,
acrescentou.
O
novo governo do MLSTP/PSD vai governar São Tomé e
Príncipe até ao fim da actual legislatura em Março
de 2010.