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Presidente da República exige ousadia, agressividade e responsabilidade na acção governativa para 2008

Epoca/EpocaNa mensagem por ocasião da passagem do ano Fradique de Menezes, lançou pistas ao executivo de Tomé Vera Cruz, sobre as acções a serem desencadeadas para esquecer o ano 2007, que para o Chefe de Estado foi um dos mais difíceis a nível económico na história de São Tomé e Príncipe como nação. Saúde, Educação, Justiça, e Negócios Estrangeiros são os sectores que deverão ser alvo de profunda reforma, alertou Fradique de Menezes. Reforço dos valores da identidade nacional é outra prioridade. Neste capítulo o Presidente da República, desafiou a comunicação social a optar em 2008, pela dignificação da nação são-tomense, assim como a comunidade emigrante que vive apenas para criticar a sua terra natal. 

Para o Presidente da República, Fradique de Menezes, o ano 2007 não conseguiu evitar a propagação de confrontos políticos fúteis, que mancharam a imagem do país diante da comunidade internacional. «Apesar de termos atenuado consideravelmente o grau de animosidade institucional, exacerbamos nos confrontos fúteis de política doméstica, envolvendo deputados, membros do governo, altos representantes de partidos políticos, prejudicando-nos a todos e enlameando o país e as suas instituições aos olhos do mundo», afirmou o Chefe de Estado. 

A crise dos Ninjas foi outra mancha negra que sujou São Tomé e Príncipe em 2007. Fradique de Menezes, afirma que « utilizando armas de guerra e outras manifestações para serem pagos indemnizações que julgavam ter direito, alguns elementos da polícia nacional, foram detidos pelo exército a quem o governo recorreu para fazer frente as repetidas violações da ordem pública e ameaças a integridade física de pessoas representantes de órgãos de soberania», denunciou o Chefe de Estado, para depois repudiar o aproveitamento político que continua a ser feito da crise dos Ninjas. «Um processo que desde 4 de Novembro passou a estar sob a alçada dos tribunais constitui hoje um privilegiado instrumento de arremesso político entre a oposição e o governo deduzindo politicamente argumentos que deveriam ser canalizados para os tribunais», reclamou Fradique de Menezes, tendo pedido mudança de atitude dos agentes políticos em relação ao assunto. 

Mas, 2007 não foi só desgraças e futilidades. O Presidente da República, destacou três assuntos de grande relevância. Primeiro a reconfirmação do recuo drástico do paludismo. Segundo a conquista do perdão da dívida externa e por fim a afirmação de São Tomé e Príncipe no contexto mundial, e isto de acordo a Amnistia Internacional,  como país onde os direitos humanos são respeitados, ao contrário dos anos anteriores. «Somos assim considerados um país respeitador dos direitos humanos aos olhos do mundo», frisou o Chefe de Estado. A declaração do Presidente da República sobre os direitos humanos, antecede ao primeiro debate parlamentar do ano requisitada pela oposição que considera estarem a ser violados os direitos humanos em São Tomé e Príncipe. 

Para 2008, o Presidente da República, propõe o reforço dos valores da identidade nacional. O primeiro desafio diz Fradique de Menezes deverá passar pela dignificação de São Tomé e Príncipe no mundo. Segundo o Chefe de Estado em 2007 a dignidade dos são-tomenses e deste terra foi muito fustigada, sobretudo pela comunicação social. Daí que «precisamos recuperar o amor próprio e para isso temos que mobilizar a comunicação social desafiar-lhes a optarem no exercício constitucional do direito a informação pela qualificação e dignificação da nação e dos espaço público onde vivem, ao invés da contínua degradação que têm propalado», sublinhou. 

Neste quadro de dignificação do país, Fradique de Menezes, lançou também o desafio a comunidade emigrante. «Vocês que têm sido normalmente críticos em relação a tudo que se faz na vossa terra, tradicionalmente opositores dos governos independentemente das suas cores políticas quero desafiar-vos para uma colaboração mais construtiva em 2008. Já participamos tempo demais nos verdadeiros ataques contra o nosso país», pontuou, Fradique de Menezes, para depois convidar a emigração são-tomense a participar no esforço colectivo de dignificação de São Tomé e Príncipe. 

 No novo ano, p Chefe de Estado são-tomense, exige que o governo de Tomé Vera Cruz, opte pelo rigor, a disciplina, que administre uma cultura de trabalho de sacrifícios e de resultados. Fradique de Menezes, indicou quatro sectores fundamentais para a reforma, nomeadamente a Educação. Aqui o Presidente da República aconselhou o executivo a pôr fim a discrepância entre o financiamento no ensino básico e profissional e o que é aplicado no ensino superior. «São Tomé e Príncipe não tem hoje e nem terá jamais condições para conceder o direito de formação superior a todos os são-tomenses. Esta é uma verdade nua e crua. e temos que lidar com ele já em 2008, e para isso precisamos de um aturado, alargado e comprometedor consenso nacional», recomendou. 

O sector da justiça é outra prioridade onde apesar da aprovação dos códigos penais e de processo penal, o Chefe de Estado considera que continua a pender sob o sistema judicial nuvens negras. Há informações que atentam pouca produtividade e outros problemas. Por isso as reformas necessárias para que efectivamente o sector possa contribuir na pacificação da sociedade são-tomense e na garantia do investimento estrangeiro, esclareceu Fradique de Menezes. 

Na saúde a preocupação maior tem a ver segundo Fradique de Menezes com os sinais da propagação da SIDA. Os Negócios Estrangeiros e Cooperação, também estão na lista das prioridades do Chefe de Estado. Sector que para Fradique de Menezes deverá ser promotor da cooperação internacional e dos esforços de desenvolvimento. 

Com o último ano marcado pela grande especulação dos preços dos produtos de base, o Presidente da República, exigiu que a nível do comércio o governo trabalhe para dar resposta a «urgência de uma maior e melhor controlo dos preços internos dos produtos da primeira necessidade», declarou. 

Apoio aos sectores da agricultura e pescas, mereceu atenção particular no discurso de fim do ano, assim como a reestruturação do sector da defesa e ordem interna, com ênfase para a instituição polícia nacional. A mensagem de Fradique de Menezes, foi lida no centro do mundo, ou seja, sobre a linha imaginária do equador. 

O Chefe de Estado preferiu entrou em 2008 no ilhéu das Rolas, e assentou-se mesmo no centro da linha imaginária para falar a nação. 

Abel Veiga